Oskar Metsavaht propõe com sua coleção de inverno 2012 uma reflexão sobre a Agenda 21. Para refrescar a memória, essa agenda foi o documento que - na Eco 92 - estabeleceu a importância de cada país em se comprometer a refletir sobre como poderiam cooperar no estudo de soluções para as questões socioambientais do mundo. Vinte anos se passaram, pouco se fez, e Oskar decreta que nós somos os guardiões do planeta, depende de nós essa transição entre a morte da nossa terra para um lugar sustentável. Tudo isso e muito mais ele declara em uma carta/convite ao desfile. Para quem conhece o Oskar, sabe que isso tudo vem do fundo do seu coração, que não é um discurso vazio e marqueteiro.
Desta reflexão, surge um manifesto expresso através da coleção, que sob o meu ponto de vista trouxe roupas impregnadas do DNA da marca e com um apelo para as situações extremas, como a falta de água no planeta e temperaturas muito oscilantes. Muitas das peças tinham aspecto de abrigo, no sentido de abrigar e trazer conforto. Alguns macacões poderiam virar um saco de dormir, pois são de lã, trazem uma bolsa cantil e mochilas de couro de pirarucu acopladas as costas. Os casacos e blusões em pele sintética e os tricôs gigantes de gorgorão e seda ecológica são lindos de morrer e seguram a onda em temperaturas congelantes. O camuflado geométrico é lindo e dá um toque de recolher ao passo rápido e forte dos modelos na passarela. A estampa de floresta é impressa nos longos e tradicionais vestidos da marca, que desta vez vem em veludo de seda. Tudo isso com uma cartela de suspirar: verde-militar, azul oceano, vermelho urucum, laranja, preto, cinza e dourado.
A São Paulo Fashion Week já terminou, mas Alexandre Herchcovitch continua notícia quentinha. O estilista - que teve um casaco seu vestido pelo Dunga, técnico da Seleção Brasileira, na estreia do Brasil na Copa 2010 - levou às passarelas da semana de moda paulista uma coleção feita com um tecido 100% de material reciclado: o EcoSimple.
A produção do EcoSimple começa com famílias de baixa renda de Blumenau. Essas famílias separam os resíduos das indústrias têxteis por cores, sendo então encaminhados à fábrica onde é realizado um processo chamado de “rasgamento”, que não utiliza produtos químicos. Quando assume a forma de fibra, os materiais são fiados e esses fios são tecidos.
“Para conseguir maior resistência colocamos ainda 15% defibras de PET reciclado“, conta Paulo Roberto Sensi Filho, sócio da EcoSimple e da EuroFios. “A logística é complicada pois é um trabalho de formiguinha“, completa.
Confira o desfile da coleção 2011 de Alexandre Herchcovitch:
Os Designers Alyce Santoro e Julio Cesar criaram um chapéu feito com o tecido Sonic Fabric que combina 50% de fitas cassetes recicladas com 50% de poliester. E o mais incrível é que você pode literalmente escutar o tecido. Com um walkman adaptado é possível escutar segmentos de audio que estão gravados no tecido. O Sonic Fabric também é utilizado em outros produtos, como vestido e revestimento para móveis.
O ano de 2010 começou sob o efeito da decepção pela falta de acordo na Cop15, conferência das Nações Unidas sobre clima, realizada em dezembro, na Dinamarca, ao apagar das luzes de 2009. Apesar do grande palco político e midiático, o encontro mundial, que reuniu representantes de 192 nações, não trouxe avanços no que se refere ao comprometimento dos países para conter o aquecimento global. Por conta da degradação da natureza, aliada aos fenômenos naturais, tragédias provocadas por chuvas, enchentes e nevascas vêm se sucedendo em todos continentes, trazendo morte, destruição e prejuízos.
Mas, o que o mundo da moda tem a ver com isto? Tudo, afinal, moda não é só consumismo supérfluo, é também cultura e comportamento que influenciam, diretamente, o estilo de vida e a relação das pessoas como o meio onde vivem. Nestes tempos de questionamentos e reflexões, o principal desafio dos birôs internacionais – que apontam direções para novos produtos -, é sensibilizar para questões que vão além do glamour e do luxo.
