Couro de peixes amazônicos viram acessórios

sexta-feira, 30 de julho de 2010 23:29 by Fernanda Vasconcelos Torres 0 comentários

O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) exibe nesta semana, em Natal, objetos feitos com couro de peixes amazônicos - como os tambaquis e tucunarés. Eles são fruto de um esforço do instituto em desenvolver técnicas para não desperdiçar as milhares de peles que são descartadas diariamente em Manaus.

A exposição de produtos amazônicos faz parte do estande do Inpa na reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, que ocorre nesta semana na capital do Rio Grande do Norte.

A textura do couro de peixe é semelhante à do couro de boi, com exceção das marcas de escamas, que dão charme às peças. No estande do Inpa, a primeira reação dos visitantes ao ver as bolsas e carteiras é cheirá-las, mas eles descobrem que o odor é de couro comum.

Fonte: G1

MorumbiShopping vai transformar roupas doadas em peças recicladas por Alexandre Herchcovitch

quinta-feira, 29 de julho de 2010 00:53 by Fernanda Vasconcelos Torres 0 comentários

O MorumbiShopping traz o Projeto Moda Reciclada 2010, que vai transformar roupas doadas em peças recicladas pelo estilista Alexandre Herchcovitch.

"A ideia surgiu porque a maioria das pessoas acaba guardando no armário diversas roupas que não usa. E elas ficam lá, esquecidas. Ou melhor, ficavam. O MorumbiShopping se lembrou delas e inventou um jeito de fazer com que roupas usadas se transformassem em uma grande ajuda para quem precisa", explicam no site.

Quem quiser fazer uma limpa no armário pode ir até o MorumbiShopping e entregar essas peças no posto de doação, que foi montado no piso Térreo. As peças recebidas passarão por uma releitura completa, que será feita em parceria inédita por Herchcovitch e um time de costureiras de uma comunidade carente. A transformação das roupas pode ser acompanhada ao vivo, em um ateliê de vidro construído no Atrium do MS.

Quando as novas roupas estiverem prontas, o Ateliê vai se transformar na pop-up store Moda Reciclada, uma loja que comercializará as peças, únicas e exclusivas do projeto. "Toda a renda obtida com a venda das roupas recicladas será revertida para a ONG Florescer. Ou seja: além de contribuir com o seu visual, o projeto também vai contribuir com uma comunidade carente", completam.

As doações serão recebidas até 1º de setembro. Confira o calendário e participe!

De 15/7 a 1/9 – Doações, no piso Térreo
De 22/8 a 31/8 – Oficina ao vivo, no Atrium
De 2/9 a 19/9 – Pop up store, no Atrium

Peles falsas conquistam o mundo da moda

00:34 by Fernanda Vasconcelos Torres 0 comentários
Depois de anos de brigas entre ativistas de projetos em prol da vida animal e estilistas, parece que a moda deu uma trégua no sofrimento dos bichos e elegeu a pele fantasia como uma das tendências para o inverno.

A toda-poderosa maison Chanel, de Karl Lagerfeld, mostrou em seu último desfile casacos de tweeds feitos com pelúcia. Para quem achava charmosa e glamourosa peças com aplicações peludas, mas não tinha coragem de sair por aí vestindo uma carcaça de animal, pode aderir à tendência com o material sem dor na consciência.

Marcas nacionais como Animale, Maria Bonita, João Pimenta, Huis Clos e Reinaldo Lourenço, e até mesmo em lojas de departamentos como C&A, Renner e Zara são possíveis encontrar modelos com inúmeras aplicações de pelos - falsos, óbvio - nas peças.

Segundo a organização Pea (Projeto Esperança Animal), alguns bichos ficam confinados em minúsculas gaiolas em condições deploráveis para que os homens possam tirar suas peles. Para extrair, os animais são eletrocutados, asfixiados, envenados, afogados ou estrangulados. Muitos, inclusive, são esfolados ainda vivos.

