Consciência ecológica já afeta escolhas dos consumidores brasileiros

Consumidores brasileiros admitem pagar 8% a mais por produtos sustentáveis e 36% dos consumidores globais evitam comprar de empresas que não agem de maneira sustentável. Os dados constam no Estudo Metaconsumidor - A sustentabilidade presente na visão do consumidor global -, apresentado em agosto de 2010 pela GS&MD - Gouvêa de Souza (São Paulo/SP), consultoria empresarial especializada em varejo. A pesquisa foi feita em 17 países, incluindo o Brasil, comparando a consciência e o comportamento do consumidor em relação ao consumo consciente e à sustentabilidade. Foram feitas 8.500 entrevistas e, no Brasil, uma pesquisa adicional com 500 entrevistas em São Paulo/SP, Recife/PE e Porto Alegre/RS.

A sócia-diretora da GS&MD, Daniela Siaulys, destaca que o Brasil foi um dos países de maior destaque na pesquisa na questão da disponibilidade em pagar mais caro, o que mostra que há um engajamento em fazer a coisa acontecer. “Alguns consumidores de países europeus disseram estar dispostos a pagar zero, mas eles acreditam que as empresas já tiveram tempo suficiente para se engajar e que hoje a sustentabilidade deve fazer parte do dia a dia”, explica. Ela crê que, no futuro, os brasileiros também enxergarão a sustentabilidade como valor agregado e que as empresas vão entendê-la como parte do custo.

O desafio de hoje, segundo Daniela, é garantir a perenidade do negócio, incluindo os aspectos ambientais. Ela acrescenta que, nos países desenvolvidos, o básico já é muito bem cumprido, mas, no Brasil, não existe uma legislação rigorosa. “O básico, no setor calçadista, seria oferecer um calçado adequado à necessidade da pessoa, mas ainda há empresas que oferecem um produto que se usa uma vez e o salto quebra, a tinta sai, etc. Lá fora, isso não ocorre porque a legislação é robusta e garante que o produto atenda ao que se propõe”, diz.

Fonte: FashionMag

Lauren Anabela: moda e arte geek recicladas

Porque, né, gente, a pessoa não pode usar sua nerdice em prol da vaidade? No quesito enfeitar-se, uma das jóias da coleção feita com teclas de computadores pela designer americana Lauren Anabela é imbatível.
Anabela recicla peças de computadores usados e descartados, e as junta com prata e pedras precisosas, criando uma linha de acessórios supergeek-friendly. As peças, comercializadas na loja Creative Dexterity, são todas feitas à mão, em prata. Os preços  não são lá muito amigos.




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A
Arte
E não são só em jóias geeks que teclas de computadores usados podem ser transformadas: a reciclagem tecnológica tá rolando também na arte.
É só dar uma olhada no trabalho da também norte-americana Sarah Frost, que usa teclados sucateados para fazer sua série de obras Debris, Qwerty.
É uma forma bacana de dar uma finalidade para todas as sobras da evolução louca da tecnologia. E com um efeito lindo.
(Luísa Fedrizzi, do Mycool/Especial para BR Press)


Cimento "transparente" deixa luz do sol entrar em prédios

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011 01:55 by Fernanda Vasconcelos Torres 1 comentários

Uma empresa de arquitetura da Itália desenvolveu um "cimento transparente" que permite que a luz solar penetre nos ambientes, transformando as paredes em janelas gigantes.

O material foi batizado de i.light e tem centenas de orifícios minúsculos que permitem a entrada da luz sem comprometer a integridade da estrutura do edifício. Se observados de perto, é possível ver os pequenos burcacos de 2 ou 3 milímetros, mas quem olha de longe tem a impressão que a parede é transparente.



A tecnologia já foi testada em um edifício, o pavilhão italiano da World Expo em Xangai, no ano passado. Segundo a Italcementi, empresa que desenvolveu o produto, o uso do cimento perfurado pode economizar a mesma quantidade de energia que é economizada durante o horário de verão na Europa.

No pavilhão italiano da World Expo, 40% da parede de 18 metros de altura foi composta pelo "cimento transparente". O produto já foi patenteado pela empresa italiana, que afirma não ter planos de exportar a inovação para outras partes do mundo a curto prazo.

Fonte: Galileu