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Brasil pode oferecer luxo sustentável, diz Oskar Metsavaht

O estilista e fundador da marca Osklen, Oskar Metsavaht, encerrou o ciclo de palestras do Fórum Mundial de Manaus dizendo que o Brasil tem a oportunidade de se colocar como um país que oferece o novo luxo - diferente do americano e do europeu - que é o luxo sustentável.

"Temos oportunidade de ter produto com life style brasileiro, design original e sustentável, e com qualidade internacional", disse Metsavaht. "Hoje se buscam valores sustentáveis, é uma tendência irreversível".

Metsavaht disse ainda que o Brasil tem força para que seu crescimento não seja mais baseado na exportação de commodities, "que não levam valor agregado algum".

"Temos que mudar porque somos criativos. O desafio é saber como transformar nossa criatividade em serviços e produtos. Somos um País que ainda pode se desenvolver com os conceitos de sustentabilidade e tecnologia, aproveitando nossa biodiversidade e visando o desenvolvimento econômico com mais igualdade de renda".

Sobre a conferência Rio+20, Metsavaht afirmou que o Instituto E, de sua tutela, premiará as pessoas que fizeram a diferença em questões sustentáveis nestes últimos 20 anos. O empresário João Dória Jr disse ainda, neste sábado, que o criador da Osklen será nomeado embaixador da Unesco mundialmente.

O evento é promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide), do empresário João Doria Jr, em parceria com a XYZ Live, empresa que atua em diversas áreas, como conhecimento e cultura. O fórum é realizado no hotel Tropical, em Manaus.

Fonte: FashionMag

Mostra “Salvage – O requinte do resto” traz arte para vestir com material reciclável

22:21 by Fernanda Vasconcelos Torres 0 comentários
A Caixa Cultural São Paulo apresenta, a mostra “Salvage – O requinte do resto”, com peças de vestuário criadas pela estilista catarinense Baby Steinberg, que vive e trabalha atualmente em Toronto, no Canadá. A mostra foi produzida por Claudia Lopes e tem curadoria de Mariza Bertoli. O patrocínio é da Caixa Econômica Federal.

Composta por 15 modelos originais, apresentados em desfiles recentes e realizados em feiras de moda, a mostra trabalha o tema da sustentabilidade, já que os vestidos criados pela estilista são o resultado da reciclagem dos mais variados materiais, como capas de celulares e até carregadores descartados, chaves, filtros de café, flores artificiais, enfeites de natal e meias de náilon.

Baby Steinberg hoje é reconhecida na mídia como uma designer “Avant Gard”, que cria Art to Wear (arte para ser vestida). Seus trabalhos são referências internacionais de sustentabilidade e freqüentemente ela é convidada para expor e falar de seus trabalhos em diversas empresas do Canadá.

Segundo a curadora Mariza Bertoli, a mostra da estilista é um convite à fantasia. “O corpo é a tela em branco, o desafio que a co-move e os restos sua matéria prima de expressão. A busca desse material é uma espécie de arqueologia do que seria lixo. Criar uma obra que se movimente, que se acomode às curvas do corpo envolvendo-o é, sem dúvida, trabalhar em parceria (...) Atenta aos restos, sua arte junta fragmentos, texturas, evocações. Enfim, somos artífices do nosso mundo, podemos sempre fazê-lo mais bonito, buscando o requinte do resto.”

Catarinense, Baby viveu entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul, onde se formou em enfermagem. Chegou a trabalhar num hospital mas o gosto por agulhas e linhas só crescia. Fazia roupas e bijuterias. Nessa época, nas suas folgas, ensinou meninas da comunidade a fazerem suas bijuterias e fez oficinas de pintura para os internos do Hospital Psiquiátrico São Pedro. Mudou-se para o Canadá em 1998, onde começou a vender suas bijuterias em 2001, assumindo a carreira de estilista em 2007.

A exposição está em cartaz até 06 maio de 2012.

