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Tavex lança linha ACQUASAVE® que privilegia a economia de água em sua produção

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 700 milhões de pessoas em 43 países sofrem todos os dias com a escassez de água. Até 2025, 1,8 bilhões de pessoas viverão em países ou regiões com absoluta escassez de água e dois terços da população do mundo poderá viver sob condições extremas em relação à falta de água. Preocupada em se adequar a essas transformações do meio ambiente, a Tavex lança o projeto ACQUASAVE®, baseado em tecidos que usam uma revolucionária tecnologia que reduz substancialmente o consumo de água em seu processo de fabricação.

Os primeiros artigos da linha são o ACQUAFLASH, um puro índigo, e o ACQUA SPIRIT, uma sarja com trama tinta. Ambos são produzidos com tecnologia inovadora que posibilitam processos mais rápidos na lavanderia, privilegiam a economia de água, o reaproveitamento e a redução do consumo de energia térmica. Os itens substituem também os químicos convencionais, que dão lugar aos de baixo impacto ambiental, como o amaciante natural à base de cupuaçu, o Alsoft® Amazontex da Tavex, já conhecido no mercado.

"A indústria do denim é conhecida por seu alto consumo de água e energia. Mas a Tavex tem liderado o desenvolvimento de tecnologias e produtos mais sustentáveis. O Projeto ACQUASAVE® é fruto dessa busca", afirma Maria José Orione, gerente de marketing América do Sul da Tavex. "A redução de água no processo vinda dessas iniciativas pode chegar a um milhão de litros de água por dia", completa.

Além do lançamento do ACQUAFLASH e do ACQUASPIRIT, o projeto traz uma nova maneira de pensar a lavanderia do jeans com a responsabilidade de salientar processos cada vez mais sustentáveis em seu beneficiamento. Por meio da Consultoria Técnica de Lavanderia da Tavex, parceiros e clientes terão acesso a uma coleção desenvolvida sob esta filosofia e a uma série de dicas de como desenvolver lavagens mais sustentáveis.

Dicas para desenvolver lavagens mais sustentáveis:
  • Tingimentos em baixas temperaturas, poupando energia, água e insumos;
  • Desenvolver efeitos especiais com resinas (3D, resinados color) sem utilização de fornos ou utilização de fornos com temperaturas mais brandas;
  • Reutilizar água no processo;
  • Estimular economia no enchimento e esvaziamento da lavadora, diminuindo o tempo dos motores ligados;
  • Reduzir o consumo de água no processo de lavagem;
  • Utilizar tecidos com menor concentração de goma. Exemplo disso é a coleção Denim da Tavex, que já é desenvolvida com menor concentração de goma;
  • Tecidos que desbotem com mais facilidade;
  • Itens que apresentem menor migração e "redeposição" de corante durante a lavagem;
  • Utilizar processos combinados: desengomar e neutralizar no mesmo banho, por exemplo.
  • Utilizar processos com Ozônio
  • Utilizar processos com laser

Sustentabilidade em todo o processo

  • O desenvolvimento de produtos mais sustentáveis é um dos itens presente na lista de ações sustentáveis realizadas pela Tavex em seu processo industrial. Recentemente, a companhia fez um inventário de todas as suas ações de preocupação ambiental e concluiu que suas iniciativas culminam na economia de:
  • 30% de ganho de energia térmica;
  • Reutilização e reaproveitamento de 40% da água no processo:
  • Reuso da água utilizada no resfriamento dos equipamentos;
  • Economia de 30 milhões de litros por mês.


Fonte: Textilia

Holandesa OAT Shoes desenvolve tênis que pode ser plantado

domingo, 7 de agosto de 2011 23:03 by Fernanda Vasconcelos Torres 0 comentários

A marca holandesa OAT Shoes criou um tênis ecológico, que pode ser transformado em um recipiente para plantas e cuja sola contém sementes que, cultivadas, se transformam em árvores. O calçado é feito com materiais biodegradáveis, como bio-algodão e bio-plástico.

O tênis que seria colocado no lixo agora pode ser plantado. É só esperar as mudinhas crescerem. "Isso mesmo, você pode enterrar nossos tênis depois de desgastados de tanto usar. Regue regularmente e observe florescer”, diz o site oficial do calçado.

Os designers da marca, Christiaan Maats e Dirk-Jan, pesquisaram por 2 anos o impacto ambiental dos materiais. A invenção ficou em 2º lugar no concurso Green Fashion Awards, que acontece durante a Semana de Moda de Amsterdã. O tênis pode ser encontrado em 4 cores e com cano alto e baixo. O calçado está à venda pela loja virtual da OAT Shoes e custa em média 150 euros (aproximadamente R$ 310). O produto não é enviado para o Brasil.

