Essa novidade eco fashion vem do Chile e são as botas Dacca por Camila Labra. As botas Dacca utilizam como matéria-prima as sacolas plásticas, sim aquelas de mercado. Além disso, as botas são impermeáveis. As sacolas plásticas passam por um processo de fusão através do calor que geram uma lâmina grossa e resistente. Esta lâmina possui as propriedades do polipropileno: impermeabilidade, flexibilidade, leveza, e não é tóxico. Isso permite o contato com a pele. Na parte interior as botas são forradas com tecido acolchoado o que evita a transpiração da pele e as torna mais confortáveis. As cores das botas são as mais variadas possíveis devido à variedade de cores de sacolas plásticas.
Tem vários modelos disponíveis e de várias cores. Ainda não está a venda no Brasil, mas quem sabe algum designer de moda se inspire e faço algo semelhante. Este tipo de iniciativa facilita a prática do consumo consciente e da moda sustentável. São ideias inovadoras e sustentáveis como esta que contribuem para a disseminação de práticas para o desenvolvimento sustentável.
A sugestão é criar pequenos vasos reutilizando velhos coadores de pano. A ideia é da jornalista gaúcha Angela Oliveira, do blog Magrinha, e foi publicada na revista Manequim em abril de 2005.
Para começar, pegue um coador de pano que você já não usa mais e lave bem. Se quiser dar um toque especial, é possível tingir o coador. Como o material utilizado é pano, tintas de tecido pegam muito bem e dão muito certo. Espere secar.
Para “envasar” suas plantas, você também pode fazer de duas maneiras: Corte uma garrafa PET em uma altura suficiente para que fique escondida dentro do coador de café. A seguir, faça pelo menos uns quatro furos, no fundo da garrafa para que a água da rega ou da chuva – caso fique pendurado na área externa, possa escorrer. Adicione terra adubada na garrafa e plante suas ervas aromáticas, ou flores. Coloque dentro do coador.
A segunda maneira é fazer o processo de plantio diretamente no coador. Mas, caso opte por este tipo de vaso, o melhor mesmo é deixar o coador na forma original, sem tinta. Pode ser que com a chuva e a rega, a tinta acabe saindo, mesmo que desbote pouco, também não se sabe se o corante utilizado pode afetar a saúde de suas plantas. Estes vasos são indicados para área externa, uma vez que o escoamento da água carrega um pouco de terra. Além da sujeira, ele vai molhar o que estiver embaixo.
Neste caso, verifique de tempos em tempos se a quantidade necessária de terra para manter sua planta saudável está na medida certa. Caso não esteja, complete com um pouco de adubo.
Para pendurar seus vasos, basta colocar um prego na parede e pendurar o coador pela alça.
Se os vasos forem enfeitar o interior de sua casa, opte por plantas que não exijam tanta água e lembre-se de não regar demais para que não escorra demasiado. Escolha locais onde a água possa cair, eventualmente. Com informações do blog Vila do Artesão e Ciclo Vivo.
A Caixa Cultural São Paulo apresenta, a mostra “Salvage – O requinte do resto”, com peças de vestuário criadas pela estilista catarinense Baby Steinberg, que vive e trabalha atualmente em Toronto, no Canadá. A mostra foi produzida por Claudia Lopes e tem curadoria de Mariza Bertoli. O patrocínio é da Caixa Econômica Federal.
Composta por 15 modelos originais, apresentados em desfiles recentes e realizados em feiras de moda, a mostra trabalha o tema da sustentabilidade, já que os vestidos criados pela estilista são o resultado da reciclagem dos mais variados materiais, como capas de celulares e até carregadores descartados, chaves, filtros de café, flores artificiais, enfeites de natal e meias de náilon.
Baby Steinberg hoje é reconhecida na mídia como uma designer “Avant Gard”, que cria Art to Wear (arte para ser vestida). Seus trabalhos são referências internacionais de sustentabilidade e freqüentemente ela é convidada para expor e falar de seus trabalhos em diversas empresas do Canadá.
Segundo a curadora Mariza Bertoli, a mostra da estilista é um convite à fantasia. “O corpo é a tela em branco, o desafio que a co-move e os restos sua matéria prima de expressão. A busca desse material é uma espécie de arqueologia do que seria lixo. Criar uma obra que se movimente, que se acomode às curvas do corpo envolvendo-o é, sem dúvida, trabalhar em parceria (...) Atenta aos restos, sua arte junta fragmentos, texturas, evocações. Enfim, somos artífices do nosso mundo, podemos sempre fazê-lo mais bonito, buscando o requinte do resto.”