Fonte: FashionMag

Marcas de luxo proíbem processo nocivo de tratamento do jeans

sábado, 23 de julho de 2011 04:37 by Fernanda Vasconcelos Torres 0 comentários
A Casa Versace comprometeu-se a não mais utilizar a areação, um processo de tratamento do jeans que consiste em esfregar o tecido com areia. A técnica revelou-se potencialmente mortal para os trabalhadores. O grupo de luxo italiano sensibilizou-se com uma campanha da aliança Clean Clothes Campaign (CCC).

A areação consiste em projetar areia sob alta pressão nos jeans, numa espécie de lavagem industrial, para dar um aspecto gasto ao tecido. Segundo o CCC, o tratamento é perigoso e já vitimou trabalhadores na Turquia e em Bangladesh.

A inalação de poeira de silício liberada durante o processo pode causar silicose, uma infecção pulmonar potencialmente mortal.

"A Casa Versace decidiu, assim, unir-se aos líderes do setor que defendem a eliminação dessa técnica",  informou o grupo em comunicado.

Outras grifes como Gucci, H&M e C&A também proibiram o uso da areação em seus jeans.

Fonte: Donna ZH

Catalytic Clothing: vestido utiliza tecido revolucionário que purifica o ar poluído

quarta-feira, 6 de julho de 2011 23:12 by Fernanda Vasconcelos Torres 0 comentários

Quando falamos em moda inteligente e sustentável buscamos exemplos que definam essa atitude que vai muito além da estética.

Catalytic Clothing é um projeto arrojado que reúne o mundo da moda e o mundo da química, uma união potencial que busca um objetivo: criar roupas que purificam o ar que respiramos.

O projeto é da designer Helen Storey que se uniu ao cientista Tony Rayan para desenvolver este projeto revolucionário.

Que tal entender a iniciativa assistindo um filme dirigido por Adam Mufti, com a a modelo Erin O’Connor e a trilha sonora de Radiohead?



A ciência que norteia o projeto tem como base a capacidade de um fotocatalisador para quebrar poluentes atmosféricos.

Conforme explicações no site do projeto, a quebra da poluição ocorre assim: “Quando a luz brilha no fotocatalisador, os elétrons no material são reorganizados e tornam-se mais reativos. Estes elétrons então são capazes de reagir com a água no ar, quebrando em dois radicais. Um radical é uma molécula extremamente reativa. Estes radicais, em seguida, reagem com os poluentes e fazem com que eles se dividam em substâncias químicas não nocivas”.

O fotocatalisador é incorporado no tecido durante o procedimento de fabricação da roupa tradicional, como um aditivo ou um condicionador de tecido. O Agente ativo penetra a superfície da roupa durante o ciclo de lavagem.



Segundo pesquisadores, fotocatalisadores têm sido incorporados em diversos produtos disponíveis no mercado que possuem propriedades de poluentes. Esses produtos incluem tintas, cimentos e pedras de pavimentação.


Fonte: Coletivo Verde

Designers transformam jornais em acessórios de moda e objetos de decoração

quinta-feira, 19 de maio de 2011 23:05 by Fernanda Vasconcelos Torres 0 comentários


Com a mais recente criação de Mieke Meijer, um profissional da Design Academy Eindhoven, na Holanda, podemos dizer que o ciclo do papel foi invertido. Isso porque ele transformou jornais em um material parecido com madeira, devolvendo, de certa maneira, a forma original de árvore ao papel.

Para desenvolver o material, Meijer utilizou o método empírico: foi colando diversos jornais da forma mais comprimida possível. Depois, bastou esculpir e lixar para o experimento ganhar algumas semelhanças com a madeira real. Chamado de NewspaperWood, o projeto foi apresentado durante o Milan Design Week 2011 e já foi usado no desenvolvimento de móveis e acessórios.


Abaixo, confira os trabalhos da alemã Susanne Holzinger e da italiana Sandra Di Giacinto. Ambas utilizam o papel na confecção de acessórios e têm intenção de confundir o olhar dos consumidores, conferindo estética muito semelhante com a de peças em metal e outros materiais mais convencionais.

Fonte: FashionMag

In Square Lab: plantas ganham vida em vitrine

segunda-feira, 16 de maio de 2011 01:07 by Fernanda Vasconcelos Torres 0 comentários

Não é de hoje que plantas e até jardins inteiros decoram lojas e contrapõem o cinza característico das cidades. Em vitrines, a decoração natural também é bastante utilizada, mas o aspecto vivo dos elementos costuma ser ofuscado pelo vidro. O projeto do estúdio In Square Lab é otimizar a experiência do pedestre com a natureza das vitrines, através da interação.