Fonte: UseFashion

Denim ecológico conquista segmento jeanswear

quinta-feira, 28 de julho de 2011 22:33 by Fernanda Vasconcelos Torres 0 comentários

Depois de lançar o Bio Denim®, tecido feito com fios reciclados, e de aplicar no beneficiamento têxtil o inédito acabamento com manteiga de cupuaçu Alsoft® Amazontex, a Tavex Corporation lança mais dois produtos com foco na sustentabilidade: o denim Wood, feito com algodão orgânico colorido, e o Jeather Denim que substitui o couro. 

As novidades foram apresentadas em primeira-mão para os clientes da marca no Bureau Tavex Inverno 2012, realizado no dia 19, no Espaço Bosque, em São Paulo. “Buscando entrelaçar os conceitos de sustentabilidade e inovação, a Tavex se empenha em criar uma coleção de grande impacto e ineditismo para a moda”, enfatiza Maria José Orione, gerente de marketing da empresa. Segundo ela o Wood é um conceito inédito. Evolução do Organic Denim, lançado em janeiro de 2009 pela companhia, este tecido é produzido com algodão cultivado sem componentes químicos e com fibras recicladas do processo de fabricação. 

Certificado pelo Instituto Biodinâmico Brasileiro e pela Embrapa, o algodão usado neste tecido é colorido naturalmente, o que deixa a peça jeans final com um visual eco fashion. O novo tecido recebe também o acabamento natural já conhecido do mercado – , feito com manteiga de cupuaçu em substituição aos amaciantes sintéticos.

Com cara de couro

Outro lançamento, que segue a tendência mundial dos grandes fabricantes de jeanswaer, é o tecido com acabamento que imita o aspecto de couro. No caso do produto Jeather Denim®, cujo nome remete à fusão das palavras leather e Jegging, a proposta é, além de substituir o material natural, aplicar no tecido resinas que também proporcionam aspecto visual, conforto e brilho, deixando o tecido mais maleável. “O desenvolvimento de produtos como esses está alinhado com o processo de incorporação pela Tavex dos princípios de sustentabilidade adotados pela GRI (Global Report Iniciative), que é baseada no tripé: eficiência econômica, equidade social e equilíbrio ambiental. Hoje, a companhia tem uma linha de produtos inovadores com esta marca sustentável, que são muito bem aceitos pelo mercado”, acrescenta Maria José Orione.

Tecnologia em denim

Resultado da união da Tavex (Espanha 1846) e Santista Textil (Brasil 1929) em 2006, a Tavex Corporation é considerada uma das empresas líderes na produção mundial de tecidos diferenciados. As duas marcas somam uma trajetória de mais de 150 anos na produção de denim flats e workwear. 

Empresa do Grupo Camargo Corrêa, no Brasil, a Tavex, com a nova coleção Inverno 2012, segue sua linha conceitual da busca pelo bem-estar, cujo primeiro produto foi lançado em 2010 com a linha Denim® Therapy, quando o princípio ativo do Aloé Vera foi incorporado ao denim por meio da nanotecnologia. Outra novidade implantada pela Tavex no segmento jeanswear foi agregar biocerâmica ao denim, visando proporcionar uma sensação de bem-estar e equilíbrio. Segundo a empresa, este benefício foi comprovado por estudo realizado pela Kosmocience. 

O complexo biocerâmico consiste em uma combinação de vários óxidos metálicos que, depois de aquecidos, adquirem a propriedade de captar os raios do sol e o calor do corpo convertendo-os em raios infravermelhos. Por isso, o tecido contendo esta tecnologia em sua composição, ao entrar em contato com a pele, estimula o tônus muscular, melhora o equilíbrio e auxilia na recuperação após esforço físico, garantem os especialistas.

Fonte: Textilia

Designer alemã cria roupas reciclando leite

quarta-feira, 27 de julho de 2011 00:26 by Fernanda Vasconcelos Torres 0 comentários


A bióloga e designer de moda alemã Anke Domaske, de 28 anos, desenvolveu roupas feitas com leite de verdade. Sim, aquele líquido branco e tal. A linha leitosa foi criada por Domaske e sua equipe, que encontraram um jeito de transformar leite azedo em um tipo de fio de maneira bem prática e simples. 

Eles eliminam o líquido, extraem a proteína restante que solidifica e finalmente elas são moídas para criar os fios da roupa. Domaske acha o processo todo fascinante: "O leite é sempre preterido porque as pessoas apenas o enxergam como uma comida. Mas você pode fazer muito mais com ele — o leite é um material natural, puro e muito belo. O detalhes especial do leite é que ele tem um toque realmente sedoso. O tecido veste perfeitamente, e é mais barato do que seda".

Essa é a parte mais impressionante: as peças parecem com seda, mas têm impacto ambiental muito menor — já que a seda depende de pesticidas e outros químicos. O processo de Domaske recicla leite estragado, algo que infelizmente ainda existe com frequência.

Ela venderá seus vestidos por US$290. Pode parecer caro, mas pense em todo o processo e a novidade da roupa.

