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Pesquisa revela novo perfil de consumo: sustentável, bonito e viável


De alguns anos para cá, a sustentabilidade deixou de ser um conceito restrito ao mundo acadêmico. Sua aplicabilidade, frente a urgência das necessidades contemporâneas, fez com que a prática se disseminasse e, melhor, virasse pauta obrigatória para qualquer empresa que vise a sobrevivência no competitivo mundo capitalista.

Uma pesquisa desenvolvida pela TNS Brasil sobre consumo e sustentabilidade, ouviu 1,57 mil pessoas em todo o Brasil e apontou que 92% dos consumidores já ouviram falar no conceito, sendo que 14% deles sempre procuram comprar produtos identificados como ecologicamente corretos e 62% consomem este tipo de produto esporadicamente. Ainda conforme a pesquisa, 69% dos entrevistados estariam dispostos a pagar mais por um produto sustentável. Este movimento de mercado é embalado pela conscientização cada vez maior dos consumidores, que estão prestando mais atenção ao tema.

Walter Rodrigues, estilista e coordenador do Fórum de Inspirações da Assintecal, é enfático quanto ao futuro do conceito na moda: “em breve a sustentabilidade não será mais um diferencial, será uma condição obrigatória”. E aponta que o interesse na sustentabilidade tem modificado o olhar do consumidor sobre os produtos. E isso não significa um produto esteticamente feio, mas com um design diferenciado e que não leva em conta somente o resultado final, mas todo o processo de criação.

“Hoje é fácil o fabricante escolher seus insumos de fornecedores que tenham preocupação ambiental. Mas, se por um lado a moda está evoluindo na criação aliada ao ecologicamente correto, é preciso que se informe isso ao consumidor final”, avalia o estilista, ressaltando que todo o produto dito sustentável deveria vir com uma tag contando a história e o processo de fabricação que o levaram ao patamar de ecologicamente correto.

O diretor de Pós-Graduação e Extensão da ESPM, Genaro Galli, ressalta que a moda tem evoluído em sinergia com o conceito e que, atualmente, o maior desafio é conseguir um preço competitivo para esses produtos. O especialista acrescenta, porém, que o conceito de sustentabilidade é muito amplo para se ver somente na prateleira.

Para ele, a sustentabilidade de um produto tem que vir desde a sua concepção, desde a logística até a forma como é produzido, a questão social, etc... “Não adianta fazer um produto com fibras de bambu e utilizar mão-de-obra escrava para a sua produção”, afirma Galli.

Fonte: FashionMag

Ecobags ainda são vistas como acessório de moda

sábado, 28 de agosto de 2010 00:55 by Fernanda Vasconcelos Torres 1 comentários


Com a mudança de comportamento do consumidor e o aumento de produtos criados em prol da preservação ambiental, muitas empresas têm investido nesse nicho de mercado e é cada vez mais comum encontrarmos no varejo a oferta de ecobags, bolsas produzidas com fibras orgânicas ou recicladas. Mas o que foi criado como alternativa funcional para o uso de sacolas plásticas, não tem passado de conceito de moda. Isto é o que aponta a pesquisa realizada pela empresa Gatto de Rua que entrevistou 1.064 pessoas em diversos comércios e identificou que 71% delas não utilizam suas ecobags para os fins de transportar produtos, e sim, como artigo de moda.

Pesquisa realizada no litoral sul de São Paulo, nas cidades de Santos, Bertioga, São Vicente, Guarujá, Praia Grande, Cubatão, Itanhaém, Mongagá e Peruíbe, participaram do levantamento supermercados, lojas, livrarias, farmácias e quitandas. Das pessoas entrevistadas, apenas 34% possuíam sacolas ecológicas e dessas, 71% não estavam utilizando-as na hora da compra. Os principais motivos apresentados foram o esquecimento, a pouca praticidade para carregá-las e a opção de reuso das sacolas plásticas, principalmente como sacos de lixo.

"Embora tenha havido um avanço considerável na conscientização ambiental, os consumidores compram as sacolas ecológicas, mas a utilizam mais como um acessório para passeio do que como medida de preservação ambiental. As pessoas precisam se conscientizar que suas atitudes geram conseqüências para o nosso planeta", diz Elaine Guapo, diretora de Marketing da empresa realizadora da pesquisa.

Ainda de acordo com a pesquisa, as mulheres são as que mais utilizam as sacolas ecológicas, representando 83% dos consumidores do artigo. A utilização das ecobags é mais notada em supermercados com 68%, contra 23% em quitandas, e 9% em outros tipos de estabelecimentos.

