

Jornais ultrapassados podem ter um destino bem mais digno do que imaginamos. Pelo menos nas mãos da designer taiwanesa Colin Lin.
Há um ano, ao se deparar com uma pilha gigantesca de jornais velhos, ela teve a ideia de utilizá-los para fazer bolsas e sapatos em sua empresa de calçados ecologicamente corretos.
Desde então, já vendeu cerca de 4 mil pares feitos com papel reciclado - modelos que ela diz serem os “must have” do momento, não só em Taiwan mas em países dos Estados Unidos à Europa.
Um par, que leva de 3 a 4 horas para ficar pronto, pode chegar a custar US$ 150. Já as bolsas demoram de 2 a 3 dias e custam cerca de US$ 260.
Vi no programa Pelo Mundo, da Globo News, mas encontrei essa informações no site do
GNT e as imagens são da Associated Press.
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Se você se preocupa com a preservação do ambiente, a roupa que você está vestindo nesse momento pode dar pano para manga na discussão sobre sustentabilidade. Será que o seu guarda-roupa está respeitando o bem-estar do planeta? (Clique na imagem acima para amapliar).
O uso de matérias-primas menos agressivas e de processos menos poluentes está sendo incorporado pela indústria têxtil, que já se deu conta de que não pode ficar para trás na onda do respeito à natureza. Uma iniciativa que vem dando certo é a utilização do selo e-fabrics em peças que respeitam critérios socioambientais como a escolha da matéria-prima. Idealizado pelo Instituto e, o selo já está presente em marcas como Osklen, que dispõe de mais de 50 lojas no Brasil e outras 10 no Exterior, e Grendene, empresa gaúcha que exporta calçados para mais de 90 países.
– O selo e-fabrics conta a história do produto. O design também é importante e precisa criar desejo – afirma a diretora do Instituto e, Nina Braga.
Os cursos superiores de moda estão preocupados em formar designers preparados para as oportunidades criadas a partir da preocupação ambiental. Isso pode aumentar a oferta de produtos verdes.
– Os estilistas têm de pensar em todo o ciclo de vida do produto e em coleções com referenciais de moda menos descartáveis – afirma a professora de Ecodesign da Feevale, Ana Maria Argenton Woltz.
A onda de consumo consciente pode se mostrar uma oportunidade para o Brasil. A abundância de materiais sustentáveis, como a juta e o algodão orgânico, pode ajudar o país a se posicionar como referência em roupas ecológicas.
– A agenda comum no mundo é sustentabilidade. O Brasil é um celeiro de matéria-prima e reúne uma mão de obra gigante – garante Nina.
Assim como em outros setores, preocupar-se com a preservação é mais do que uma tendência: é uma necessidade. E o futuro se mostra sombrio para quem não assumir esse papel.
– Quem não incorporar políticas ambientais responsáveis vai ser punido pelo consumidor – prevê Rodrigo dos Reis, gerente de conteúdo da WGSN, empresa que pesquisa tendências de moda.
E vamos às compras |
- Observe se a etiqueta traz alguma informação sobre as matérias-primas ou os processos de fabricação. Empresas que se preocupam com a sustentabilidade querem que você saiba disso. |
- Uma peça fabricada perto de onde você mora causa menos impacto, pois gasta menos recursos com o transporte. |
- Tecidos que não precisam ser passados ou lavados com frequência economizam água e energia. |
- Procure peças duráveis, que não saiam de moda tão rápido. O look do momento não precisa ser a regra no guarda-roupa e pode ser combinado com roupas mais atemporais e de qualidade. |
Fonte:
Zero Hora
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Intrigados com a falta de um destino adequado para as aparas de contraforte resultantes da produção calçadista do Vale do Sinos, pesquisadores do Centro Tecnológico do Couro, Calçados e Afins da Unisinos decidiram procurar ajuda. E a encontraram na área de Engenharia Civil da própria universidade. Após anos de pesquisa, o gesso foi apontado como uma possível solução.
Cerca de 10 anos depois da descoberta, o pedido de patente pelo material e pelo processo de fabricação foi finalmente aprovado, e os pesquisadores comemoram uma conquista que permitirá levar ao mercado o novo material, mais amigável ao ambiente.
Utilizado como reforço no cabedal do calçado, onde geralmente se coloca a calçadeira, o contraforte é um resíduo bastante poluente da indústria calçadista. Sem destino apropriado, esse material atualmente acaba sendo despejado em aterros industriais.