Catarinense, Baby viveu entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul, onde se formou em enfermagem. Chegou a trabalhar num hospital mas o gosto por agulhas e linhas só crescia. Fazia roupas e bijuterias. Nessa época, nas suas folgas, ensinou meninas da comunidade a fazerem suas bijuterias e fez oficinas de pintura para os internos do Hospital Psiquiátrico São Pedro. Mudou-se para o Canadá em 1998, onde começou a vender suas bijuterias em 2001, assumindo a carreira de estilista em 2007.
A Teia da Vida é o nome da nova coleção da Irmãs Green, assinada pela estilista Hieda Oviar. A inspiração para a criação das novas peças veio do livro “A teia da vida”, de Fritjof Capra, que pensa sobre novas perspectivas de futuro para as próximas gerações.
A marca se preocupa com a preservação da natureza e com a sustentabilidade, por isso apenas materiais ecologicamente corretos foram utilizados, tais como: fibra de bambu mestampada digitalmente através de tecnologia digital limpa, tecidos reciclados de algodão, fibra PET em poliéster e resíduos têxteis de coleções passadas. A seguir, veja o vídeo da campanha:
Para o inverno 2012, TNG une duas inspirações que parecem, a princípio, opostas. A marca traz a modernidade da indústria têxtil em sintonia com a sustentabilidade, criando peças que utilizam sobras de fios e garrafas pet. De acordo com os criadores, as texturas remetem à natureza, reinterpretadas através de um olhar urbano.
Conforme os croquis, as saias curtas e os volumes em godê e babado são notáveis. Os vestidos têm modelagem ampla e cintura alta. Calças têm variações de fits, desde skinny até pantalona. Já para os homens, os tricôs ganham força. Os casacos e trench coats têm modelagem slim. Nas estampas, a principal referência é a Art Nouveau, com desenhos de pássaros e folhagens, por exemplo.
A base dos tecidos foi desenvolvida pela denovo. O processo gira em torno do reaproveitamento de tecidos e garrafas pet, que seriam descartados. Também são usados agentes de tratamentos biodegradáveis.
Completando a coleção eco-friendly, a TNG ainda apresenta óculos em acetato 100% reciclado e cintos, bolsas e sapatos criados com raspa de couro.
Christian Louboutin entrou na onda sustentável e produziu duas versões de sapatos feitos com materiais usados. O Winter Trash (acima),que faz parte da nova coleção de inverno 2012, possui meia pata feita com estampa de cobra e o salto é decorado com glitter.
O Eco Trash (ao lado), a primeira versão do modelo feito com material reciclado, foi lançado na coleção de verão 2011 e o salto vem com estampa de leopardo.Os dois sapatos já estão à venda no Brasil.
O designer enfrenta um processo contra Yves Saint Laurent. O juiz Victor Marrero decidiu não levar em conta alguns argumentos apresentados pelo advogado da YSL, David Bernstein, na última audiência.
Durante a audição, Louboutin pediu que fosse concedida uma liminar proibindo a venda dos sapatos da grife francesa que possuíam solado vermelho. De acordo com o advogado de Louboutin, Harley Lewin, os documentos de defesa apresentados pela Yves Saint Laurent eram irrelevantes.
Os papéis apresentavam dados que pretendiam comprovar que a maison produzia calçados com solado vermelho desde 2004, quatro anos antes de Louboutin receber o direito de uso exclusivo da cor. O tribunal concordou em omitir estes documentos, assim como outros argumentos da defesa, conforme informou o Daily Mail.
A bióloga e designer de moda alemã Anke Domaske, de 28 anos, desenvolveu roupas feitas com leite de verdade. Sim, aquele líquido branco e tal. A linha leitosa foi criada por Domaske e sua equipe, que encontraram um jeito de transformar leite azedo em um tipo de fio de maneira bem prática e simples.
Eles eliminam o líquido, extraem a proteína restante que solidifica e finalmente elas são moídas para criar os fios da roupa. Domaske acha o processo todo fascinante: "O leite é sempre preterido porque as pessoas apenas o enxergam como uma comida. Mas você pode fazer muito mais com ele — o leite é um material natural, puro e muito belo. O detalhes especial do leite é que ele tem um toque realmente sedoso. O tecido veste perfeitamente, e é mais barato do que seda".