Fonte: GizmodoBR

Marcas de luxo proíbem processo nocivo de tratamento do jeans

sábado, 23 de julho de 2011 04:37 by Fernanda Vasconcelos Torres 0 comentários
A Casa Versace comprometeu-se a não mais utilizar a areação, um processo de tratamento do jeans que consiste em esfregar o tecido com areia. A técnica revelou-se potencialmente mortal para os trabalhadores. O grupo de luxo italiano sensibilizou-se com uma campanha da aliança Clean Clothes Campaign (CCC).

A areação consiste em projetar areia sob alta pressão nos jeans, numa espécie de lavagem industrial, para dar um aspecto gasto ao tecido. Segundo o CCC, o tratamento é perigoso e já vitimou trabalhadores na Turquia e em Bangladesh.

A inalação de poeira de silício liberada durante o processo pode causar silicose, uma infecção pulmonar potencialmente mortal.

"A Casa Versace decidiu, assim, unir-se aos líderes do setor que defendem a eliminação dessa técnica",  informou o grupo em comunicado.

Outras grifes como Gucci, H&M e C&A também proibiram o uso da areação em seus jeans.

Fonte: Donna ZH

Catalytic Clothing: vestido utiliza tecido revolucionário que purifica o ar poluído

quarta-feira, 6 de julho de 2011 23:12 by Fernanda Vasconcelos Torres 0 comentários

Quando falamos em moda inteligente e sustentável buscamos exemplos que definam essa atitude que vai muito além da estética.

Catalytic Clothing é um projeto arrojado que reúne o mundo da moda e o mundo da química, uma união potencial que busca um objetivo: criar roupas que purificam o ar que respiramos.

O projeto é da designer Helen Storey que se uniu ao cientista Tony Rayan para desenvolver este projeto revolucionário.

Que tal entender a iniciativa assistindo um filme dirigido por Adam Mufti, com a a modelo Erin O’Connor e a trilha sonora de Radiohead?



A ciência que norteia o projeto tem como base a capacidade de um fotocatalisador para quebrar poluentes atmosféricos.

Conforme explicações no site do projeto, a quebra da poluição ocorre assim: “Quando a luz brilha no fotocatalisador, os elétrons no material são reorganizados e tornam-se mais reativos. Estes elétrons então são capazes de reagir com a água no ar, quebrando em dois radicais. Um radical é uma molécula extremamente reativa. Estes radicais, em seguida, reagem com os poluentes e fazem com que eles se dividam em substâncias químicas não nocivas”.

O fotocatalisador é incorporado no tecido durante o procedimento de fabricação da roupa tradicional, como um aditivo ou um condicionador de tecido. O Agente ativo penetra a superfície da roupa durante o ciclo de lavagem.



Segundo pesquisadores, fotocatalisadores têm sido incorporados em diversos produtos disponíveis no mercado que possuem propriedades de poluentes. Esses produtos incluem tintas, cimentos e pedras de pavimentação.


Fonte: Coletivo Verde

In Square Lab: plantas ganham vida em vitrine

segunda-feira, 16 de maio de 2011 01:07 by Fernanda Vasconcelos Torres 0 comentários

Não é de hoje que plantas e até jardins inteiros decoram lojas e contrapõem o cinza característico das cidades. Em vitrines, a decoração natural também é bastante utilizada, mas o aspecto vivo dos elementos costuma ser ofuscado pelo vidro. O projeto do estúdio In Square Lab é otimizar a experiência do pedestre com a natureza das vitrines, através da interação.


Com o auxílio de 4 monitores, que exibem paisagens campestres, a empresa encaixou diversos conjuntos de gramas em plataformas móveis. Estas plataformas são operadas por sensores de movimento, que mapeiam gestos na rua. Assim, quando uma pessoa passa pela vitrine, a natureza se move também.

Além de ter um efeito visual interessante, a criação carrega o conceito de unidade entre seres humanos e natureza. De certa forma, remete ao projeto "Ultra-Nature", do artista mexicano Miguel Chevalier, que propõe a interação digital entre homem e flora através de projeções. Confira no vídeo abaixo:


Esta obra integra a exposição "Arte Cibernética – Acervo de Arte e Tecnologia", do Itaú Cultural, gratuita e aberta à visitação no Centro Cultural Usina do Gasômetro, em Porto Alegre (RS), até 29 de maio.

Fonte: UseFashion

Marca de lingerie italiana Intimissimi arrecada sutiãs usados para reciclagem


Na Itália, sutiãs usados estão sendo arrecadados para reciclagem. A ideia é da marca Intimissimi, que recebe até o final de novembro peças velhas nas suas lojas. Em troca, as mulheres que participarem ganham um bônus de 3 euros para comprar um sutiã novo.

Os destinos do material podem ser paredes de casas, edifícios e estúdios de música, já que os sutiãs serão transformados em painéis de isolação acústica. Segundo os donos da marca, a intenção é chamar a atenção para o uso de materiais reciclados na construção civil. No processo, a lingerie será misturada a outras fibras de tecido.

Quem estrela as imagens da campanha é a modelo russa Irina Shayk, que aparece em vídeo sensual no site da marca (veja abaixo). Em sua página no Facebook, a Intimissimi publicou fotos de lojas que estão recebendo as peças. Será que essa moda pega?