Novo paradigma A Promostyl, agência de pesquisas de tendências globais, com sede em Paris e representada no Brasil por Arena Bureaux de Estilo, destaca que o espírito principal da estação é a necessidade de acreditar “em algo sublime”; por isso, a Espiritualidade é o que norteia as influências que são apresentadas em quatro temas, Confira:
Exo-Tech/Eco-tech – tecnologia e ética - A reconciliação dos dois lados do cérebro para inventar um mundo mais justo e sustentável. A nova consciência ecológica traz também uma nova visão de mundo, da criação, produção e distribuição. A ética caminha junto com a estética, a ciência e a criação. São utopistas pragmáticos que usam a tecnologia para criar um mundo mais sustentável, solidário e digno. Fontes de energia renovável, arquitetura ética, bem-estar urbano com plantas fazendo parte do cenário, trazer para a cidade um pouco das florestas, fusão do natural com o artificial, futurismo nômade. Materiais reciclados, seda emborrachada, plástico biodegradável, estampas de animais e plantas. É um tema otimista, tecnológico e ético, que acredita que o amanhã será um dia melhor e mais bonito, que o mundo será generoso e eco-friendly.
Perspective/Autonomia – terrestre e radical - Tema mais conceitual. Apresenta a reconciliação, de forma inesperada e radical, do low tech com o high tech, do intelectual com o funcional.
Vivemos em uma era de absoluta convergência. Produtos “2 em 1” inusitados e que, muitas vezes, podem ter até mais utilidades.
O comércio via web revolucionou o relacionamento entre consumidores e marcas e as lojas físicas estão se reinventando e injetando doses afetivas no atendimento a este novo cliente, que deseja produtos inteligentes e personalizados.
Minimalismo, low profile, design retrô, noção de que “menos é melhor”, proximidade, a arquitetura inserida na paisagem, a cidade como o playground dos artistas, interatividade, materiais recicláveis e de baixo custo - como feltro, plástico, papel machê -, cartolinas, vidro fumé, alumínio, produtos inspirados no dia-a-dia industrial - como clips que podem se transformar em colares. Futurismo, neon. Um convite para repensarmos a noção de equilíbrio.
Heritage/Distinção – espiritual e tradicional - É um resgate de valores antigos, a arte do bem viver, o senso estético - que é austero e chique, meticuloso e valoriza demasiadamente os detalhes -, a elegância, o altruísmo, o rigor e o perfeccionismo. Traz de volta o conceito de clubes, de pequenos grupos, coleções de séries limitadas comercializadas em pontos-de-venda exclusivos. Alfaiataria no streetwear, artesanato com tecnologia, o “rurbanism” – rural + urbanismo - cidades menores como novos grandes destinos turísticos, um elogio à simplicidade rústica trabalhada com materiais de qualidade. Sobriedade em justaposição com o espírito gótico das catedrais, objetos devocionais em 3D, cristais, rosários modernos, correntes, a arte dos ourives que trabalham com ouro e prata e a arte dos relojoeiros são valorizadas como a hand made com precisão e rigor.
Oracle/Estimulação – esoterismo em todas as suas formas - Para trazer um pouco mais de magia para o cotidiano. Mitologia, artes divinatórias, tarot, sonho secreto de transformar a vida real em contos de fadas. Neoorientalismo, poesia, estampas que parecem desenhos infantis, tecidos adamascados, jacquards, bordados, metais, madeira, peles, estampas de animais de florestas, um clima de outono nas florestas, surrealismo, românticos excêntricos.
1. Sacolas retornáveis: se em 2008 elas viraram febre de lançamento por várias marcas, em 2009 se transformaram em hit de brinde. Cada dia é maior a diversidade de tamanhos, modelagens, estampas e preços. A maioria das pessoas ainda usa como bolsa secundária, que já sai cheia de casa. Quem sabe o conceito mude em 2010?
2. Tecidos orgânicos: em uma campanha instituída pela ONU, 2009 foi considerado o ano das fibras naturais. A organização afirma que, por serem biodegradáveis, as fibras naturais estão em alta com o aumento da consciência do consumidor. As marcas responderam à altura, com alguns itens, coleções inteiras ou marcas especializadas, a exemplo da brasileira Eden.
3. Lojas ecológicas: situada na Vila Madalena, em São Paulo, a loja da Farm é conhecida como Harmonia, 57 por causa do endereço. Mas a verdade é que a tal harmonia vai além da localização. O prédio foi construído com sistema de reaproveitamento da água da chuva, todas as paredes têm plantas crescendo nelas, vidros e persianas motorizadas permitem o aproveitamento da luz natural. A C&A segue o mesmo caminho na loja em Porto Alegre.