Essa é a parte mais impressionante: as peças parecem com seda, mas têm impacto ambiental muito menor — já que a seda depende de pesticidas e outros químicos. O processo de Domaske recicla leite estragado, algo que infelizmente ainda existe com frequência.
Ela venderá seus vestidos por US$290. Pode parecer caro, mas pense em todo o processo e a novidade da roupa.
Para ilustrar o verão em seus calçados, a Coca-Cola Shoes desenvolveu várias linhas, entre elas diversos modelos foram criados para celebrar o 125° aniversário da Coca-Cola no mundo, todos dentro do conceito sustentável.
A linha “Recycle” é a principal da coleção primavera verão 2012. Nela, os modelos são feitos de materiais sustentáveis, que podem ser reciclados. A produção dos calçados conta com 50% dos modelos em lona de reaproveitamento de materiais; a outra metade é com materiais produzidos a partir da borracha da seringueira. Entre as estruturas estão tênis, sapatênis e sandálias, com média de 5 combinações de cores, como Branco, Preto, Off White, Marrom, Areia, Marinho e Militar. Estas cores variam entre couros, camurças, lonas, estonados, entre outros.
Para celebrar o 125º aniversário da Coca-Cola no mundo, foram desenvolvidos modelos com características “retrô”, identificados na linha com o logo "Coca-Cola original´s since 1886" gravado na palmilha interna, justamente para diferenciar os modelos dos demais da coleção. Já a linha “tradicional” tem inspiração no estilo moderno, jovem e urbano.
A quinta edição da parceria entre a marca masculina de roupas esportivas Billabong e a fabricante de bebidas Água Schin traz produtos que fazem parte do universo dos surfistas, aliando moda e ecologia. No último dia 7, foi apresentada aos clientes da marca a nova fase da coleção Recycler Series para o Inverno, com peças elaboradas a partir da fibra de garrafa PET e uma novidade: a bolsa feminina, primeiro acessório desenvolvido para esta linha, para agradar também as mulheres.
O universo do surfista, que está sempre em busca da melhor onda, é o tema escolhido para a concepção dos produtos. Lugares inexplorados, trilhas e viagens de fim de semana com a namorada são as situações que envolvem a coleção, composta por três itens: t-shirt, boardshort e uma bolsa. Segundo a assessoria da marca, o tecido utilizado nessa fase é mais encorpado (necessidade imposta pelas baixas temperaturas da estação) e apresenta um toque rústico e um padrão listrado levemente triangular, em uma referência étnica. Além disso, passou também por um processo de envelhecimento na lavanderia, resultando em uma aparência desgastada, aspecto adquirido pelos produtos usados em muitas viagens.
A cartela de cores é composta por preto, mescla e azul. O lançamento foi realizado da flagship da Billabong, na Rua Oscar Freire, em São Paulo.
Consciência ambiental
“A malha PET tem um valor social e ecológico e a escolha por produtos sustentáveis faz parte dos valores da Billabong”, comenta Alessandra Berlinck, diretora geral do Grupo GSM para América Latina. A Água Schin também tem forte ligação com o tema por meio do apoio a projetos sociais e reciclagem de embalagens. A parceria entre as duas marcas começou em março de 2009 com a linha de camisetas ECO Recycled e se manteve em 2010, com o lançamento da primeira bermuda de malha feita a partir da reciclagem de garrafas PET.
Destaque também para a coleção Gallerie Series by Felipe Morozini, com camisetas estampadas com fotos representando uma visão poética do fotógrafo sobre pontos da cidade de São Paulo. “A Schincariol está sempre atenta ao que há de mais inteligente e criativo no mercado. A parceria com a Billabong no projeto Recycler Series surgiu para mostrar a preocupação da marca Água Schin em buscar soluções sustentáveis para o meio ambiente e colaborar com a reciclagem de milhares de garrafas pet descartadas nos oceanos. A continuidade do projeto é resultado do sucesso”, acrescenta Luiz Claudio Taya, diretor de marketing da Schincariol. A coleção já está disponível em todas as lojas Billabong.
Para mostrar que está atenta à preservação do planeta, a marca de calçados masculinos Kildare lança no mercado uma novidade 'ecofriendly'. Produzida de forma ecologicamente responsável, a nova linha - chamada 'Kildare Bio-Attitude' - conta com produtos fabricados com material que utiliza fios reciclados de garrafas PET e de aparas de tecidos descartados na indústria têxtil. Os modelos são confeccionados em couro ecológico, cujo processo de curtimento é realizado com produtos naturais.