Fonte: Terra Moda

Shopping Diet: como praticar a sustentabilidade e economizar no guarda-roupa

quarta-feira, 28 de julho de 2010 02:54 by Fernanda Vasconcelos Torres 0 comentários

Imagine aquela horrível e familiar sensação: você está diante de um armário totalmente recheado e acha que não tem nada para vestir. Agora, imagine algo pior: seu armário contém apenas seis itens, e você está restrito a usar apenas esses seis itens por um mês inteiro. Agora, se você pode suportar isso, imagine algo indescritível: ninguém percebe.

Quase um mês após iniciar esse desafio auto-infligido, Stella Brennan, 31, executiva de vendas de seguros de Kenosha, Wisconsin (EUA), seu marido Kelly, um mecânico, ainda não tinha descoberto que ela estava usando os mesmos seis itens desde 21 de junho. A parte triste dessa historinha é que o Sr. Brennan é o responsável pela lavanderia. Durante a sua experiência - chamada 'dieta de compras' - que terminou dia 21 de julho, a Sra. Brennan selecionou as seguintes peças: um blazer e calças pretas da H & M, duas camisas (uma preta e uma rosa), um par de jeans Old Navy e uma t-shirt rosa super batida.

Escolher esses itens foi complicado: ela tem dois filhos, um golden retriever e três gatos, e estava começando um novo trabalho mês passado, com um trajeto de uma hora. Ela disse que precisava de seis itens à prova de pelo de cachorro, crianças, comida e amassados. "Eu preciso desses itens para ser profissional, mas também para jogar futebol com meu filho e ir a festas", justifica. Sua revelação após ao final de 31 dias - depois de seu marido não perceber, mesmo quando ela usava pijama de estampa floral para fazer jardinagem: "Obviamente, eu não precisar de todas essas roupas".

Este exercício de auto-controle foi motivado por um desafio chamado Six Items or Less . A premissa é passar um mês inteiro usando apenas seis itens - ou menos - que já estejam no seu armário (não contando sapatos, lingerie ou acessórios). Cerca de 100 pessoas em todo Estados Unidos, e em lugares distantes como Dubai e Bangalore, na Índia, também se engajaram de participar, como uma forma de cortar gastos, demonstrar preocupação com a produção em massa e o transporte global de vestuário (que deixa as roupas mais baratas e agride o meio ambiente).

Enquanto isso, o Great American Apparel Diet, um programa ainda mais rigoroso que começou dia 01 de setembro de 2009, trouxe a proposta de mais de 150 mulheres e dois homens praticarem a abstinência de compras por um ano inteiro. (Novamente, underwear não conta.) Em agosto, a Galeria Books irá publicar um guia chamado "The Shopping Diet", assinado pelo estilista do red carpet Phillip Bloch. Entre as etapas propostas por Bloch estão: admitir que você é um overshopper (compra mais do que precisa), fazendo compras seguras e responsáveis e tornando a dieta um estilo de vida.

Embora os números pareçam pequenos - e suas dietas extremas, esses economistas da moda são representativos, talvez em uma forma notável, de um amplo reconhecimento dos hábitos dos gastos dos consumidores. Enquanto a economia começa a melhorar, os compradores de todos as classes estão lutando com as mesmas perguntas: é seguro ir para trás a nossa velha forma, pré-recessão? Ou será que devemos? Os autores dessas dietas - incluindo alguns executivos de marketing de moda e publicidade, curiosamente - parecem não pensar.

Sally Bjornsen, fundadora do Great American Apparel Diet, disse que foi alertada para parar de comprar roupas por um motivo simples: "eu estava doente e cansada do consumismo". No verão passado, Bjornsen, 47 anos, estava pensando em quantos anos de crédito fácil levou ao excesso de carros, casas e bens de luxo. Então, olhando em seu próprio armário, ela percebeu que era parte do problema. Por seu trabalho, como representante comercial de fotógrafos em Seattle, e antes que como executiva de marketing em empresas de moda - como Nike e Nordstrom - ela gastou de 5 a 10 mil dólares por ano em roupas. "Eu estava comprando de um modo notório," confessou. "Eu extrapolava motivada pela coisa toda".