Dye Clean: empresa do setor têxtil cria sistema de tingimento menos poluente

domingo, 14 de novembro de 2010 22:57 by Fernanda Vasconcelos Torres 0 comentários


O processo tradicional de pigmentação de tecidos obriga o setor industrial a tingir as colorações desejadas em máquinas diferentes, problema que resulta no aumento do consumo de água, produtos químicos e sal, além de poluir os rios.

Para resolver este problema e alavancar os negócios, a empresa brasileira Golden Tecnologia, especializada na área têxtil, lançou uma tecnologia chamada batizada de Dye Clean, que promete reduzir em 80% o consumo de água, em 50% o de produtos químicos e auxiliares, e em 80% o de sal (para cada mil litros de água é preciso adicionar 800 quilos de sal em qualquer processo de tingimento). A dessalinização da água que é descartada é obrigatória nos países europeus, medida que o Brasil deixa de seguir.

As tinturarias estão interessadas na nova tecnologia porque poderão reutilizar a mesma água para tingir em diferentes cores. "O processo Dye Clean permite que em um mesmo banho de tingimento possam ser tingidas diversas cores sem a necessidade de descartar o banho, sendo um processo ambientalmente amigável e que custa em média 30% a menos que as tecnologias convencionais", destacou ao EcoD Alessandro De Marchi, diretor comercial da Golden.

Ao completar 20 anos no mercado têxtil, a empresa com sede em Potim (SP) espera ganhar em um ano 20% do mercado de tinturaria no país, além de clientes em boa parte do mundo, uma vez que empresários de Portugal, Espanha, Itália, Guatemala, El Salvador e Peru já entraram no catálogo da Golden. A receita estimada para o novo negócio em 2011 é de US$ 18 milhões (o equivalente a R$ 30,5 milhões) - o faturamento total da companhia em 2010 deve ser de US$ 35 milhões.

Método dispensa adaptação de maquinário

Atualmente, a tecnologia desenvolvida em parceria com a Universidade Politécnica da Catalunha (UPC), na Espanha, por meio do professor Josep Valldeperas Morell está em processo de registro de patente no Brasil, Europa e Estados Unidos. A Golden tem o direito de comercialização do produto, enquanto a instituição de ensino ficará com a propriedade intelectual.

Na opinião de Régis Nieto, gerente do setor de avaliação de sistemas e saneamento da Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental), o novo processo significa um avanço. "O grande problema do tingimento são os corantes que podem chegar aos afluentes ainda com pigmentação, causando um grande problema ao meio ambiente", observou ao jornal Brasil Econômico o representante do órgão ligado ao governo de São Paulo.

Outra vantagem da tecnologia Dye Clean é que ela dispensa a adaptação de maquinário, basta comprar o processo de tingimento da Golden. Como a inovação ainda está em processo de patente, cada cliente é obrigado a assinar um contrato de sigilo, no qual se compromete a protegê-la de possíveis cópias.

O mercado têxtil consome 500 toneladas de corantes mensais. A Golden espera ser responsável pela venda de 100 toneladas a cada mês nos próximos anos. O preço médio dos produtos químicos e auxiliares para o processo é de US$ 15 por quilo. “Sabemos que a meta é arrojada, mas não vejo outro caminho para o avanço da indústria têxtil. As questões ambientais estão no centro das atenções, e nós saímos na frente com um produto que, além de economizar água, não polui”, ressaltou o dono da empresa, Lourival Flor.

Segundo Alessandro De Marchi, a Golden participa do projeto Atuação Responsável, desenvolvido junto a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim). Ele adiantou ao EcoD que um dos objetivos estratégicos da empresa é renovar todo o portfólio de produtos auxiliares com matérias-primas sustentáveis. "Também temos um projeto voltado para os corantes naturais, no qual estamos trabalhando há cerca de dois anos", concluiu.

Issey Myake lança coleção inspirada no origami unindo alta tecnologia e sustentabilidade


Issey Myake, estilista japonês sempre na vanguarda fashion, desenvolveu a coleção “132 5. Issey Miyake”,  que define assim: “Acredito ser uma nova dimensão da moda que une técnicas e tecnologia apurada à sustentabilidade”.

Cada peça da coleção foi concebida através de um programa de computador de autoria do cientista da computação Junho Mitani, um pesquisador de métodos matemáticos através dos quais criou estruturas tridimensionais usando a dobradura de papel plano.

Em seguida, os modelos são cortados a partir de peças únicas em tecido de PET reciclado, estilo origami, dobrado e costurado estrategicamente. Dez padrões básicos resultam em camisas estruturadas, saias, calças e vestidos. A vantagem disso? Redução vertiginosa dos resíduos têxteis com maior aproveitamento do tecido.


A dobradura usada para gerar peças com elegância e graciosidade. A coleção “132 5. ISSEY MIYAKE” funde a matemática da dobradura e a arte da confecção de roupas na direção da eco moda . Estabelecer novas relações entre o vestuário, a forma humana e o meio ambiente.