Os calçados - que surgem em cano baixo, com ou sem cadarço - ganham diferentes combinações de cores, tecidos e estampas, integrando-se com o restante da coleção de verão da grife. O solado dos artigos da linha é feito de látex extraído de seringueiras de reflorestamento em conjunto com cascas de arroz, evitando assim que estas últimas sejam queimadas e agridam a camada de ozônio. O forro interno dos calçados é produzido com fibras de bambu e eucalipto, este último um antimicrobiano natural.
Os sapatos também utilizam espuma extraída da soja, o que reduz em 61% o consumo de energia durante a sua produção. Os ilhoses em alumínio permitem a reciclagem, enquanto o atacador utilizado é feito em algodão 100% natural, com tingimento à base de água. A preocupação ambiental é reforçada no uso de adesivos à base de água, dispensando o emprego de solventes na sua formulação. O contraforte e a couraça são 100% recicláveis e não geram resíduos no processo.
A Ecosimple, empresa do grupo têxtil Simpletex, um dos pioneiros no Brasil na produção de tecidos ecológicos, feitos à base de algodão reciclado e fibras PET, conquistou, no dia 14 de maio, o prêmio GreenBest na categoria materiais inovadores. Com fiação em Blumenau (SC) e tecelegem em Americana (SP), fornece seus tecidos para os segmentos de decoração, calçados, bolsas, acessórios e moda. O GreenBest, webstore internacional com sede nos Estados Unidos, promove esta premiação para valorizar o consumo e iniciativas sustentáveis por parte das empresas. O prêmio, com abrangência nacional, elege os vencedores de diversas áreas e setores que investem na sustentabilidade por meio de votação popular e de um júri especializado, batizado de Academia GreenBest.
Pioneirismo
Esta não é o primeira e, com certeza, não será a última premiação da empresa. Devido ao aumento da procura por produtos ecológicos no Brasil e a parceria com marcas de prestigio do mercado fashion, como o estilista Alexandre Herchcovitch, que já apresentou looks feitos com seu produto na SPFW, a Ecosimples vem despontando no setor têxtil com indústria inovadora, graças à produção de tecidos eco-friendly. Em 2010, foi vencedora do Prêmio Planeta Casa, da Editora Abril, com sua linha de tecidos para decoração Ecohouse. Para o segundo semestre deste ano, se prepara para mais um lançamento, o Eco-Blue&Denin, uma linha de tecidos de brim, produzida a partir dos resíduos, aparas e retalhos descartados pelas confecções de jeans. “Fomos convidados a participar do concurso Objeto Brasil, que acontecerá em São Paulo no mês de outubro deste ano, que elege os ganhadores brasileiros para concorrer ao prêmio internacional Idea Awards de design sustentável. Somos a primeira tecelagem do Brasil a concorrer nesta categoria”, diz a tecnologa têxtil, Carina Leite, responsável pelo desenvolvimento de produto da Ecosimple.
Segundo ela, o processo produtivo da empresa, além de contemplar o meio ambiente também realiza um importante trabalho social junto às famílias de baixa renda que vivem da reciclagem de materiais. “Mantemos parceria também com empresas de acabamento que têm a mesma filosofia, como a Pano Digital, do Rio de Janeiro, que estampa tecidos com tintas a base de água, utilizando o mínimo possível de produtos químicos em sua estamparia”, acrescenta Carina.
Perfil
Dirigida pelos engenheiros têxteis, Claudio Rocha e Marisa Ferraguti, a Ecosimple, desde 2004, viabiliza, através da aliança com grandes indústrias têxteis (fornecedores de fibras PET e resíduos) a criação de um tecido de alta qualidade e “100% responsável”. A coleta das sobras de tecidos e das garrafas PET é encaminhada para pequenas cooperativas que se encarregam de separar os materiais por cor e enviá-los para serem reaproveitados pela Ecosimple. “Somos uma empresa moderna, que valoriza o trabalho, respeita a natureza e está preparada para atender uma nova geração de consumidores”, finaliza Carina Leite.