Independentemente disso, os 'seis pontos' da experiência foram concebido por dois amigos: Heidi Hackemer, 31 anos, diretor de negócios estratégicos na agência de publicidade de Nova York BBH, e Tamsin Davies, 34 anos, chefe de inovação em Fallon de Londres, depois de uma discussão informal sobre seu desejo de limpar os armários. A ideia foi crescendo e se tornou um desafio criativo, o Six Items or Less.

As regras não são rígidas e rápidas. Se uma pessoa, por exemplo, tiver vários blazers preto parecidos - como a Sra. Brennan, a executiva de Wisconsin, fez - poder contá-los como um item. "Nossa ideia não era inserir uma filosofia por trás da proposta, e não ser enfadonho," explica Hackemer. O desafio foi tão popular que pode ser repetido neste ano.

Fonte: The New York Times

Eco Trends & Tips na Revista do Correio Braziliense

terça-feira, 27 de julho de 2010 22:44 by Fernanda Vasconcelos Torres 1 comentários
A Revista do Correio Braziliense publicou dia 27 de julho de 2010 uma entrevista que a jornalista Maria Júlia Lledó fez comigo sobre o Eco Trends & Tips e a relação moda-ecologia-sustentabilidade, além de uma matéria com dicas para um guarda-roupa verde. Confira na íntegra clicando nas imagens abaixo.



06:08 by Fernanda Vasconcelos Torres 0 comentários

Mercado de moda aposta em conceitos sustentáveis

02:19 by Fernanda Vasconcelos Torres 0 comentários
Faz um tempo que a moda verde deixou de ser restrita a tecidos feitos a partir de garrafas PET, algodão orgânico ou fibra de bambu. Novas formas de pensar a fabricação de estampas e jeans são um bom exemplo. O tingimento natural, adotado pela Osklen em sua última coleção, lançada na São Paulo Fashion Week, também.

Na mesma direção, as roupas de banho da marca Movimento reaproveitaram pele de peixe, e as pulseiras da estilista Andrea Marques são feitas com madeira de demolição. Saindo da área de materiais e técnicas utilizadas para conferir quem está trabalhando na máquina de costura, a ideia de pagar um preço justo a toda a cadeia envolvida na produção, poluir menos e cuidar do bem-estar dos trabalhadores se fixa em um mercado que só cresce.

No Brasil, a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) estima que o faturamento do setor no ano passado alcançou a marca de US$ 47 bilhões. A conscientização de varejo e consumidores ajuda a firmar o algodão orgânico e o tecido de PET, mesmo sendo conceitos mais banalizados, como referências de menor impacto. Com isso, camisetas de algodão orgânico começam a chegar em grandes lojas de departamento no Brasil a preços mais acessíveis.

A criatividade e a inovação comuns ao brasileiro podem ser grandes aliadas para transformar o mercado da moda, conhecido por seu estímulo ao consumo desenfreado e pelo caráter descartável, em um adepto da sobrevida e da transformação. Dar nova vida a algo que estava próximo do fim sem passar por processos químicos e físicos de reciclagem. É mais ou menos isso que o upcycle, conceito do momento na Europa, prega. Na moda do futuro, o artesanato, a customização e a individualidade no jeito de vestir podem ser grandes saídas.

Menos água nas estampas
Fazer estamparia exige muita água nos métodos tradicionais. Com a técnica da Air Dye, as cores são transferidas para o tecido por meio do calor, o que pode economizar entre sete e 75 galões de água em cada quilo de tecido. Outra tecnologia é a impressão digital, usada pela estilista Isabela Dreux na última edição do Fashion Rio, semana de moda do Rio de Janeiro. Com impressoras que aplicam as estampas direto nos tecidos, o consumo de água é reduzido em até 95%.