4. Cargos de controle: empresas têm criado cargos para controle de sustentabilidade. Recentemente, a brasileira Grendene anunciou vaga. Já a norte-americana Levis calculou que a fabricação de cada jeans do tradicional modelo 501 consome quase 2 mil litros de água e que de nada adiantaria diminuir este número apenas na etapa industrial. Resultado: se associou à Ong Better Cotton Initiative, que atua na educação de agricultores do setor algodoeiro, para adotar técnicas com menos impacto ambiental.
5. Campanhas verdes: não basta ser sustentável, é preciso fazer todos saberem que você é, afinal, isso poderá gerar mais vendas. Na Pitti Uomo de verão 2010/11, marca Tie Ups expôs cinto 100% biodegradável em bloco de terra com grama. Já a Adidas lançou a linha "Plant Pack", que tem a natureza como inspiração. Suas peças publicitárias foram alusivas ao tema.
Não só os políticos do mundo se reunirão em Copenhagem para discutir questões climáticas e rever acordos sobre emissões de carbono e medidas para prevenir consequências mais graves ao nosso planeta. A indústria da moda, que desempenha um grande papel na conscientização das pessoas sobre os problemas do planeta, através da mídia que gira ao seu redor, também esteve reunida na cidade, para um evento paralelo também importante.
A Fashion Summit uniu estilistas, grandes empresários, executivos e jornalistas em debates sobre o papel da moda nesse novo contexto de preservação. Entre os nomes presentes constavam Julie Gilhart, da Barneys, Ingrid Schullström, da rede H&M, Vanessa Friedman, editora de moda do Financial Times, Christian Kemp-Griffin, da engajada Edun e executivos do grupo Gucci.
Além de palestras e debates, rolou um desfile com novos estilistas nórdicos, usando apenas materiais ecológicos. Uma exposição de tecidos, materiais e técnicas relacionadas a eles também foi montada, mostrando como o orgânico, reciclado, renovável e processos sustentáveis tomarão parte nessa indústria. Super legal, agora é aguardar para ver os efeitos disso no posicionamento futuro das marcas e lojas!
A moda ecologicamente correta não se restringe ao guarda-roupa masculino ou feminino, mas já alcançou os pequenos. Há 30 anos no mercado produzindo moda para crianças de zero a 14 anos, a Chicletaria lançou sua coleção primavera-verão confeccionada em fibras orgânicas e com lavagens naturais.
“A moda ‘eco friendly’, tanto em algodão orgânico como em malha ecológica feita de fibra de bambu, está relacionada a um sistema produtivo livre de modificações genéticas e de aplicação de pesticidas sintéticos ou químicos. O resultado é o mais natural possível, inclusive na lavagem”, diz Ana Maria de Souza Queiroz, sócia-fundadora da empresa.
De acordo com a executiva, que também assina as criações, a tendência do “ecologicamente correto” vem se consolidando na indústria da moda, seguindo outros setores. “Embora a limitação das quantidades e o uso de colorantes de baixo impacto à natureza acabem por encarecer um pouco o produto final, os ganhos em termos de conforto e maciez desses tecidos são inquestionáveis”.
A nova coleção tem duas fortes inspirações. A primeira é um retorno aos anos 80, marcados pelo bom humor das estampas e cores vibrantes, explorando mensagens lúdicas em verde-limão, laranja forte, amarelo-ovo, pink e turquesa. O “Ano da França no Brasil” é a outra grande inspiração, trazendo peças em estilo náutico chique, numa combinação de branco, vermelho e marinho, tanto nas roupas como nos detalhes.
Se você se preocupa com a preservação do ambiente, a roupa que você está vestindo nesse momento pode dar pano para manga na discussão sobre sustentabilidade. Será que o seu guarda-roupa está respeitando o bem-estar do planeta? (Clique na imagem acima para amapliar).
