sábado, 23 de outubro de 2010 21:16 by Fernanda Vasconcelos Torres 0 comentários

Etno Botânica: Oficina de Tingimento com Cores Naturais em Novembro

20:48 by Fernanda Vasconcelos Torres 0 comentários

Em seu atelier, o Etno Botânica, Eber Lopes Ferreira desenvolve técnicas de tingimento com matérias-primas naturais, promovendo o resgate do rico acervo cultural de plantas tintorias brasileiras.

O objetivo da divulgação deste conhecimento é preservar esta prática resgatando a utilização desses recursos, diminuindo o impacto ambiental. Tudo isso agregando valor econômico e cultural aos produtos coloridos, de forma limpa, produzindo têxteis artesanais, além de promover o desenvolvimento da cadeia produtiva de forma sustentável, com o uso de plantas cultiváveis.

No próximo mês Eber está realizando a Oficina de Tingimento com Cores Naturais, onde serão ensinados tingimentos vegetais em fios e tecidos de origem natural (algodão,lã e seda), tingimentos a frio, a quente e uso de mordentes.

Serão quatro encontros (05,06,19 e 20 de Novembro de 2010, sempre das 09h às 18h. Informações e inscrições pelo e-mail corantesnaturais@gmail.com.

Issey Myake lança coleção inspirada no origami unindo alta tecnologia e sustentabilidade


Issey Myake, estilista japonês sempre na vanguarda fashion, desenvolveu a coleção “132 5. Issey Miyake”,  que define assim: “Acredito ser uma nova dimensão da moda que une técnicas e tecnologia apurada à sustentabilidade”.

Cada peça da coleção foi concebida através de um programa de computador de autoria do cientista da computação Junho Mitani, um pesquisador de métodos matemáticos através dos quais criou estruturas tridimensionais usando a dobradura de papel plano.

Em seguida, os modelos são cortados a partir de peças únicas em tecido de PET reciclado, estilo origami, dobrado e costurado estrategicamente. Dez padrões básicos resultam em camisas estruturadas, saias, calças e vestidos. A vantagem disso? Redução vertiginosa dos resíduos têxteis com maior aproveitamento do tecido.


A dobradura usada para gerar peças com elegância e graciosidade. A coleção “132 5. ISSEY MIYAKE” funde a matemática da dobradura e a arte da confecção de roupas na direção da eco moda . Estabelecer novas relações entre o vestuário, a forma humana e o meio ambiente.

Issey é conhecido por acompanhar rigorosamente toda sua linha de produção, preocupando-se com o meio ambiente e com seus recursos humanos. A consciência de que nossos recursos naturais estão em risco e a necessidade de um comércio justo são a base para que seu ateliê busque, através de pesquisas sérias, novas formas de criação que além de valorizar a estética, tenham valor ético para que a criação continue sendo uma arte que traga alegria, harmonia e bem estar.

Mais uma oportunidade para refletir que existem muitas maneiras de se fazer uma moda correta sem perder o estilo.

EcoTools: artigos ecológicos para makeup e higiene pessoal

sexta-feira, 8 de outubro de 2010 23:26 by Fernanda Vasconcelos Torres 0 comentários

Para ficar bonita com a consciência tranquila, a EcoTools desenvolveu uma linha ecológica de cosméticos e artigos para maquiagem e higiene pessoal. 

São pincéis, produtos de banho e cuidados do corpo e até itens de manicure (vale a pena investir em um kit básico pessoal!). Tudo produzido a partir de matéria-prima reciclada (como plástico e alumínio) ou fontes renováveis (bambu, por exemplo). 

As embalagens também pensam no meio ambiente: são feitas 100% algodão, livre de cloro e PVC, com estampas à base de extratos vegetais. Podem - e devem - ser utilizados para guardar os produtos (eles vem com um fecho zip-top super prático). A Ju do Cruelty-Free Makeup dá dicas de onde comprar (e preços) aqui.