Com o auxílio de 4 monitores, que exibem paisagens campestres, a empresa encaixou diversos conjuntos de gramas em plataformas móveis. Estas plataformas são operadas por sensores de movimento, que mapeiam gestos na rua. Assim, quando uma pessoa passa pela vitrine, a natureza se move também.

Além de ter um efeito visual interessante, a criação carrega o conceito de unidade entre seres humanos e natureza. De certa forma, remete ao projeto "Ultra-Nature", do artista mexicano Miguel Chevalier, que propõe a interação digital entre homem e flora através de projeções. Confira no vídeo abaixo:


Esta obra integra a exposição "Arte Cibernética – Acervo de Arte e Tecnologia", do Itaú Cultural, gratuita e aberta à visitação no Centro Cultural Usina do Gasômetro, em Porto Alegre (RS), até 29 de maio.

Fonte: UseFashion

Milan Salone com propostas green

sexta-feira, 8 de abril de 2011 22:40 by Fernanda Vasconcelos Torres 0 comentários


O Milan Salone é inovação e reflexão sobre o design e sobre a evolução da humanidade. E o eco-design tema já valorizado nas edições passadas, esse ano em destaque temos a inauguração da Biblioteca do Verde e o Grande Jardim de Brera.

O Grande Jardim de Brera, foi projetado pelo arquiteto e paisagista italiano Marco Bay no bairro de Brera, coração da cidade. Inspirado na Arte Topiaria, se trata de uma grande sala verde que ira hospedar eventos ligados ao paisagismo e jardinagem.

Das bikes para streetwear: três marcas transformam câmara de ar em moda

domingo, 3 de abril de 2011 23:22 by Fernanda Vasconcelos Torres 0 comentários

As fotos acima e logo abaixo são de peças SegraSegra, feitas com o objetivo de "transitar entre rua, trabalho e balada" segundo as irmãs criadoras, Dagmar e Eliska Mertova. Aplicadas em detalhes de camisetas, jaquetas e até jeans, as câmaras são ideais para roupas pois podem ser lavadas e passadas normalmente.

Flexibilidade e resistência também são características importantes, já que o ciclista precisa de máxima mobilidade e pode enfrentar dias chuvosos. Alguns lançamentos têm ainda porções refletivas, que aumentam a segurança em pedaladas noturnas.

Com apelo mais conceitual, as criações My Sister’s Art reaproveitam o material em acessórios. Curiosamente, a elaboração de colares e pulseiras também acontece entre irmãs. Enquanto Kathleen Nowak desenha e produz, Margaret Nowak gerencia promoção e venda.

Além de câmaras, a Freitag reutiliza lonas de caminhão, cintos de segurança e até airbags velhos para criar bolsas e mochilas. O resultado surge em peças com modelagem convencional, mas que carregam a história do ciclo anterior de seus materiais, ao carregar cores e estampas originais.

Fonte: UseFashion

OAT Shoes: pé no chão plantando ideias (e árvores)


O tênis da linha Virgin Collection, da marca holandesa OAT shoes, foi o grande destaque do Fashion Week de Amsterdam neste ano: biodegradável, o calçado pode ser enterrado por seu dono depois de velho, sem causar nenhum dano ao meio ambiente.

Pelo menos é o que garante o designer e criador da marca, Christiaan Maats, que pesquisou durante anos materiais que pudessem garantir a durabilidade do tênis e, ao mesmo tempo, se decompor rapidamente, quando colocados em contato constante com o solo e as intempéries do clima.

O tênis possui, ainda, sementes em seu solado, o que faz com que, ao ser enterrado e entrar em decomposição, o calçado dê origem a uma árvore, cuja espécie ainda não foi revelada por Maats.
No desfile do Fashion Week, na Holanda, o designer apostou na criatividade para destacar seu produto, em meio a tantas novidades: além de calçar o tênis, como habitual, os modelos da OAT shoes entraram na passarela com carrinhos de mão repletos de grama e árvores. No topo dos “jardins móveis” carregados pelos modelos, estava o tênis.