Fonte: Textilia

Bio-couture: roupa sem tecido

sábado, 17 de julho de 2010 01:11 by Fernanda Vasconcelos Torres 0 comentários
 
Consegue imaginar uma roupa sem tecido? Pois a pesquisadora britânica Suzanne Lee da badalada School of Fashion & Textiles no Central Saint Martin, em Londres, conseguiu essa proeza.

A receita parecia mais um preparado de Halloween: banheiras, fermento, uma pitada de bactérias e bastante chá verde adocicado para “crescer” o tecido. Desse caldo saiu o Bio-Couture, projeto que Lee chefia, conduz experiências para criar tecidos usando micróbios fermentam no café.

A partir desta sopa microbiana, as fibras começam a brotar e se propagar, o que resultou em folhas finas, que quando molhadas com essa celulose bacteriana podem ser moldadas em forma de vestido. Conforme as folhas secam, as bordas sobrepostas tornam-se emendas fundidas. Quando toda a umidade evapora, as fibras desenvolvem uma superfície uniforme, como o papiro, que podem ser branqueadas ou coradas com corantes de frutas e vegetais, tais como açafrão, índigo e beterraba.

A blusa de gola plissada (na foto acima) é a mais recente criação da coleção maluca de biofilmes de vestir de Lee, que pode rapidamente ser compostados quando eles se desgastam. Está actualmente em exposição no London’s Science Museum, onde faz parte de uma nova exposição, "Trash Fashion: Designing Out Waste". Confira mais imagens aqui.

Fonte: Ecouterre

Projeto Ecocalçado desenvolve calçado com menos impacto ambiental






A notícia de que 86% dos resíduos sólidos da indústria calçadista da região de Novo Hamburgo eram da classe mais perigosa não caiu bem no Centro Tecnológico do Calçado/Senai no município. A pesquisa da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), do final dos anos 90, também trazia a informação que 44% desses resíduos não tinham seu destino informado o que era ainda mais preocupante para a pesquisadora Carmen Serrano. A partir desses dados, o centro começou a pensar em como reduzir o impacto do produto que movimenta o Vale do Sinos, no Rio Grande do Sul, um dos polos nacionais da indústria calçadista.

Assim, iniciou-se o projeto do Ecocalçado (clique na imagem acima para ampliar), lançado há pouco em escala industrial com as empresas Divalesi, Paulina e Ricarelly. A iniciativa será apresentada durante a 10ª Conferência da Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei) (veja na página ao lado). Para os pesquisadores era preciso ir além da preocupação com os resíduos. Alterar o ciclo de produção do calçado, buscando matérias-primas mais adequadas, foi a aposta.

Ancorado em padrões internacionais de qualidade, o Ecocalçado segue a Decisión de La Comisión – que, em 2002, fixou critérios para a produção dos sapatos ecológicos na União Europeia. As normas ISO 14000, voltadas para a qualidade ambiental, também estabelecem a eliminação dos resíduos da classe 1 – considerados tóxicos, corrosivos e perigosos ao homem e ao ambiente – e a troca de substâncias tidas como restritivas por outras com eficiência equivalente. Metais pesados como o cromo, responsável por grande parte do processo de curtição do couro, e outros como chumbo e ácido sulfúrico foram substituídos por compostos de origem vegetal, que estão na classe 2, de menor impacto. Química e doutora em Engenharia de Materiais pela UFRGS, Carmen afirma que a eliminação de substâncias da classe 1 é fundamental para que haja o controle do ciclo de vida do calçado.

O desafio enfrentado pelos pesquisadores, portanto, foi buscar alternativas para o couro e a borracha usados na produção dos sapatos (veja ao lado). As substâncias restritivas são, em sua maioria, responsáveis pela pigmentação e, consequentemente, pela possibilidade de uma extensa cartela de cores. Além disso, a nova tecnologia deveria prever uma produção em escala industrial.

Após dois anos fazendo e refazendo testes, os pesquisadores do Centro Tecnológico do Calçado criaram laços com uma rede alternativa de fornecedores e, junto a industriais da região, apresentaram uma alternativa para aqueles que se preocupam não só com o lugar onde pisam, mas com o quê pisam nele.

Fonte: Zero Hora

Homens preferem mulheres "ecologicamente corretas", diz estudo

sexta-feira, 23 de abril de 2010 20:01 by Fernanda Vasconcelos Torres 4 comentários


Quem diria que cuidar do meio ambiente poderia contar pontos extras na hora da paquera, hein? Um levantamento feito pela empresa americana Timberland mostra que mais da metade dos homens se recusam a flertar com mulheres que não jogam o lixo no lugar correto.

