Góoc significa raiz. Não há como conhecer uma empresa sem conhecer suas raízes. Thai Q. Nghia tinha 21 anos e vivia num Vietnã assolado pela ditadura e repressão. Em 1979, um petroleiro da Petrobras encontrou um barco de pesca em alto-mar no sudeste asiático. Thai Q. era um dos tripulantes.
Refugiado no Brasil, o vietnamita venceu a solidão e muitas barreiras culturais. "Eu iniciei minha vida sozinho no Brasil negativamente: mudo, não falava português; surdo, não entendia nada; cego não sabia onde estava e para onde deveria ir", lembra. Mesmo assim, não desanimou. Estudou por um tempo Matemática na USP, mas foi por uma dívida que descobriu sua vocação.
"Em 1986, estava estudando e trabalhando quando emprestei dinheiro a um amigo. Era o final do Plano Cruzado, ele quebrou e fez o pagamento do empréstimo com bolsas. Fui obrigado a sair na rua para vendê-las para recuperar o dinheiro. Vendia as bolsas em Cotia (SP) e Itapevi (SP) e comecei a ganhar dinheiro com isso. Pensei: "isso é legal!". Passei a comprar mais bolsas e continuei vendendo. Um tempo depois, achei melhor parar de trabalhar e pedi demissão. Não me deixaram sair. Em vez disso, queriam me promover. Saí assim mesmo e decidi montar meu negócio. O trabalho foi tomando tanto meu tempo que não conseguia me concentrar nos estudos e abandonei o curso no terceiro ano", contou em entrevista a Catho.
Com seu sonho de liberdade e espírito empreendedor, o jovem fundou o Grupo Domini, responsável por criar marcas como Goóc, ômely e Koan.
A Góoc (ex-Yepp) é o carro-chefe, trabalhando com calçados e acessórios confeccionados com 70% de produtos reciclados. Mais de 1.000.000 de pneus usados já foram reutilizados na produção de solados. "Também é importante a inclusão, aceitar o que as outras pessoas não aceitam, como o lixo. Trabalhar com um material que ninguém quer mais", complementa. A energia para alcançar metas e vencer desafios não pára aí. "Cada cidadão brasileiro terá um par de chinelos Goóc", projeta Thai Q., prospectando 210 milhões de pares até 2014.
O Consórcio Natural Fashion foi fundado em abril de 2000, na cidade de Campina Grande, Paraíba, gerando cerca de 850 empregos diretos e indiretos. Tendo como objetivos principais fortalecer as empresas têxteis e de confecções e ajudar a enfrentar a concorrência acirrada no mercado externo, a cooperativa iniciou o plantio de algodão colorido (com melhoramento genético).
No começo eram 10 hectares de produção. Hoje a matéria-prima vem de 2000 ha de plantio. O fio é tecido em uma pequena empresa local, a Entrefios. O trabalho de tecelagem é feito com diversas parcerias, incluindo empresas têxteis de Sergipe e Pernambuco.
As inspirações para coleções surgem do imaginário e cotidiano nordestinos, com cores que lembram muito as nuances sertanejas e o aspecto rústico da região. Os produtos (roupas, acessórios, artigos de cama, mesa e banho e até brinquedos) estão a venda em todo o país. No site a localização é feita por estados. .
Desligar a luz quando sair de um ambiente deve estar na cartilha pessoal de cada um. Mas quando se trata de eficiência energética (que significa consumir energia de maneira econômica, sem desperdícios), mudanças de hábitos de consumo podem ser importantíssimas.
De acordo com o INEE (Instituto Nacional de Eficiência Energética), uma lâmpada incandescente comum tem uma eficiência de 8% (ou seja, 8% da energia elétrica usada é transformada em luz e o restante aquece o meio ambiente). A eficiência de uma lâmpada fluorescente compacta, que produz a mesma iluminação, é da ordem de 32%.
Como o preço da lâmpada eficiente é entre 10 a 20 vezes mais caro do que a comum, a decisão de qual delas comprar dependerá de fatores econômicos que consideram a vida útil de cada uma e a economia proporcionada na conta de luz.
O filme "This Bulb", da National Geographic, reforça a importância do uso consciente de fontes energéticas, com o apelo de "mude uma lâmpada, mude o mundo". Advogando para a causa, as atrizes Natalie Portman, Kyra Sedgwick e a modelo Chloe Sevigny. A trilha ficou por conta de Aimee Mann.
Karen Appel e Jody Frank são duas fashionistas de São Francisco (EUA). Juntas criaram a Appel & Frank, uma empresa que organiza e realiza eventos de moda na cidade. Para o dia 27 de setembro, elas programaram o primeiro Eco-Chic Shopping Event. O agito rola em horário de happy hour, no Regency Center, com 65 designers independentes e ecologicamente corretos.