A ideia, que causou alvoroço na plateia, era evidenciar a “relação amigável” entre os calçados da OAT e o meio ambiente. Parece ter dado resultado: o tênis, que ainda não está à venda no mercado, levou o segundo lugar no Prêmio Green Fashion, promovido pela própria organização do Fashion Week.

Coleen Jordan: microjardins suspensos em pingentes


Coleen Jordan, designer norte-americana, utilizou um semestre de seu curso de Design Industrial para uma pesquisa sobre percepção de materiais. Entre os resultados, ela indicou que materiais como plástico e alumínio são considerados pelo consumidor fragéis e temporários, ainda que sejam complexos e duradouros em sua composição.

Diante dessa perspectiva, Jordan criou uma série de acessórios feitos em diferentes elementos, pouco utilizadas normalmente, como plástico e cerâmica. Ela cita que nesse formato de joia, uma peça de cerâmica, por exemplo, pode durar tanto quanto uma de ouro, embora seja frágil e necessite cuidados. Daí, também surgiu a linha "Wearable Planter", com vasos para plantas reais.

A invenção é um dos destaques da pesquisa. A designer criou pequenos recipientes de plástico, pendurados por um cordão, para acondicionar plantas e pequenos brotos, formando um elegante colar. Com isso, o usuário cria um acessório exclusivo, uma vez que pode escolher a plantinha aonde for, como passeios em parques ou outras situações. A novidade custa cerca de US$ 55 nos Estados Unidos.

Fonte: FashionMag

Arquitetos criam casa usando material de construção encontrado nos arredores



Ao redor desta casa moderna, num raio de 15 quilômetros, estão várias casas e fábricas abandonadas. Marcando cada uma delas no Google Earth, os arquitetos reutilizaram os materiais. Nada foi desperdiçado – nem um guarda-chuva, que teve a armação usada na iluminação. E pelo design, não é o tipo de coisa que costuma vir com o selo “reciclado”.

A casa, que fica em Eschede, na Holanda, não é feita só de materiais reutilizados, mas os números impressionam – na parte exterior, a reciclagem rendeu 60% da produção, enquanto a área interna foi feita com incríveis 90% de materiais resgatados. E, apesar de tudo isso, o design continuou impressionante. Palmas para o pessoal da 2012Architects, provando que é possível pensar antes nos materiais para depois desenhar a casa.

Fonte: Gizmodo

Cimento "transparente" deixa luz do sol entrar em prédios

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011 01:55 by Fernanda Vasconcelos Torres 1 comentários

Uma empresa de arquitetura da Itália desenvolveu um "cimento transparente" que permite que a luz solar penetre nos ambientes, transformando as paredes em janelas gigantes.

O material foi batizado de i.light e tem centenas de orifícios minúsculos que permitem a entrada da luz sem comprometer a integridade da estrutura do edifício. Se observados de perto, é possível ver os pequenos burcacos de 2 ou 3 milímetros, mas quem olha de longe tem a impressão que a parede é transparente.



A tecnologia já foi testada em um edifício, o pavilhão italiano da World Expo em Xangai, no ano passado. Segundo a Italcementi, empresa que desenvolveu o produto, o uso do cimento perfurado pode economizar a mesma quantidade de energia que é economizada durante o horário de verão na Europa.

No pavilhão italiano da World Expo, 40% da parede de 18 metros de altura foi composta pelo "cimento transparente". O produto já foi patenteado pela empresa italiana, que afirma não ter planos de exportar a inovação para outras partes do mundo a curto prazo.

Fonte: Galileu

Acqua Viva: designers espanhóis reaproveitam água em decoração de ambiente

domingo, 19 de dezembro de 2010 23:38 by Fernanda Vasconcelos Torres 1 comentários

Todo mundo sabe que a água é um recurso natural esgotável e que, se não economizarmos, ela um dia vai acabar. No entanto, as invenções criadas para captar e armazenar os litros e litros que caem durante a chuva, em geral, influenciam na decoração, já que seus criadores não costumam pensar na estética, mas sim na eficiência. 