O uso de matérias-primas menos agressivas e de processos menos poluentes está sendo incorporado pela indústria têxtil, que já se deu conta de que não pode ficar para trás na onda do respeito à natureza. Uma iniciativa que vem dando certo é a utilização do selo e-fabrics em peças que respeitam critérios socioambientais como a escolha da matéria-prima. Idealizado pelo Instituto e, o selo já está presente em marcas como Osklen, que dispõe de mais de 50 lojas no Brasil e outras 10 no Exterior, e Grendene, empresa gaúcha que exporta calçados para mais de 90 países.
– O selo e-fabrics conta a história do produto. O design também é importante e precisa criar desejo – afirma a diretora do Instituto e, Nina Braga.
Os cursos superiores de moda estão preocupados em formar designers preparados para as oportunidades criadas a partir da preocupação ambiental. Isso pode aumentar a oferta de produtos verdes.
– Os estilistas têm de pensar em todo o ciclo de vida do produto e em coleções com referenciais de moda menos descartáveis – afirma a professora de Ecodesign da Feevale, Ana Maria Argenton Woltz.
A onda de consumo consciente pode se mostrar uma oportunidade para o Brasil. A abundância de materiais sustentáveis, como a juta e o algodão orgânico, pode ajudar o país a se posicionar como referência em roupas ecológicas.
– A agenda comum no mundo é sustentabilidade. O Brasil é um celeiro de matéria-prima e reúne uma mão de obra gigante – garante Nina.
Assim como em outros setores, preocupar-se com a preservação é mais do que uma tendência: é uma necessidade. E o futuro se mostra sombrio para quem não assumir esse papel.
– Quem não incorporar políticas ambientais responsáveis vai ser punido pelo consumidor – prevê Rodrigo dos Reis, gerente de conteúdo da WGSN, empresa que pesquisa tendências de moda.
E vamos às compras
- Observe se a etiqueta traz alguma informação sobre as matérias-primas ou os processos de fabricação. Empresas que se preocupam com a sustentabilidade querem que você saiba disso.
- Uma peça fabricada perto de onde você mora causa menos impacto, pois gasta menos recursos com o transporte.
- Tecidos que não precisam ser passados ou lavados com frequência economizam água e energia.
- Procure peças duráveis, que não saiam de moda tão rápido. O look do momento não precisa ser a regra no guarda-roupa e pode ser combinado com roupas mais atemporais e de qualidade.
Roupas ecológicas já são uma realidade no mercado de moda. Mas o mercado de lingeries demorou um pouco mais a compartilhar dessa ideia. Chamou atenção em algumas publicações voltadas ao público feminino duas campanhas balizadas na causa com atrizes globais de garota-propaganda.
A primeira, da tradicional Valisère, traz Fernanda Lima (em ótima forma após ser mamãe de gêmeos) vestindo conjuntos delicados com apelo sexy. A marca desenvolveu junto à Rosset o sistema Eco Dry ™ para o tingimento de tecidos sintéticos com praticamente eliminação do consumo de água deste processo.
"Estamos celebrando uma nova fase na Valisère, uma fase de esperança, consciência e responsabilidade. Uma fase em que buscamos despertar os valores, informar e propagar um movimento de conscientização da vida no planeta. Não somos os primeiros nem seremos os últimos, mas queremos sedimentar, com muito orgulho, nossa colaboração com o bem estar do planeta e, conseqüentemente, o nosso", explicam no site.
Alinne Moraes segue a linha sensual (fotografada por Gui Paganini) na apresentação das três coleções da marca sul-matogrossense un.i: bamboo (seu tecido é composto de fibras de bambu, uma matéria-prima autossustentável e antibactericida que ainda regula a temperatura do corpo e garante às peças maciez e beleza), eco organic (composta por 95% algodão e 5% elastano) e 100% algodão organic (todas as peças dessa linha são feitas com tecido composto 100% de algodão orgânico).
Além das coleções, a grife criou o site promocional Mulheres Salvando o Planeta, onde todas podem postar sugestões e concorrer a prêmios.
Em uma campanha instituída pela ONU, 2009 é o ano das fibras naturais. De acordo com as fabricantes de malhas em algodão, a iniciativa reflete a preferência atual dos consumidores. Para a diretora de desenvolvimento da Sultextil, de Caxias do Sul (RS), Paola Reginatto Vist, há um desejo mundial por esse tipo de tecido.
“Essa informação tem base em duas fontes principais: a manifestação dos nossos clientes confeccionistas ao relatar o mercado varejista atual, e às pesquisas de mercado, especialmente nos países europeus”, garante.