A pesquisa foi realizada com 1.025 homens nos Estados Unidos e revelou que 54% não aprovam a atitude ecologicamente incorreta. Um quarto dos entrevistados disse ainda não se relacionaria com mulheres que não reciclam seus lixos domésticos. Outros 23% afirmaram que se sentiriam desinteressados por mulheres que não economizam energia elétrica.

E tem mais: até os carros que elas dirigem foram avaliados. Mulheres com veículos que gastam muito combustível estariam afastando 21% dos pretendentes. É, garotas, está na hora de começar a cuidar do meio ambiente para se dar bem na hora da conquista!

Fonte: Donna ZH

Textilia: o que é moda sustentável?

sexta-feira, 16 de abril de 2010 20:09 by Fernanda Vasconcelos Torres 1 comentários










Plantação de algodão, principal matéria-prima têxtil.

Sabe aquela camiseta de algodão natural do seu armário que traz geralmente uma mensagem amigável, insígnia de banda de rock ou política? Na verdade, a camiseta pode ser a roupa mais ambientalmente tóxica que você possui. E no Brasil cerca de 450 milhões de peças de camisetas são produzidas por ano.

 De acordo com estudo do IISD (Instituto Internacional para o Desenvolvimento Sustentável), para confeccionar uma camiseta de 250 gramas, na China, utiliza-se, em média, 160 gramas de agrotóxicos. Uma pesquisa do Departamento Agrícola dos Estados Unidos aponta ainda que cerca de um terço dos pesticidas e fertilizantes produzidos no mundo são pulverizados sobre o algodão.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirma que 25% dos inseticidas produzidos mundialmente são utilizados na plantação do algodão e quase metade deles são extremamente tóxicos. O Aldicarbe (ou Temik 150) é, por exemplo, o segundo pesticida mais utilizado na produção de algodão mundial e apenas uma gota dele, absorvida pela pele, é suficiente para matar um adulto.

Moda ecológica

Levantamento do IISD em conjunto com o Centro para Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente da Academia Chinesa das Ciências Sociais de Beijing revela que o algodão está no topo da lista de produtos que precisam de controle ambiental. Isso porque a água, os agrotóxicos utilizados no cultivo de algodão, os resíduos deixados nos rios e os restos despejados em aterros fazem com que o ciclo de vida da sua humilde camiseta de algodão tenha deixado um rastro ecológico gigantesco. Isso explica por que celebridades, como Jason Mraz, apareceram nos Grammys usando ternos de plástico reciclado. Mas o movimento de "ecologização" da indústria da moda levanta uma pergunta ainda mais relevante: o que seria a moda sustentável?

Para encontrar respostas coerentes e práticas seria necessária a opinião de profissionais do lado menos atraente da indústria da moda, como pesquisadores ambientais e engenheiros de produção especializados na fabricação de tecidos, envolvidos em estudos de impacto ambiental.Para desenvolver uma peça de roupa verdadeiramente orgânica que não seja financeiramente exorbitante, designers, estilistas e consumidores de moda, precisam trabalhar em conjunto com profissionais especializados em gestão de sustentabilidade. No entanto, para ser qualificado como orgânico, o algodão ou lã precisam passar por inspeções e processos sofisticados para não serem tocados por produtos químicos e substâncias tóxicas. Mas a indústria têxtil mundial encontra grande dificuldade para definir os padrões de qualidade mínimos necessários à criação de um produto realmente orgânico e sustentável.









A pesquisadora Carolina Murphy.

No Brasil, diversos produtores da Paraíba já trabalham com a IFOAM (International Federation of Organic Agriculture Movements) para atender à legislação referente a produtos orgânicos da Comunidade Européia e dos Estados Unidos. Em 2007, cerca de 7.500 hectares nos Estados Unidos foram dedicados à safra de algodão orgânico. E programas como o “North American Organic Fiber Processing Standards” já estão se popularizando junto à indústria da moda.
De acordo com as projeções do DataMonitor, o mercado varejista de vestuário no bloco BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) deverá chegar a US$ 253,6 bilhões em 2013.