Os designers da 4-ID, de Barcelona, na Espanha, alcançaram esse diferencial no projeto Acqua Viva. O produto é quase uma escultura e pode ser pendurado na varanda ou no jardim. Composto por peças com formatos que favorecem o caminho da água até o local de armazenagem, é feito de terracota. Por enquanto, o objeto é apenas um conceito.

Projeto LENY: talento de fashionistas famosos com vendas revertidas em benefício de projetos ecológicos



Que a sustentabilidade tem sido um bom mote para grifes do universo do luxo venderem mais e agregarem valor às suas marcas atrelando o espírito delas a um lifestyle ecologicamente correto, todo mundo sabe. Vários hotéis (com direito à associação americana Green Hotels), restaurantes e até discotecas (como a novaiorquina Greenhouse) já descobriram o poder do “verde” e têm explorado esse elemento como um diferencial. Grifes de joias como Chopard e Boucheron têm lançado linhas de alta joalheria em que parte da renda é revertida para instituições como a WWF e a One Drop. Arquitetos, designers e estilistas também já perceberam o valor de se defender uma responsabilidade social e ambiental e cada vez mais produtos desenvolvidos com essa preocupação se espalham pelo mercado do luxo.

Um dos exemplos mais marcantes nessa seara é o projeto LENY (Limited Edition New York), nascido em 2007 graças à visão da colombiana, mas francesa de coração, Mariel Gamboa, que resolveu mobilizar a indústria da moda para fazer parte de um projeto dedicado a boas causas.

A ideia foi inovadora: reunir um time de celebridades, ícones da moda e designers que doam sua criação para apoiar o projeto Climate, pertencente ao ex-vice-presidente americano Al Gore, cujo trabalho busca conscientizar a população em relação aos efeitos do aquecimento global. Mariel conversa pessoalmente com cerca de 12 personalidades e pede que contribuam doando seu talento.

Em geral, cerca de 10% das vendas dos produtos da LENY são revertidas para o projeto, mas algumas edições são especiais chegando a 100% de aproveitamento das vendas. Elas são feitas por fashionistas de alto escalão, como a atriz Gwyneth Paltrow, a estilista Diane von Furstenberg, a editora Carine Roitfeld e as modelos Kate Moss, Isabelli Fontana e Christy Turlington. Todas as peças são feitas em edição limitada de 500 exemplares. As peças – em sua maioria camisetas – são feitas em algodão orgânico, e custam cerca de US$200 cada. “Consciência promove escolha e escolha traz a oportunidade de mudar. Em tempos como hoje, em que o futuro do nosso planeta exige não só questionamentos, mas a urgência de uma reação, devemos agir rapidamente e juntos”, diz Mariel Gamboa, fundadora e diretora da LENY.

Com o slogan “Desenhe por uma causa e salve o planeta”, a marca LENY tem tanta força no mercado que já em seu ano de estreia, em 2007, chegou a participar da semana de moda de Nova York, a Mercedes Benz Fashion Week, e se destacou entre os mais de 200 desfiles e eventos promovidos pelas marcas participantes. Cerca de oito mil camisetas são vendidas por ano e, atualmente, bolsas e batons também fazem parte do portfolio da grife. Seus produtos podem ser encontrados em boutiques como a Intermix, a Colette e a Galeries Lafayette. Os produtos também podem ser adquiridos online, no site do projeto www.leny-icons.com.


Fonte: FAAP

Designer tibetano Pasang Tsering transforma tecidos e tapetes velhos em matérias-primas para tecelagem


Figura tranquila, o tibetano Pasang Tsering se dedica a técnicas ancestrais de tecelagem típicas da região do Himalaia. Diz que faz arte para deixar as pessoas felizes: "A arte é um feriado para a mente". Designer de tapetes com 30 anos de experiência, possui um ateliê que coleta tecidos e tapetes velhos que virariam lixo e demorariam décadas para se decompor na natureza e, com ajuda de uma pequena equipe de mulheres nepalesas, pacientemente desfia e fia novelos. A linha então vai para o tear e se transforma em novas formas, estampas e cores.