As garrafas PET descartadas na natureza de maneira inadequada ganham um destino nobre quando são direcionadas à indústria têxtil. Os fios de poliéster, feitos a partir da reciclagem do polímero, podem ser misturados com outras fibras como o algodão e gerar produtos bonitos, confortáveis e de qualidade.
A Altenburg, empresa com sede em Santa Catarina, atuante no segmento de cama e banho, comemora a reciclagem de mais de dois milhões de garrafas plásticas, na produção de sua linha Malha Eco. Pioneira no lançamento de enxoval, produzido a partir de fios mistos de algodão e PET, a empresa vem ampliando sua participação no mercado de itens sustentáveis, com o lançamento de novas estampas e incremento no mix de produtos. O mais novo item que integra o conjunto é o travesseiro produzido com o mesmo tecido de malha.
Desde 2009, Altenburg vem se destacando no cenário do consumo consciente, quando lançou o primeiro travesseiro Ecofriendly do Brasil, feito em tecido de puro algodão, sem a utilização de alvejantes químicos e com recheio de fibras de garrafa PET.
Para conhecer mais sobre a política de sustentabilidade e os lançamentos da marca, acesse o Linha Eco Altenburg. Neste hotsite é possível conferir diariamente a quantidade de garrafas reaproveitadas na produção da Altenburg e ainda obter dicas para cuidar melhor do planeta.
Estudo publicado no jornal British Medical revelou que, anualmente, cerca de 845 mil toneladas de bitucas de cigarro são jogadas no chão, emporcalhando o mundo e, ainda, contaminando o solo e a água do planeta. O que fazer com todo esse lixo? A jovem francesa, de 22 anos, Flore Garcia-Bour tem a resposta na ponta da língua: um vestido.
Incomodada com a hipocrisia de seus vizinhos – que se empenhavam em fazer coleta seletiva em casa, mas viviam jogando bitucas de cigarro na rua –, Flore decidiu se mexer para diminuir a quantidade de lixo na sua cidade e, ao mesmo tempo, conscientizar a vizinhança para o problema que estavam criando: ela saiu pelas ruas de Paris recolhendo todas as pontas de cigarro que encontrava pela frente e está criando um vestido com o material coletado.
A ação ganhou um blog, batizado pela francesa de Le Mégot Défi* (O Desafio da Bituca de Cigarro, em tradução livre), e conquistou a simpatia dos moradores da cidade. Vários franceses acessam a página para acompanhar a jornada de Flore por uma Paris com menos bitucas de cigarro: em três semanas, a jovem conseguiu coletar cerca de 2.850 pontas e está finalizando seu primeiro vestido. (Já imaginou o cheiro dessa roupa?)
Flore, claro, tem consciência de que, sozinha, não resolverá o problema das bitucas de cigarro em Paris, mas acredita que, com o Le Mégot Défi, pode fazer a sua parte e, ainda, inspirar outros cidadãos a fazer o mesmo. Se não for para criar um vestido, pelo menos para jogar as bitucas no lixo.
Com a mais recente criação de Mieke Meijer, um profissional da Design Academy Eindhoven, na Holanda, podemos dizer que o ciclo do papel foi invertido. Isso porque ele transformou jornais em um material parecido com madeira, devolvendo, de certa maneira, a forma original de árvore ao papel.
Para desenvolver o material, Meijer utilizou o método empírico: foi colando diversos jornais da forma mais comprimida possível. Depois, bastou esculpir e lixar para o experimento ganhar algumas semelhanças com a madeira real. Chamado de NewspaperWood, o projeto foi apresentado durante o Milan Design Week 2011 e já foi usado no desenvolvimento de móveis e acessórios.
Abaixo, confira os trabalhos da alemã Susanne Holzinger e da italiana Sandra Di Giacinto. Ambas utilizam o papel na confecção de acessórios e têm intenção de confundir o olhar dos consumidores, conferindo estética muito semelhante com a de peças em metal e outros materiais mais convencionais.
As fotos acima e logo abaixo são de peças SegraSegra, feitas com o objetivo de "transitar entre rua, trabalho e balada" segundo as irmãs criadoras, Dagmar e Eliska Mertova. Aplicadas em detalhes de camisetas, jaquetas e até jeans, as câmaras são ideais para roupas pois podem ser lavadas e passadas normalmente.
Flexibilidade e resistência também são características importantes, já que o ciclista precisa de máxima mobilidade e pode enfrentar dias chuvosos. Alguns lançamentos têm ainda porções refletivas, que aumentam a segurança em pedaladas noturnas.
