Recebi um e-mail da designer Michelle Moraes convidando a conhecer seu site. A manauara assina as coleções da Petinox, marca que criou para suas joias ecológicas e sustentáveis.
Todas as peças a partir de garrafas PET, resíduos industriais de inox e outros materiais reciclados. São colares, braceletes, pulseiras e brincos de vários estilos, do mais informal ao sofisticado.
Especialista em Artes Visuais pelo Senac-AM, a artista expôs recentemente suas criações na Saraiva MegaStore, no Manauara Shopping. Para conferir um desfile da Petinox, assista o vídeo abaixo.
A segunda edição do Anuário Jóias & Acessórios da Editora Caras, de Junho de 2010, traz uma matéria especial sobre a crescente preocupação com o consumo sustentável no mercado de alto luxo e a tendência de jóias e acessórios com pegada Eco Chique. "Quem pensa em produtos de luxo, imediatamente imagina uma logomarca e um nome centenário. Sem dúvida, essas são características, mas já não são as únicas. Hoje, a preocupação ecológica e social também se torna definidora do luxo", introduz.
Todo o ciclo de vida do produto é avaliado. Desde a matéria-prima até a mão-de-obra (envolvendo a questão da responsabilidade social e o combate a escravidão e trabalho infantil), chegando a questão da durabilidade e descarte. O professor Silvio Passareli, coordenador do MBA em Gestão de Luxo (FAAP), explica que os produtos de luxo são pensados para durarem muitos anos, estando intrinsecamente ligados à questão socioambiental.
A reportagem traz como exemplos as grifes francesas Hermès, Dior e Cartier, a estilista britânica Stella McCartney e as marcas brasileiras Redley e Osklen. "Tudo tem a ver com educação", completa Samy Menasce, dono da Todaba (empresa de consultoria ambiental). E de mudança de cultura também. Jóias e acessórios não serão usados como meros elementos de ostentação. Além da "etiqueta", vale conferir a certificação de origem e a história de cada peça. Confira o texto completo clicando na imagem abaixo ( ou na banca mais próxima, por R$14,90).
Um presente para uma vida. As joias sempre foram sinônimos de eternidade, mas o correr dos anos não faz com que anéis, colares, brincos e pingentes mantenham os atrativos de um produto novo.
Para muita gente, o que está em casa não tem a criatividade e a inovação que se vê nas vitrines. Agora, ouro, prata e diamantes ganharam um gás extra. Pensando em tudo que permanece sem uso nos porta-joias, a joalheira D’vie, de Porto Alegre, lançou a campanha Brilho Sustentável.
Quatro designers exclusivos redesenham peças antigas de acordo com novas tendências e com os desejos do cliente. Executados por seis ourives do ateliê – que funciona dentro da matriz da joalheria – as peças recicladas custam, em média, menos da metade das que estão nas prateleiras. No prazo de 10 dias, é possível desfilar com uma joia repaginada sem extrair mais metal do ambiente.
No mercado há 25 anos, a D’vie só começou a produzir com equipe própria em 2006. Desde lá, o ateliê dá novo formato e brilho a peças antigas, preservando a matéria-prima original. A cada mês, em média 15 relíquias passam pela reciclagem luxuosa e inteligente que devolve vida ao que já parecia eterno.
Quem já assistiu "Bonequinha de Luxo" lembra da cena em que a personagem de Audrey Hepburn observa a vitrine da Tiffany & Co. na 5ª Avenida. Pois a empresa de 172 de tradição em joalheria decidiu ceder espaço para uma bela causa: a conservação dos corais.
Com o tema "Under the Sea" (Sob o mar), pretende alertar o público que consome suas luxuosas jóias das consequências da extinção desses habitantes dos oceanos.
"Cada vitrine oferece uma visão diferente - e um colorido diferente - do fundo do mar. A topografia das montanhas e vales são formadas por areias brilhantes e banhadas em azul profundo, branco primitivo, lavanda e turqueza. Tecidos finos formam ondas de cor e bolhas ropiam em torno do vibrante coral esculpido em resina", descrevem.
Largamente utilizado em objetos de decoração e joalheria, o coral é extraído dos mares, tornando cada vez menor a extensão dos arrecifes (que demoram a se refazer e sofrem com o aquecimento global e métodos nada sustentáveis de pesca).
Desde 2002 a empresa suspendeu o uso dessa matéria-prima em suas criações. "Nós não podemos ser cúmplices dessa destruição. Esperamos sensibilizar os consumidores sobre essa importante questão e que outros joalheiros urgentemente unam-se a nós e se recusem a vender jóias com coral", enfatizou Michael J. Kowalski, presidente e diretor executivo da Tiffany & Co.
Além disso, a companhia apoia a ong SeaWeb, assim como sua campanha Too Precious to Wear (Tão precioso para usar), que busca educar consumidores e extratores sobre a conservação do coral.
A campanha estará nas vitrines durante toda a temporada de verão (no norte).
Fonte: Tree Hugger | Foto: Tiffany & Co./Paloma Picasso