Issey é conhecido por acompanhar rigorosamente toda sua linha de produção, preocupando-se com o meio ambiente e com seus recursos humanos. A consciência de que nossos recursos naturais estão em risco e a necessidade de um comércio justo são a base para que seu ateliê busque, através de pesquisas sérias, novas formas de criação que além de valorizar a estética, tenham valor ético para que a criação continue sendo uma arte que traga alegria, harmonia e bem estar.

Mais uma oportunidade para refletir que existem muitas maneiras de se fazer uma moda correta sem perder o estilo.

Iluminação natural com sistema de captura e transporte de luz solar

sexta-feira, 8 de outubro de 2010 00:04 by Fernanda Vasconcelos Torres 0 comentários

Claraboias e janelas não são mais as únicas maneiras de prover luz natural a um ambiente. Um exemplo dessa possibilidade é o invento da empresa sueca Parans, que criou uma forma de transmiti-la por até 20 m sem perda de intensidade - preservando, inclusive, as variações de cor causadas por nuvens ou pelo crepúsculo. "Coletores instalados no teto ou na fachada absorvem a luz, que segue por fibra óptica até luminárias especiais no interior do prédio", explica Bengt Steneb, inventor do produto. Segundo ele, os benefícios vão além da economia de energia elétrica (que pode chegar a 25%).

Eles incluem mais conforto para os usuários, já que o corpo humano reage melhor às frequências múltiplas da luz solar que à constância da artificial. O sistema conta com filtros infravermelhos e ultravioleta - assim, não esquenta o interior, não bronzeia as pessoas nem causa danos a tecidos e plásticos. "A complexidade da instalação é a mesma que uma antena parabólica requer", compara Bengt. A Parans tem diferentes modelos de luminárias, com luz focada ou difusa, que, como nas lâmpadas tradicionais, podem ser desligadas ao toque de um botão.

De onde veio
Antes da invenção da lâmpada elétrica, no final do século 19, eram usados prismas para refletir os raios solares e iluminar interiores. Essa é a inspiração do produto, que se vale da capacidade de transmissão de luz das fibras ópticas.

Para onde vai
O perfil sustentável conta a favor do sistema. Segundo a Parans, se fosse colocado em 1% dos edifícios americanos, europeus e chineses, ele tiraria por ano 20 milhões de toneladas de CO2 do ar (quase o dobro da emissão de São Paulo).

Fonte: Planeta Sustentável

A casa do futuro: é possível aliar tecnologia, design e sustentabilidade


Fonte: Bolsa de Mulher

Mercado de moda aposta em conceitos sustentáveis

terça-feira, 27 de julho de 2010 02:19 by Fernanda Vasconcelos Torres 0 comentários
Faz um tempo que a moda verde deixou de ser restrita a tecidos feitos a partir de garrafas PET, algodão orgânico ou fibra de bambu. Novas formas de pensar a fabricação de estampas e jeans são um bom exemplo. O tingimento natural, adotado pela Osklen em sua última coleção, lançada na São Paulo Fashion Week, também.

Na mesma direção, as roupas de banho da marca Movimento reaproveitaram pele de peixe, e as pulseiras da estilista Andrea Marques são feitas com madeira de demolição. Saindo da área de materiais e técnicas utilizadas para conferir quem está trabalhando na máquina de costura, a ideia de pagar um preço justo a toda a cadeia envolvida na produção, poluir menos e cuidar do bem-estar dos trabalhadores se fixa em um mercado que só cresce.

No Brasil, a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) estima que o faturamento do setor no ano passado alcançou a marca de US$ 47 bilhões. A conscientização de varejo e consumidores ajuda a firmar o algodão orgânico e o tecido de PET, mesmo sendo conceitos mais banalizados, como referências de menor impacto. Com isso, camisetas de algodão orgânico começam a chegar em grandes lojas de departamento no Brasil a preços mais acessíveis.

A criatividade e a inovação comuns ao brasileiro podem ser grandes aliadas para transformar o mercado da moda, conhecido por seu estímulo ao consumo desenfreado e pelo caráter descartável, em um adepto da sobrevida e da transformação. Dar nova vida a algo que estava próximo do fim sem passar por processos químicos e físicos de reciclagem. É mais ou menos isso que o upcycle, conceito do momento na Europa, prega. Na moda do futuro, o artesanato, a customização e a individualidade no jeito de vestir podem ser grandes saídas.

Menos água nas estampas
Fazer estamparia exige muita água nos métodos tradicionais. Com a técnica da Air Dye, as cores são transferidas para o tecido por meio do calor, o que pode economizar entre sete e 75 galões de água em cada quilo de tecido. Outra tecnologia é a impressão digital, usada pela estilista Isabela Dreux na última edição do Fashion Rio, semana de moda do Rio de Janeiro. Com impressoras que aplicam as estampas direto nos tecidos, o consumo de água é reduzido em até 95%.