Para o grupo Rosset Têxtil, outro fator muito importante para explicar a grande procura é a preocupação do consumidor final em utilizar tecidos ecológicos. “Há um comprometimento do comprador, que olha com atenção os fios que têm origem natural”, explica Ângelo Frigério, coordenador de produto da empresa.
Esse também é um dos argumentos da própria ONU, quando afirma que, por serem biodegradáveis, as fibras naturais estão em alta com o aumento da consciência do consumidor.
A busca é refletida na produção: a Sultextil projeta um crescimento de 35% nas vendas dessa linha de produtos, em comparação com outras linhas próprias no mercado. Já a Rosset percebe uma maior procura pelos algodões finos, que imitam os tecidos de fios tintos das camisarias masculinas, e investe nesse segmento, além de outros com fios também naturais.
Antecipando a novidade para o Verão 2009/2010, Carlos Miele apresentou na passarela do Claro Rio Summer o Organic Denim, da Tavex, feito com algodão 100% orgânico. Miele usou em sua coleção o que há de mais inovador e tecnológico disponível no Brasil no segmento de jeanswear.
O algodão utilizado neste tecido, certificado na Turquia, foi cultivado de maneira orgânica, sem pesticidas e outros produtos químicos. As técnicas de cultivo empregadas levam em conta os recursos naturais de fertilização, manejo de pragas e controle biológico.
O Organic Denim conta com fios de efeitos rústicos que garantem um visual autêntico e legítimo do jeans, e também será apresentado na próxima edição da Colombiatex.
Seguindo a tendência da sustentabilidade, trabalhada pela moda há algumas temporadas, o setor de decoração também apresenta, ao longo deste segundo semestre de 2008, as novidades em tecidos, texturas e cores, embasados pela mesma causa.
A Fiama apresenta o Ecotec, desenvolvido com fios reciclado de garrafas pet, substituindo o fio de poliéster, garantindo a mesma qualidade e contribuindo de forma sustentável para a conservação do meio ambiente. A Leslie traz o Eco Leslie, um fio de linho produzido a partir do resíduo da fibra que sobra no processo de fiação dos tecidos. Em cores variadas, a Temar está com uma coleção de tecidos fabricados a partir da fibra do bambu. Já a Pelican, maior produtora de peles sintéticas da América Latina, oferece 20 diferentes linhas de peles sintéticas e pelúcias. A aposta da Texion fica por conta dos tecidos risca de giz Giorgio, para aplicação em móveis estofados.
Estas e outras propostas puderam ser também conferidas durante a Mostra TexBrasil Décor, realizada no final de julho em São Paulo. Dentre as apostas estão a releitura dos tradicionais xadrezes e os tons metálicos, bem como o black and white e os tecidos naturais.
"Seja verde. Mantenha o estilo". O slogan da marca diz tudo em poucas palavras. As roupas refinadas ganham tecidos naturais e ecológicos. Os ambientes agregam peças de bom gosto sem agredir o meio ambiente.
Amigas de longa data, Kathleen Rowan e Deana Bracken criaram o conceito Green with Glamour™, que nomeia a loja virtual.
Ávidas por compras, a dupla viu na internet uma alternativa verde de disponibilizar produtos para consumidores eco-chics.
O site tem cara de editorial de moda. Propostas de decoração e moda são apresentadas em composições equilibradas, com opções de clicar sobre a peça de interesse para mais informações.
No GWG Diary elas compartilham um pouco do cotiadiano eco-fashionista.
A JRJ Tecidos e Rollôs - que atua no mercado de decoração - criou uma técnica para esterilizar, amaciar e tingir as famosas lonas de carroceria usadas.
A fonte para este novo segmento de indústria são exatamente os caminhoneiros, que tem abastecido rapidamente a fábrica com matéria-prima, após seis meses de busca - pessoalmente - para atingir estoque suficiente.
O novo produto que chama-se BR 100 atraiu arquitetos e decoradores. Designers já utilizaram o produto como revestimento de parede em escritórios, barracas e até como forro para cadeiras exportadas para Nova York.
As peças têm em média sete anos e depois do tratamento químico chegam a R$ 88 o metro.
JRJ Tecidos e Rollôs: Rua Beira Rio, nº 88, Vila Olímpia, São Paulo Tel. 55 11 3849 3629 ou 0800 552718 www.jrj.com.br