 Por ser o principal produtor e importador de algodão cru e o maior exportador de tecidos de algodão e vestuário acabado do mundo, a indústria têxtil chinesa tem grandes interesses neste novo cenário. Sendo assim, ela já está se organizando para estabelecer requisitos necessários à obtenção de escala na cadeia de produção de roupas orgânicas. Sua cadeia produtiva já passou por danos que precisam ser resolvidos. O avanço do vasto deserto de Takla Makan, por exemplo, cujas dunas engoliram cidades inteiras e apavoram os moradores dos subúrbios de Beijin, tem sido associado à produção industrial do algodão em larga escala na província árida de Xinjiang ocidental.

Além da indústria têxtil, o universo da moda também está se mobilizando. No mês passado, a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, em Genebra, realizou a EcoChic: um desfile de moda sustentável, em que designers conhecidos criaram peças de fibras naturais fabricados de forma mais sustentável.
Em fevereiro de 2010, na Fashion Week de Londres, a exposição “Estethica” foi dedicada à moda ecologicamente sustentável. Em março de 2010, o Fashion Institute of Technology em Nova York, uniu forças com a Universidade de Delaware e com a escola de design Parsons para montar uma exposição de moda sustentável, intitulada "Passion for Sustainable Fashion", na qual os estudantes criaram roupas com matérias de origem ética e matérias-primas ecologicamente neutras.
Outra alternativa seria o processo de reaproveitamento de produtos descartados como  o Upcycling, do qual o terno de Jason Mraz é um bom exemplo. O problema é descobrir como fazer o Upcycling em escala comercial. O importante é a conscientização de que sustentabilidade não se trata de modismos passageiros e sim de um assunto que deve ser abordado de forma coerente e séria.

 

Fonte: Carolina Murphy/ Textilia

Sonic Fabric: tecido feito de fitas cassetes recicladas vira chapéu

  


Os Designers Alyce Santoro e Julio Cesar criaram um chapéu feito com o tecido Sonic Fabric que combina 50% de fitas cassetes recicladas com 50% de poliester. E o mais incrível é que você pode literalmente escutar o tecido. Com um walkman adaptado é possível escutar segmentos de audio que estão gravados no tecido. O Sonic Fabric também é utilizado em outros produtos, como vestido e revestimento para móveis.  


Veja o vídeo abaixo e veja como funciona:









Fonte: Coletivo Verde

Stenville faz parceria com USP para corante ecológico

 


A Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” - ESALQ/USP e a empresa Stenville Têxtil Ltda, localizada em Piracicaba, São Paulo, firmaram um convênio que tem como principal objetivo a pesquisa e o desenvolvimento laboratorial de matérias-primas florestais para aplicação têxtil. Está previsto também a construção de uma unidade de preparo dos corantes naturais com uma produção em escala piloto/industrial.
A pesquisa e o desenvolvimento ocorrerão em duas fases. Na primeira, será produzido um corante natural à base de extrato de folhas de Eucalyptus citriodora (imagem ao lado) e na segunda, serão estudadas diferentes fontes de matérias-primas para obtenção de corantes naturais vermelho, amarelo e azul. 
A pesquisa dos corantes será realizada inicialmente em escala laboratorial, visando avaliar o método de tingimento mais adequado, bem como as avaliações de solidez de cor à luz, lavagem, fricção e suor.  Depois de avaliados os parâmetros, iniciará a produção de tecidos tingidos em escala industrial.

Processo ecológico
O desenvolvimento em escala piloto/industrial para obtenção dos corantes naturais consiste na extração das matérias-primas em tanque específico. O extrato, por sua vez, será filtrado e concentrado para se obtenção do corante natural. Após esta etapa, o extrato concentrado poderá ser transformado em pó por meio de um spray drier (espécie de secador industrial).

As matérias-primas serão armazenadas em um galpão coberto, antes da extração. Em seguida, serão colocadas em tanque de extração, juntamente com o solvente, e aquecidas. O tanque de extração utilizado será revestido de aço inoxidável e sua capacidade girará em torno de 1000 litros. O extrato aquoso filtrado será levado para ser concentrado, em baixa ou alta temperatura, dependendo do corante. O produto deste processo será denominado corante concentrado.

A Stenville lançou ano passado uma linha de amaciantes naturais de aloe vera, jojoba, vitamina E e cera de abelha - ingredientes que garantem a maciez do tecido e a proteção da pele dos usuários, pois os componentes naturais são transferidos à pele durante as primeiras lavagens da roupa.

Fonte: Textilia / Stenville

Empresa galesa faz casa com 18 toneladas de plástico reciclado


Uma empresa do País de Gales, na Grã-Bretanha, construiu uma casa com 18 toneladas de plástico reciclado.