A força dos retalhos
Os pedaços de tecido que sobram nas máquinas de costura não vão mais para a lixeira. As roupas masculinas lançadas pelo estilista Alexandre Herchcovitch na São Paulo Fashion Week são de tecido reciclado feito de retalhos de várias indústrias.
Também nesse sentido, a marca masculina Spirito Santo aposta nas bolsas feitas com sobras de jeans. Assim, caminha ao lado da palavra de ordem zdos ingleses focados no comércio justo, o upcycle. O nome estranho nada mais é que transformar, sem processo químico, algo que estava no fim da sua vida útil.

O novo jeans
A movimentação em busca da redução do consumo de água é um dos motivos que levou a marca Denovo a alterar sua produção. Um modelo feito a partir de retalhos de outros jeans e um outro que exige um número menor de lavagens industriais servem como exemplo. Já a Tristar promete um jeans (foto) que não precisa ser lavado depois do uso. Para limpar, é só colocá-lo no congelador por 12 horas dentro de um saco plástico fechado.

De Fortaleza para Londres
Uma parceria entre a Dragão Fashion Brasil, evento de moda de Fortaleza (CE), deve proporcionar intercâmbio de ideias, peças de roupa e ações entre Brasil e Inglaterra. A ideia do coordenador internacional do evento, Mauro Slomp, é unificar a linguagem da ecomoda e reforçar os conceitos de upcycling por aqui. A conexão ocorrerá entre a Estethica, salão de moda ética da semana de Londres, e designers brasileiros, que devem ser recebidos na Inglaterra em fevereiro do ano que vem. Na edição da Dragão Fashion de abril de 2011, criadores da Estethica apresentarão suas ideias em Fortaleza, completando o ciclo de troca verde e ética. O projeto conta com o apoio da jornalista referência em moda, Suzy Menkes, do jornal Herald Tribune.

O preço justo
Conceito amplamente difundido na Europa, o comércio justo é aquele que considera importante todos os envolvidos no processo de fabricação, transporte e venda de uma peça de roupa. Ele vai contra a ideia de produzir onde a mão-de-obra é mais barata, sem considerar os impactos socioambientais. Embora o conceito não seja tão difundido aqui, o apoio de grandes marcas brasileiras a pequenas comunidades tem feito do artesanato um artigo de luxo. Com treinamento específico, artesãs adicionam valor a seus produtos, levando-os até as passarelas. Na última São Paulo Fashion Week, maior semana de moda do país, Ronaldo Fraga, Movimento e Iódice aproximaram-se de comunidades, dando o pontapé inicial para o comércio justo.

Fonte: Donna/ZH

Fab Lab House: uma casa, uma árvore

quinta-feira, 22 de julho de 2010 02:27 by Fernanda Vasconcelos Torres 0 comentários

"Uma casa é como uma árvore que produz energia com suas "folhas' solares, envia para suas raízes, onde a armazena, compartilha ou devolve para a casa para produzir o fruto da eletricidade". A partir desse conceito a Fab Lab House inova o mercado construção sustentável.

Realizado em uma parceria do Institute for Advanced Architecture of Catalonia (Espanha) e o Massachusetts Institute of Technology  (EUA), essa moradia inteligente é uma obra viva: capaz de gerar mais energia do que consome, além de produzir alimentos em horta própria e contar com um maquinário de última geração que permite aos moradores criarem seus próprios móveis e objetos.



"Se no século XX dizia-se que 'a forma seguia a função', no século XXI 'a forma segue segue a energía'. A casa não é mais uma máquina, mas sim um organismo habitável", definem. O sistema de controle permite avaliar em tempo real seu comportamento detalhado e sua interação com o entorno, criando perfis e compartilhando-os socialmente.

A Fab Lab House foi desenhada para ser habitada por uma família de quatro pessoas e estima-se que, quando colocada à venda, custe 199 mil euros.

Fontes: ZH e Fab Lab

Nova geração de lavadoras de roupa rápidas, sem uso de água nem detergente

00:30 by Fernanda Vasconcelos Torres 0 comentários

Mesmo que seu guarda-roupas seja ecológico, sempre surge aquela dúvida na hora da manutenção: quanto de água é consumido, se o sabão é biodegradável, entre outros cuidados com o impacto da limpeza das peças. Uma nova geração de lavadoras pode ajudar no trabalho sujo com consciência limpa.

Em 5 de julho de 2010 foi realizada a penúltima etapa do concurso Electrolux Design Lab 2010. Dessa vez, o desafio estava focado em inventar soluções criativas para moradias compactas. A etapa final será realizada em setembro e contará com 8 finalistas.

Entre eles está o Clean Closet do desginer Michael Edenius (foto acima). O design e a tecnologia avançada do Clean Closet permitem que ele analise as roupas que estão em seus compartimentos e descubra o tipo de sujeira que está impregnada nelas. A limpeza é feita com tecnologia molecular, que remove cheiros e odores e a roupa fica armazenada ali mesmo. É um dispositivo substituindo, sozinho, as máquinas de lavar e os armários.