Para dar uma pausa, um lounge-café foi projetado todo em móveis de materiais sustentáveis. O próprio cafezinho é comprado de produtores próximos, reduzindo a emissão de poluentes no transporte. Se o stress ainda não tiver ido embora, a dica é conferir também tratamentos de spa que incluem ingredientes e drinks naturais.
O passaporte para essa small trip urbana custa U$10 (podendo ser comprado online, no próprio site das meninas, ou no local), que serão repassados para a ONG Friends of the Urban Forest (que planta árvores e dá palestras sobre preservação ambiental). As primeiras 300 compradoras que chegarem ao evento ganharão uma shopping bag com ícones verdes.
"O que aconteceria se todo blog publicasse um post discutindo o mesmo tema, no mesmo dia?". Para responder essa pergunta, dia 15 de outubro acontecerá o primeiro Blog Action Day. A idéia é unir esforços dos blogueiros antenados ao redor do planeta para falar de assuntos relacionados ao meio ambiente.
"Nós queremos mostrar o potencial e o poder da comunidade de blogs, que é uma comunidade fragmentada mas com tamanho, extensão e diversidade incríveis. Aproximando todos por um dia, nós podemos ver o quanto pode ser conseguido, e o quanto podemos ser ouvidos", disse Collis Ta'eed, blogueiro australiano e co-fundador do movimento.
O evento será uma constante no calendário virtual, com edições anuais. Para participar é simples. O cadastro pode ser feito no próprio site. Depois é só publicar um post no seu blog (na data do Blog Action Day) sobre um assunto de sua escolha que envolva o meio ambiente. Os mais altruístas podem doar os ganhos com propagandas para ONGs e entidades de proteção ambiental.
A dupla de arquitetos gaúchos André Chaluppe e Alex Klein criaram em 2002 a Guadua Bambu. Na época estudantes da UFRGS, eles começaram o trabalho na área de construção e ambientação de espaços com bambu.
De lá para cá, já participaram de eventos como a Mostra de Paisagismo Iguatemi (foto acima) e realizaram trabalhos para várias empresas de diversos setores. Os ambientes sempre aconchegantes são só parte do trabalho dos guris. A sofisticação fica por conta dos detalhes e do acabamento impecável. Biombos, duchas, fontes e luminárias são alguns elementos do portfolio variado dos designers, que também realizam projetos sob medida. O kit Quiosque é multifacetado, servindo tanto para fazendas, casas de praia ou estabelecimentos comerciais.
O atelier, localizado em Porto Alegre, tem espaço destinado para cultivo de mudas de seis espécies diferentes de bambu - que podem ser adquiridas no local. Além dos produtos, a empresa oferece serviços como aluguel de objetos para eventos, cursos de capacitação e palestras para interessados em aprender essa arte milenar decorativa.
A preocupação com o planeta e o aumento do consumo acabou gerando um número maior de pesquisas no setor têxtil, fazendo com que antigas fibras, como a do Cânhamo, fossem testadas. Mesmo sendo proveniente da controversa Cannabis Sativa, a matéria-prima promete destaque no mercado de malharia.
Alguns resultados apontaram que o filamento é cinco vezes mais resistente que o do algodão e um hectare apenas produz o mesmo que quatro de eucalipto. Também possui alto valor de absorção, o que facilita o tingimento e a fixação das cores, podendo ser tramado a outras fibras menos resistentes. Sua propriedade biodegradável segue a qualidade cada vez mais exigida pelo mercado.
Na última edição da Pitti Filati, em Firenze, vários lanifícios apostaram no desenvolvimento de produtos a partir do Cânhamo, como é o caso da empresa Botto Paola, que lançou o “fio 100% Canapa” (Cânhamo, em italiano), com aspecto rústico, mas superfície macia e sedosa (foto 1).
Outro exemplo é a do lanifício Lora Piana, que o trabalhou na versão 100% e em misturas com outros materiais (foto 2). Marcas renomadas como a Adidas já desenvolveram linhas de produtos específicos com a fibra (foto 3).
Fonte: Núcleo de Pesquisa e Comunicação/UseFashion Fotos: Reprodução e UseFashion
Produzir roupas infantis que dêem liberdade aos movimentos e sejam bonitas não é fácil. Mas Josie Jesser, designer de Austin (EUA) prestou mais atenção nesse universo após o nascimento de sua filha Cate, em 2002. Dois anos depois ela chegava ao mercado com linhas de roupas para crianças com tecidos naturais.
Para a coleção de verão 2007, Josie trabalhou com algodão 100% orgânico da Harmony Art (empresa especializada em tecidos orgânicos com estampas fofas exclusivas). Cores vivas e modelagens confortáveis fazem a cabeça da meninada que aprende a cuidar da natureza brincando.