Com apelo mais conceitual, as criações My Sister’s Art reaproveitam o material em acessórios. Curiosamente, a elaboração de colares e pulseiras também acontece entre irmãs. Enquanto Kathleen Nowak desenha e produz, Margaret Nowak gerencia promoção e venda.
Além de câmaras, a Freitag reutiliza lonas de caminhão, cintos de segurança e até airbags velhos para criar bolsas e mochilas. O resultado surge em peças com modelagem convencional, mas que carregam a história do ciclo anterior de seus materiais, ao carregar cores e estampas originais.
Práticas sustentáveis tão em alta em outros segmentos da moda aos poucos estão chega do também aos calçados brasileiros. A fabricante gaúcha Naturezza, do Grupo Via Uno, criou um conceito de tênis feminino que dedomina "100% ecologicamente correto", feita com materiais reaproveitados. São cabedais confeccionados com Napa Acqua (processo no qual todo o solvente é utilizado é recuperado, sem emissão de gases), texturização e estampas feitas com corantes a base d´água. Os cadarços são feitos em fibra de algodão, enquanto os ilhoses possuem alumínio reciclado de latas de refrigerante.
A sola é antiderrapante, misturando cortiça reaproveitada, que exala o aroma de andiroba. Já o forro é confeccionado em fibra de bambu e é o responsável pela livre transpiração dos pés. Aproveitando o conceito, a empresa lançou também um ecosite, no qual apresenta dicas ecossociais e calculadora ecológica.
Em plena semana de desfiles da São Paulo Fashion Week, o Jornal da Globo exibiu duas matérias (dias 31/01 e 01/02) sobre assuntos que muitos nos interessam e são tendência nas passarelas: a primeira abordava a cadeia do algodão orgânico (já colorido!), o impacto da produção na moda e no meio ambiente, enquanto a segunda mostrava as possibilidades de mudar o guarda-roupa reciclando os tecidos (vintage é prova de estilo até em tapete red carpet!) - com uma pincelada básica sobre tribos e outros fashionismos. Para quem não pode assistir no dia, clique abaixo e confira.
Ao redor desta casa moderna, num raio de 15 quilômetros, estão várias casas e fábricas abandonadas. Marcando cada uma delas no Google Earth, os arquitetos reutilizaram os materiais. Nada foi desperdiçado – nem um guarda-chuva, que teve a armação usada na iluminação. E pelo design, não é o tipo de coisa que costuma vir com o selo “reciclado”.
A casa, que fica em Eschede, na Holanda, não é feita só de materiais reutilizados, mas os números impressionam – na parte exterior, a reciclagem rendeu 60% da produção, enquanto a área interna foi feita com incríveis 90% de materiais resgatados. E, apesar de tudo isso, o design continuou impressionante. Palmas para o pessoal da 2012Architects, provando que é possível pensar antes nos materiais para depois desenhar a casa.
A C&A confirmou na tarde de sexta-feira (17) a primeira parceria com uma estilista internacional. A linha assinada por Stella McCartney chega às lojas em março de 2011 em uma mini-coleção desenvolvida especialmente para o shape das mulheres brasileiras.
Preocupada com a questão da sustentabilidade, Stella trabalhou com tecidos 100% naturais para confeccionar as roupas que serão indicadas com tags personalizadas e expostas em cabides feitos de materiais reciclados. Aqueles que não sabem, a inglesa filha de Paul McCartney é vegetariana e se recusa a usar couros ou pele em suas criações.
A estilista escalou a modelo húngara Barbara Palvin para estrelar a campanha que acabou de ser fotografada em Londres.
Desde 2009, a designer têxtil Sheila Odessey cria acessórios a partir da reciclagem do plástico. Depois de saber que a reciclagem custa mais caro que a fabricação de novas peças e que existem poucos incentivos para a reutilização, a norte-americana decidiu lançar sua própria linha de bolsas e handbags ecológicas. Porém, de uma forma diferente das práticas comuns.
Odessey passou a recolher sacolas plásticas e outras sobras desse material. O processo consiste em transformar o plástico em tiras, tratá-las e depois tecê-las. Ou seja, as sacolas são transformadas em fio, matéria-prima para construção de bolsas, em diversos modelos e cores. O projeto de transformar lixo em produto têxtil de moda foi levado tão a sério que um dos modelos leva a seguinte frase estampada: "esta sacola não é brinquedo".