Se você mora em um apartamento pequeno, nem sempre tem um local apropriado para estender a roupa lavada. Se é pouco ensolarado, ela pode levar dias para secar; se você esqueceu de comprar sabão em pó, desista, elas não vão ficar limpas apenas com água. Isso sem contar o tempo perdido com o processo e outros contratempos possíveis, como falta de espaço para uma lavadora.

Se a lavadora desenhada como conceito por Jeffrey Leung fosse real, isso tudo seria bem mais simples. A “Light Launder” seria uma máquina de lavar de alta velocidade, pequena e com formato de tubo. Outra grande novidade é que ela não utiliza água ou sabão para limpar a roupa.


Devido ao tamanho pequeno e por não utilizar água, a Light Launder poderia ser utilizada em qualquer cômodo da casa. Para iniciar o processo de limpeza, primeiro o usuário colocaria a porção da roupa com a etiqueta especial de identificação no interior do tubo, para o reconhecimento do tecido por meio do escaneamento efetuado pelo infravermelho da máquina.

Em seguida, uma luz na lateral da lavadora indica o momento no qual você deveria descer a peça de roupa de forma que a maior parte esteja dentro do tubo da máquina. Você pode fazê-lo mesmo com a roupa pendurada em um cabide, segurando uma ponta (ela não pode ficar solta dentro do aparelho).

Em seguida, um filtro de dióxido de titânio produz hidróxidos livre, que são os catalisadores do processo para eliminação de odores orgânicos, gases químicos, poluentes e bactérias presentes no tecido. Como auxílio, o ar é canalizado por toda a máquina e, em alta velocidade, exerce uma grade pressão sobre a peça de roupa presente no interior da lavadora.

Quando o processo é concretizado, uma luz indica que o usuário pode retirar a peça. A sujeira é removida da roupa por sucção e disposta em uma área específica do aparelho, para facilitar a eliminação do resíduo.

Simples assim e a melhor parte: o processo inteiro demora uma média de 20 a 30 segundos por peça. Imagine suas roupas completamente limpas em tão pouco tempo e prontas para ir diretamente para o armário. E ainda por cima fazendo sua parte com o meio ambiente e evitando o gasto gigantesco de água que é envolvido no processo de lavar roupas.

Sem sujeira, precisar comprar sabão, demora ou necessitar de espaço, já faria muitos encararem o processo de outra forma.


Fontes: Baixaki e The Design Blog

Uniformes britânicos dos Jogos Olímpicos de 2012 assinados por Stella McCartney

terça-feira, 20 de julho de 2010 02:37 by Fernanda Vasconcelos Torres 0 comentários
Stella McCartney , certamente a estilista eco-friendly mais famosa, foi escolhida para desenhar o uniforme da equipe olímpica da Grã-Bretanha e os equipamentos para os Jogos Paraolímpicos de 2012. O que é uma grande honra para qualquer designer, com equipes vestindo suas roupas nas espetaculares cerimônias de abertura e continuando a usá-las ao longo dos eventos.

Muitas equipes já usavam camisetas feitas de garrafas plásticas recicladas na Copa do Mundo desse ano (incluindo a do Brasil), mas Stella ainda não se manifestou sobre o material que pretende usar. Ela é responsável por coleções da Adidas já faz um tempo, inserindo fibras naturais como cânhamo e bambu em  roupas e calçados.

É a primeira vez no Reino Unido que uma designer-celebridade foi escolhida para trabalhar em nível olímpico. "Como um designer de moda britânica, é uma surpresa, uma vez na vida, uma oportunidade para ser diretora criativa da equipe britânica como a nação anfitriã dos Jogos Olímpicos de Londres 2012 ", observou.

Não é um trabalho fácil. As roupas têm que ser tecnicamente perfeito, ao molde do corpo do atleta e reflectir as necessidades de seu esporte em particular. Como ela observa: "Os desafios são muitos, sem dúvida. Quero dizer que você está trabalhando com atletas. A principal coisa que quero é corresponder para que sua performance seja a melhor. Então, quero fazer o melhor possível. E para isso eu estou, obviamente, trabalhando com tecidos tecnológicos incríveiss, lidando com silhuetas que eu não faria normalmente. "

Eles também terão uma grande visibilidade, porque todo mundo estará assistindo. Stella também criará o traje casual para uso na Vila Olímpica.

Fonte: Tree Hugger

Bio-couture: roupa sem tecido

sábado, 17 de julho de 2010 01:11 by Fernanda Vasconcelos Torres 0 comentários
 
Consegue imaginar uma roupa sem tecido? Pois a pesquisadora britânica Suzanne Lee da badalada School of Fashion & Textiles no Central Saint Martin, em Londres, conseguiu essa proeza.

A receita parecia mais um preparado de Halloween: banheiras, fermento, uma pitada de bactérias e bastante chá verde adocicado para “crescer” o tecido. Desse caldo saiu o Bio-Couture, projeto que Lee chefia, conduz experiências para criar tecidos usando micróbios fermentam no café.