Em sua alegria e simplicidade, ele não tem a menor ideia que está na onda do upcycling, um novo processo de reciclagem que transforma materiais que não teriam outro destino, a não ser o lixo, em produtos de melhor qualidade ou maior valor comercial. O termo foi cunhado ainda nos anos 1990 pelo empresário e ambientalista alemão Reiner Pilz. Desde então, o upcycling vem ganhando cada vez mais espaço. A empresa TerraCycle criou uma linha exclusiva de produtos com esse conceito que vão de acessórios a utilidades para casa. A marca italiana Prada lançou neste ano uma coleção com tecidos totalmente reaproveitados.

Na TV, o reality show Garbage Moguls, da National Geographic, propõe aos participantes fazerem peças artesanais usando resíduos e lixo. Tudo para mostrar que reciclar pode ser muito mais que apenas reaproveitar. 

Lena Santana: um pedaço de tecido e mil ideias

domingo, 28 de novembro de 2010 01:30 by Fernanda Vasconcelos Torres 0 comentários
A ideia de sustentabilidade, reciclagem e reaproveitamento de materiais ganha cada vez mais espaço no mundo da moda. É nessa onda que a estilista baiana Lena Santana, 41, está no Brasil para lançar a versão em português do livro "Um Pedaço de Tecido" (A Piece of Fabric), lançado no começo do ano na Inglaterra e em outros países. Lena usa apenas materiais sustentáveis, como algodão orgânico, ou tecidos antigos, mesmo que centenários, em suas criações.

À venda no País desde outubro, a estilista promove a publicação no Rio de Janeiro, na loja da também estilista Luiza Marcier chamada À Colecionadora - um dos pontos de venda de suas roupas no Brasil; em Belo Horizonte e também em São Paulo, onde ministra um curso de moulage na Escola São Paulo, no dia 8 de dezembro.

O livro ensina a fazer 15 peças de roupas e acessórios de maneira simples, a partir de um corte de tecido como sugere o título, e a tarefa é compatível até mesmo com as habilidades de quem não estudou costura ou moda. Lena desenvolveu o projeto a pedido da editora Paperback, que lançou o título na Inglaterra, e faz parte de uma série de oito livros com foco no reaproveitamento e contra o desperdício de materiais. Entre eles estão One Ball of Wool (Um novelo de lã), One Piece of Paper (Um pedaço de papel), One Block of Wood (Um bloco de madeira). Apenas este último e o de Lena já foram publicados.

De origem humilde, Lena nasceu em Salvador e aprendeu a costurar com a mãe, que fazia as roupas dos filhos por necessidades econômicas. Aos 19 anos, foi tentar a vida no Rio de Janeiro e trabalhou em vários lugares até ser convidada por um amigo para se mudar para Londres. Lena viajou para a capital inglesa em 2003 e estudou na Surrey Institute of Art and Design.

De volta ao Brasil, ela abriu um misto de loja e centro cultural com outros estilistas, como a própria Luiza Marcier, O Estúdio, entre outros. Após um ano, em 2005, decidiu voltar para a Inglaterra e há dois anos integra um projeto de apoio a novos talentos, chamado de Cockpit Arts. A ONG cede ateliês e apoia o desenvolvimento das marcas que, em cinco anos, precisam estar consolidadas no mercado.

Nesse desafio Lena está garantida, pois já mantém pontos de venda no Brasil, Londres, Budapeste (Hungria), Paris (França) e recentemente fechou o primeiro contrato com representante no Japão, que comprou logo de cara 150 peças de sua última coleção, batizada de Flowering.

Confira uma entrevista com a estilista e mais detalhes aqui.

Fonte: Terra

Chinelos e luminárias feitas com hashis reciclados

domingo, 7 de novembro de 2010 00:37 by Fernanda Vasconcelos Torres 0 comentários


Bilhões e bilhões de Hashis os pauzinhos utilizados para o consumo de comida japonesa e chinesa são utilizados e descartados no mundo, é estimado que 25 milhões de árvores de bambu são utilizadas para a sua fabricação.

Bryan Parks americano que viveu durante muitos anos na China percebeu o problema e enxergou uma oportunidade, por que não transforma-los em peças de decoração?