Design Mais: Feevale promove debate sobre Design e Comunidades Sustentáveis

22:26 by Fernanda Vasconcelos Torres 0 comentários


Fonte: DA Moda Feevale

Iluminação natural com sistema de captura e transporte de luz solar

00:04 by Fernanda Vasconcelos Torres 0 comentários

Claraboias e janelas não são mais as únicas maneiras de prover luz natural a um ambiente. Um exemplo dessa possibilidade é o invento da empresa sueca Parans, que criou uma forma de transmiti-la por até 20 m sem perda de intensidade - preservando, inclusive, as variações de cor causadas por nuvens ou pelo crepúsculo. "Coletores instalados no teto ou na fachada absorvem a luz, que segue por fibra óptica até luminárias especiais no interior do prédio", explica Bengt Steneb, inventor do produto. Segundo ele, os benefícios vão além da economia de energia elétrica (que pode chegar a 25%).

Eles incluem mais conforto para os usuários, já que o corpo humano reage melhor às frequências múltiplas da luz solar que à constância da artificial. O sistema conta com filtros infravermelhos e ultravioleta - assim, não esquenta o interior, não bronzeia as pessoas nem causa danos a tecidos e plásticos. "A complexidade da instalação é a mesma que uma antena parabólica requer", compara Bengt. A Parans tem diferentes modelos de luminárias, com luz focada ou difusa, que, como nas lâmpadas tradicionais, podem ser desligadas ao toque de um botão.

De onde veio
Antes da invenção da lâmpada elétrica, no final do século 19, eram usados prismas para refletir os raios solares e iluminar interiores. Essa é a inspiração do produto, que se vale da capacidade de transmissão de luz das fibras ópticas.

Para onde vai
O perfil sustentável conta a favor do sistema. Segundo a Parans, se fosse colocado em 1% dos edifícios americanos, europeus e chineses, ele tiraria por ano 20 milhões de toneladas de CO2 do ar (quase o dobro da emissão de São Paulo).

Fonte: Planeta Sustentável

Estilista Nina Nikicio lança coleção-protesto com roupas de papel reciclado


 

Muitos elementos que envolvem o trabalho da estilista indonésia Nina Nikicio fogem do que estamos acostumados a ver na moda comercial. Além de vir de um mercado pouco tradicional como o da Indonésia, a designer é contra as atuais práticas das marcas: "Eu quero desafiar o mundo da moda. Sem tendências ou estações do ano, sem modismos. Minha roupa tem que ser capaz de ser usada e durar para sempre". E para frisar essa postura, a grife sob o seu nome lança uma linha inusitada, fabricada com um diferenciado tecido orgânico. 

Fruto de uma colaboração entre a marca e 5 fotógrafos da Indonésia e Cingapura, o projeto "RE-04" impressiona. Os vestidos da coleção são feitos de papel coreano durável e reciclado, complementados com fecho de zíper. Importante citar que cada peça é enviada em uma embalagem envelope, com uma pequena história por trás da imagem e do fotógrafo.

Mesmo feitas de papel, este novo conceito em arte visa protestar contra os produtos descartáveis. As peças não podem ser rasgadas, são resistentes à água e à produtos químicos, mas devem ser limpas apenas com pano úmido. Nikicio disponibiliza os produtos em tamanho único, mas instiga seu cliente a personalizar os vestidos: deixá-los mais curtos, modificar o decote ou mesmo amarrar laços para mudar o tipo de cintura.

Fonte: UseFashion

Seis dicas para seguir tendências Primavera/Verão 2011 e ser sustentável

domingo, 3 de outubro de 2010 03:46 by Fernanda Vasconcelos Torres 0 comentários
Quem acompanha as passarelas nacionais e internacionais nos últimos tempos já deve ter tido a sensação de déjà vu. A cartela de cores é super democrática (dos neutros e nudes até os gritantes fluo) e as modelagens não variam muito.

Isso nos leva ao objetivo desse post: como captar o que está mais em alta para essa recém começada temporada usando o que já tem no guarda-roupa. Sim, sustentabilidade está completamente associada a consumo consciente. Reciclar looks também é uma maneira de contribuir para uma indústria da moda mais equilibrada (e não comprometer seu bolso pelas próximas estações).