A força dos retalhos
Os pedaços de tecido que sobram nas máquinas de costura não vão mais para a lixeira. As roupas masculinas lançadas pelo estilista Alexandre Herchcovitch na São Paulo Fashion Week são de tecido reciclado feito de retalhos de várias indústrias.
Também nesse sentido, a marca masculina Spirito Santo aposta nas bolsas feitas com sobras de jeans. Assim, caminha ao lado da palavra de ordem zdos ingleses focados no comércio justo, o upcycle. O nome estranho nada mais é que transformar, sem processo químico, algo que estava no fim da sua vida útil.

O novo jeans
A movimentação em busca da redução do consumo de água é um dos motivos que levou a marca Denovo a alterar sua produção. Um modelo feito a partir de retalhos de outros jeans e um outro que exige um número menor de lavagens industriais servem como exemplo. Já a Tristar promete um jeans (foto) que não precisa ser lavado depois do uso. Para limpar, é só colocá-lo no congelador por 12 horas dentro de um saco plástico fechado.

De Fortaleza para Londres
Uma parceria entre a Dragão Fashion Brasil, evento de moda de Fortaleza (CE), deve proporcionar intercâmbio de ideias, peças de roupa e ações entre Brasil e Inglaterra. A ideia do coordenador internacional do evento, Mauro Slomp, é unificar a linguagem da ecomoda e reforçar os conceitos de upcycling por aqui. A conexão ocorrerá entre a Estethica, salão de moda ética da semana de Londres, e designers brasileiros, que devem ser recebidos na Inglaterra em fevereiro do ano que vem. Na edição da Dragão Fashion de abril de 2011, criadores da Estethica apresentarão suas ideias em Fortaleza, completando o ciclo de troca verde e ética. O projeto conta com o apoio da jornalista referência em moda, Suzy Menkes, do jornal Herald Tribune.

O preço justo
Conceito amplamente difundido na Europa, o comércio justo é aquele que considera importante todos os envolvidos no processo de fabricação, transporte e venda de uma peça de roupa. Ele vai contra a ideia de produzir onde a mão-de-obra é mais barata, sem considerar os impactos socioambientais. Embora o conceito não seja tão difundido aqui, o apoio de grandes marcas brasileiras a pequenas comunidades tem feito do artesanato um artigo de luxo. Com treinamento específico, artesãs adicionam valor a seus produtos, levando-os até as passarelas. Na última São Paulo Fashion Week, maior semana de moda do país, Ronaldo Fraga, Movimento e Iódice aproximaram-se de comunidades, dando o pontapé inicial para o comércio justo.

Fonte: Donna/ZH

Guarda Real Britânica ganha chapéu eco-friendly

domingo, 25 de julho de 2010 23:11 by Fernanda Vasconcelos Torres 0 comentários
Os soldados da Guarda Real Britânica são atração turística em Londres quando trocam o turno no pátio do Palácio de Buckingham. E não há como ignorar os bearskins que fazem parte do uniforme. Sabe o que é isso? Os chapéus, que como o nome indica são feitos de pele de urso – e existem desde a Batalha de Waterloo! Mas esse histórico não impede que críticas sejam feitas, já que animais são sacrificados em nome da tradição.


O PETA,  junto à estilista Stella McCartney, produziram os novos bearskins, feitos de pele fantasia e apresentados dia 23 ao Ministério da Defesa inglês por representantes da entidade de defesa dos animais. Depois de 4 anos procurando uma tecnologia que cumprisse os padrões oficiais do governo, eles passaram no teste. Agora resta esperar uma resposta do alto escalão britânico. E a troca da guarda pode virar atração fashionista!

Fonte: Lilian Pacce