Investindo em pesquisa ele desenvolveu um processo de higienização dos hashis e criou o design dos produtos utilizando o material, foi ai que nasceu a Kwytza Kraft.

A empresa produz luminárias, fruteiras e até bolsas, o resultado é super interessante e sustentável. Você pode conhecer e comprar as peças através do site da própria Kwytza Kraft ou da loja Vivavi.



Já em uma versão mais caseira e experimental o designer Joseph Palmer’s criou o chinelo feito com hashis. Com os pauzinhos ele fez a base, com camurça de um antigo quadro de avisos a sola, as tiras vieram de uma mala antiga e toda a costura foi feita com fio dental, curioso não?

O bacana destes produtos e experimentos é demonstrar que com criatividade é possível reaproveitar qualquer tipo de material e trazer a tona o nosso péssimo hábito de utilizar produtos que só nos servirão uma vez e serão descartados no meio ambiente.

Bel&Bel: espanhóis transformam scooters antigas em cadeiras futuristas

domingo, 31 de outubro de 2010 02:02 by Fernanda Vasconcelos Torres 0 comentários

O estúdio espanhol Bel&Bel transforma as antigas motocicletas Vespas em arte. A scooter que já está fora de moda, é transformada em cadeiras exclusivas, que combina as cores da estrutura externa com o assento, coordenando toda a tonalidade.

As cadeiras inovadoras são feitas de carcaça de tanques de gasolina de motocicletas. Com o desenvolvimento tecnológico e a criação de modelos de motocicletas mais econômicas ou elétricas, as clássicas foram deixadas para trás. Porém, algo tem que ser feito para que elas não sejam simplesmente lançadas em aterros ou lixões quando perdem sua utilidade.

Foi pensando em uma solução para este problema que os artistas da Bel&Bel, começaram a fabricar cadeiras modernas e elegantes, utilizando restos de motocicletas. Para eles, seria uma vergonha deixar essas belas scooters italianas irem para o lixo. O site não informa o custo das cadeiras nem como obtê-las, mas divulga a ideia de como se reutilizar produtos antigos que não estão mais sendo utilizados. 


Fonte: Ciclo Vivo

Friedge-Couch: a geladeira-sofá

sábado, 30 de outubro de 2010 01:38 by Fernanda Vasconcelos Torres 0 comentários

A criatividade do designer canadense Adrian Johnson o levou a reciclar o que, até então, se considerava dois problemas urbanos de lixo: uma geladeira e um sofá velhos.

O Friedge-Couch, (tradução literal de Sofá-geladeira) surgiu quando o designer decidiu fazer algo criativo e estiloso para um casamento.

Ao procurar inspiração em um ferro-velho, ele achou um banco vermelho praticamente novo de uma BMW 325 e, na busca por algo onde o banco poderia ser encaixado, ele encontrou uma geladeira Gibson Frost-Clear Deluxe, de 1982.

A junção dos dois objetos que, até então, estavam inativos e eram considerados lixo, criou o novo conceito de sofá. Alguns modelos tem entrada para iPods! A iniciativa do canadense demonstra que reciclar também é uma questão de bom senso e muita criatividade.

Fonte: EcoDesenvolvimento

Suitcase Chairs: poltronas charmosas de malas recicladas



Não dá vontade de fechar essa poltrona e carregá-la para a sua próxima viagem? Esse é o efeito que causa a coleção Suitcase Chair, da fábrica de móveis de design Recreate, conhecida por dar outros usos para objetos já defasados, estragados ou sem nenhuma utilidade.

A responsável por essa reciclagem vintage é a designer sul-africana Katie Thompson que, nessa coleção, colocou em prática a ideia de aproveitar uma mala velha e sem uso para transformá-la em uma poltrona única, descolada e linda.

O mais legal é que as peças são completamente exclusivas, já que a matéria-prima – uma mala antiga e estragada – nunca é exatamente igual. Os estofados são de linho, as pernas são feitas de madeira e a estrutura interna é de aço reforçado. Alguns modelos já foram vendidos, então, corra para garantir o seu! As encomendas podem ser feitas pelo e-mail katie@recriate.za.net.

Fonte: Lola Mag