A partir desta sopa microbiana, as fibras começam a brotar e se propagar, o que resultou em folhas finas, que quando molhadas com essa celulose bacteriana podem ser moldadas em forma de vestido. Conforme as folhas secam, as bordas sobrepostas tornam-se emendas fundidas. Quando toda a umidade evapora, as fibras desenvolvem uma superfície uniforme, como o papiro, que podem ser branqueadas ou coradas com corantes de frutas e vegetais, tais como açafrão, índigo e beterraba.

A blusa de gola plissada (na foto acima) é a mais recente criação da coleção maluca de biofilmes de vestir de Lee, que pode rapidamente ser compostados quando eles se desgastam. Está actualmente em exposição no London’s Science Museum, onde faz parte de uma nova exposição, "Trash Fashion: Designing Out Waste". Confira mais imagens aqui.

Fonte: Ecouterre

Portable Light Project: bolsas solares

sexta-feira, 16 de julho de 2010 02:40 by Fernanda Vasconcelos Torres 2 comentários

De 5 a 15 de julho rolou um leilão de bolsas do Portable Light Project. "Em setembro passado nos deparamos com uma invenção incrivelmente cool: uma bolsa carteiro equipada com um pequeno painel solar flexível, luz HBLED, uma bateria recarregável e uma porta USB", contava o site da Elle.

Tratava-se de uma criação da arquiteta Sheila Kennedy, que dirige o Portable Light Project, uma iniciativa sem fins lucrativos que fornece kits de energia solar têxtil para capacitar as pessoas mais pobres do mundo que não têm acesso à eletricidade. Kennedy equipe trabalha com organizações não-governamentais, oferecendo treinamento às mulheres para que eles possam integrar a tecnologia em materiais têxteis locais usando materiais comuns e suas habilidades de costura e tecelagem.

Os resultados são surpreendentes: a gama diversificada culturalmente de mantas, bolsas e roupas que geram energia limpa, sustentável e luz, apoiando as economias locais. "Na compra destas bolsas você não só possui  item único de designer de fazer inveja a fashionistas e tech-geeks quanto beneficiar instituições de caridade e organizações não-governamentais que trabalham com mulheres e crianças no Haiti, México e América Central, Índia e África", explicava o convite aos compradores. Entre os estilistas que assinaram os modelos estão Diane Von Furstenberg e Tommy Hilfiger. Gostou da ideia? Confira outros modelos aqui.

Exposição exibe ideias de design ecológico de jovens brasileiros

domingo, 15 de novembro de 2009 21:48 by Fernanda Vasconcelos Torres 1 comentários
talento


As ideias de design ecológico de jovens braileiros são parte da exposição "Talentos Design" (clique na foto acima para assistir o vídeo). A mostra, exibida na Casa de América, em Madri (Espanha), apresenta os 42 projetos finalistas da 1ª edição do concurso Talentos Design. O objetivo do concurso, destinado a universitários ibero-americanos, é promover a união entre criatividade, sustentabilidade e tecnologia.


Fonte: Yahoo! Notícias 

Cientistas australianos desenvolvem tecido de vinho

domingo, 29 de abril de 2007 17:35 by Fernanda Vasconcelos Torres 0 comentários
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Pesquisadores da University of Western Australia desenvolveram o projeto Micro-Be. Buscando alternativas para o convencional algodão, eles criaram um tecido à base de bactérias do vinho e da cerveja.

Uma película elástica de celulose formada a partir de resíduos de produto aproveitado quando o vinho é transformado em vinagre foi utilizada para criar este tecido fermentado.

"Nós estamos buscando com nisso provocar alguma discussão sobre os tecidos dofuturo, sobre a possibilidade de outros materiais que podemos usar além dos nossos habituais algodão e seda", declarou Gary Cass da University of Western California.

A inspiração para o projeto, segundo ele, veio do tempo em que trabalhou em um vinhedo. A camada de celulose que forma-se na superfície do vinho após prolongada exposição ao oxigênio é retirada dos recipientes e aplicada em manequins infláveis para tomar formato de roupa.

Quando a bactéria desenvolve-se formando uma superfície única, a manequim é esvaziada e removida, ficando somente a peça pronta para vestir.

Porém ainda falta muito para essa descoberta chegar às lojas. O tecido ainda precisa ser mantido úmido pois as fibras de celulose são como papel de seda e quando seca são facilmente rasgadas. "É a bactéria que mantém as fibras unidas. Não estamos usando nenhuma máquina de costura ou algo do tipo", explcia Cass.

Os pesquisadores também estão realizando experiências com painéis de tecido limpo produzidos a partir de cerveja. De acordo com os cientistas, o próximo passo é requisitar ajuda de um químico orgânico para criar fibras mais longas e mais utilizáveis para produzir um tecido sem costura.

Micro-Be Project: http://www.bioalloy.org/projects/micro-be.html