Aprovado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o estudo investigou diversos usos para o contraforte moído. Até chegar ao gesso. As dificuldades, no entanto, não superaram o empenho no estudo, garante Claudio Kazmierczak, coordenador do Programa de Pós-Graduação da Unisinos e do projeto. O trabalho de três anos de pesquisa resultou na criação de um gesso mais resistente a impactos, com características semelhantes às do gesso acartonado, porém com preço mais baixo.
– Estamos colocando no mercado componentes de gesso reforçados com contraforte que têm desempenho superior ao do gesso convencional. Fizemos testes de caracterização do material e os resultados são excelentes. As partículas apresentam comportamento semelhante ao de uma fibra – diz o professor.
Além disso, ele destaca o caráter social, já que o novo gesso é opção para pequenas e médias empresas, que poderão fabricá-lo de modo artesanal.
– O pequeno fabricante terá um material de melhor qualidade e mais resistente a impactos – explica.
Segundo Kazmierczak, esses pequenos fabricantes perdem pelo menos 5% de suas placas durante o transporte, devido à fragilidade do produto.
As vantagens do novo material |
Acartonado |
- Revestido por duas lâminas de papelão, o gesso acartonado é produzido por grandes empresas. O papel kraft, aderido às duas faces do gesso, serve de reforço e impede que o material se quebre com facilidade. É usado em grandes construções, como shoppings e edifícios. |
Reforçado com contraforte |
- É apresentado pelos cientistas da Unisinos como um material que, de certo modo, substitui o acartonado. Fibras do contraforte moído são misturadas no interior do gesso, impedindo que pequenas rachaduras aumentem de tamanho. É indicado para produção artesanal e como forma de melhorar a qualidade do trabalho das pequenas e médias empresas. |
Confira aqui o
Passo-a-passo para produzir.
Fonte:
Zero Hora
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Pneus se transformam em sandálias. A combinação de restos de tecidos, latinhas, cortiça e borracha dá origem a um par de tênis. Fibra de bambu é matéria-prima para sapatilha.
Iniciativas ecológicas e socialmente corretas como essas estão ganhando espaço na indústria calçadista e atraindo personalidades do porte do Pelé, como ocorreu ontem no segundo dia da 41ª Feira Internacional de Calçados, Acessórios de Moda, Máquinas e Componentes (Francal).
A mostra se estende até sexta-feira no Parque do Anhembi, em São Paulo. Em uma solenidade assediada pela imprensa e por tietes, Pelé lançou a sandália Eco Sandals, da empresa Goóc, de São Paulo. O ação faz parte do Projeto 2014 Goóc, que pretende tornar o Brasil referência mundial na fabricação de sandálias recicladas de borracha de pneu. Segundo o vietnamita Thai Quang Nghia, diretor da empresa, a meta é incentivar o consumo consciente e reativar a indústria de vulcanização – que está com 70% da capacidade ociosa e cerca de 10 mil desempregados. Pelé está à frente da campanha sem cobrar cachê.
– Quando eles (a Goóc) me explicaram o número de desempregados que tem essa indústria e o bem que isto pode fazer ao país, aceitei – explicou.
Para o presidente da Francal, Abdala Jamil Abdala, as linhas ecológicas vêm conquistando novos adeptos, e a indústria está atenta à tendência. O Grupo Via Uno, de Novo Hamburgo, entra nesse mercado com uma nova marca, a Naturezza. O destaque fica com o tênis 100% ecológico. O tecido do esportivo é elaborado com fibras recicladas, sobras de resíduos industriais.
– O objetivo é, por meio do tênis, conscientizar as pessoas – diz Paulo Kieling, gerente de marketing da empresa.
Especializada no público infantil, a Ortopé, uma empresa da Paquetá, de Sapiranga, está inovando com a aplicação do conceito 3R (reduzir, reutilizar e reciclar) e o lançamento da linha Eco. Inserida na ideia de reduzir, a empresa apresenta o modelo “stika e puxa”, para os bebês. Em resumo, trata-se de um sapato dividido em duas partes e com uma presilha de ajuste. As duas combinações permitem que o calçado sirva para três numerações.
– A nossa preocupação se estende até as caixas dos nossos sapatos, que são recicláveis – destaca Luciana Nunes, gerente de marketing da Ortopé. (Clique na imagem abaixo para ampliar).
Fonte:
Zero Hora
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O
Eco Trends & Tips saiu no caderno
Donna ZH desse domingo. A jornalista Patrícia Rocha selecionou os "blogs mais inspirados" de moda, gastronomia, design e viagens. A Patrícia conversou comigo e pediu também um post exclusivo para a edição
("Luxo reciclado: moda ecológica com história"). Para conferir a reportagem completa, clique na imagem.

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