1. Clima: “Hoje não temos mais coleções de inverno e verão distintas. As pessoas já criam algo mais unificado", explicou Erika Palomino (no programa Tamanho Único, do GNT, que comentei aqui). O clima já é um fator super relevante na hora de escolher o que vestir. Na primavera, é comum nos grandes centros urbanos uma variação térmica grande – e resulta naquele ‘look cebola’, com várias camadas que podem ser retiradas ou sobrepostas. Vale misturar peças mais leves por baixo (tecidos mais finos) com casacos outonais.  Com uma camiseta ou camisa bacana, vale desde um trech coat até um cardigã. Vestidos são curingas nessa fase de transição. Adorei essa 'prova' da Patricia Koslinski, do Provadoras S.A.


2. Tempo: a inspiração temporal pode visitar o século XX de ponta-a-ponta – da década de 20 a 90, vale tudo! Se apostou numa proposta mais vintage, pode mesclar com algum acessório mais contemporâneo para não ficar com cara de manequim de brechó. O exagero de acessórios apareceu muito nos desfiles – e está presente no figurino das celebridades e nas novelas. Porém doses moderadas sempre ficam elegantes. Cuidado com bijuterias e peças mais delicadas: o sol forte e até mesmo o suor podem danificar mais rapidamente as peças com as temperaturas altas. 


3. Estampas e tingimentos: amou a invasão de animal print e investiu nas liquidações? Os padrões de bichinhos continuam fortes nesse verão. Dividem espaço com os étnicos (também remanescentes), geométricos - principalmente o pois (bolinhas) - efeitos ópticos e gráficos (agora mais elaborados, menos definidos). A novidade fica por conta do retorno dos florais, que popularmente nunca saíram de moda. Tudo muito fácil de encontrar no guarda-roupa.  Para não errar, jogue peças estampadas com neutras – ou quebre um look neutro com acessórios de estampa ousada.


4. Orgânicos e fibras naturais: nas semanas de moda os tecidos orgânicos e as fibras naturais contribuíram para formatar tendências como o minimalismo e a inserção de detalhes artesanais (bordados e crochê, principalmente) que valorizam a roupa. Algumas marcas, como a Osklen, tiveram o cuidado de trabalhar com pigmentos naturais (sinalizando que o mote ecológico veio para ficar).

5. Jeans: peça-chave para quem gosta de aliar conforto e estilo, o jeans vem com tudo na próxima estação. Incluindo a opção ‘look total’. O bacana é que as lavagens seguem uma cartela desbotada, do azul céu até o branco. Aquele cara de jeans‘batido’, super usado, possibilita ressuscitar jaquetinhas e calças do século passado. A atriz Brooke Shields (quem não viu ‘A Lagoa Azul’?!) declarou recentemente que guarda seus jeans Calvin Klein dos anos 80 (e ainda cabe neles! ), quando foi garota-propaganda da grife. Mas cuidado: não use todas as peças antigas ao mesmo tempo – a regra do vintage continua valendo.

6. Black & White: Michael Jackson adorava – e a moda também! Além de ser clássico, o preto e o branco estão aparecendo juntos e sozinhos. O ‘full black’ já foi instituído como sinônimo de sofisticação (principalmente quando se mesclam texturas). Misturar detalhes, como rendas e transparências, a essas duas cores é fashion sem ser vulgar. O chic da estação é o branco. Sabe aquele acervo de réveillons passados? Ótima idéia de garimpar algumas opções. A tendência vira o ano e tem prazo de validade até o próximo outono.  

Gostou das dicas mas não consegue segurar o impulso de correr para as araras em busca de novidade? Então invista então em peças e acessórios atemporais, clássicos. Observe a qualidade do tecido e dos materiais. Prefira cores neutras e estampas mais fáceis de usar (listrados, bolinhas, por exemplo). Dê preferência – sempre que o bolso permitir – a produtos ecológicos e sustentáveis. Pense na roupa como um investimento a longo prazo!