A companhia Affresol desenvolveu uma tecnologia que transforma plástico e minerais em um material batizado de Thermo Poly Rock, que poderia revolucionar a indústria de construção.

O projeto, apoiado pelo governo galês e por organizações ambientais, já lançou uma linha de casas verdes e construções modulares portáteis de quatro toneladas.

O secretário da Economia do país de Gales, Ieuan Wyn Jones, disse que "o novo processo sustentável" tem muito potencial e pode gerar uma grande quantidade de empregos.

Patente

A empresa diz que o processo tem baixo consumo de energia e transforma plástico em um material durável e resistente.

As placas de Thermo Poly Rock formam as paredes de sustentação da casa, que pode ser coberta externamente com tijolos ou pedra, enquanto o interior pode ganhar uma camada de isolamento térmico e ficar com a mesma aparência de uma casa tradicional. As telhas também são feitas de material reciclado.

O diretor-gerente da Affresol, Ian McPherson, diz que o novo material é mais leve e resistente que concreto, é térmico, impermeável, não-inflamável e não apodrece.

A empresa estima que a vida útil das casas seja de cerca de 60 anos, mas diz que os elementos do Thermo Poly Rock podem ser novamente reciclados ao fim deste período.

"Todos os países do mundo têm problemas com lixo e agora temos a oportunidade de transformar este lixo em um recurso de construção de moradias 100% reciclável", diz McPherson.

Agora a empresa aguarda aprovação para construir 19 casas em Merthyr, no País de Gales, como parte de um projeto-piloto.

 Assista o vídeo aqui.

Fonte: BBC/G1

Eco-Easy: tendências do Trendwatching para 2010


Todos os anos o bureau Trendwatching divulga uma prévia do que constatou que está vindo por aí. E o Eco Trends & Tips adianta uma das dez super tendências para 2010: o Eco-Easy.

"Enquanto as boas intenções atuais das empresas e os consumidores são úteis, eco-resultados sérios dependerão de tornar os produtos e processos mais sustentáveis para os consumidores - mesmo que estes não percebam, e, se necessário, não deixar muito espaço para clientes e empresas optarem por alternativas menos sustentáveis, para começar.

O que muitas vezes significa uma  forte, senão dolorosa, intervenção do governo, alguma coragem corporativa, ou uma forma brilhantemente inteligente de design e de pensar, se não todos eles combinados.

Pensar em edifícios cuidadosamente verdes, proibição total de sacos plásticos e garrafas, quota super restrita de atum-rabilho (espécie de peixe ameaçada pela pesca predatória) - ou qualquer coisa que não deixe escolha, não dê espaço para complacência, e assim torna "fácil" para os consumidores (e corporações ) fazerem a coisa certa e necessária".

A ideia soa um tanto imperativa, sob uma perspectiva capitalista e democrática de consumo. Mas, se pensarmos nas tendências bastante restritivas da sociedade ocidental (fumo, álcool, etc.), é realmente considerável que o efeito da preocupação com a temática ecológica e sustentável sob o mercado só seja perceptível a partir de uma interferência política  - tanto do Estado quanto dos cidadãos - ou econômica - por mudança do posicionamento das empresas e dos consumidores. Seguindo esse raciocínio, tudo fica eco-fácil.

3º Prêmio Assintecal/Petrobras quer reduzir poluição calçadista

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Como parte do esforço da cadeia calçadista de reduzir seu risco ambiental, fornecedores de materiais se unem para incentivar a diminuição no uso de solventes na indústria. Trata-se da 3ª edição do Prêmio Assintecal/Petrobras de tecnologia em adesivos e processos de colagem para calçados.

“O uso de solventes derivados de petróleo é o principal problema ambiental para a maioria dos fabricantes de calçados”, explica Valdemar Masselli, vice-presidente da Assintecal (Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos).

Segundo ele, como se trata de um produto tóxico, seu uso expõe os trabalhadores a risco ocupacional. “Percebe-se que o interesse de reduzir o uso é tão grande que a principal fornecedora do produto, a Petrobras, está participando do prêmio”.

Aposta na tecnologia

“A filosofia do prêmio”, conta Masselli, “é aproximar universidades e instituições de pesquisa da indústria para que as aplicações desenvolvidas nos laboratórios cheguem às fábricas”.

Com o uso de nanotecnologia no adesivo, por exemplo, é possível realizar a colagem de alguns tipos de componentes de calçados sem o uso de solvente.

get_image2Como participar do prêmio

As inscrições vão até 18 de dezembro e estão abertas para estudantes, pesquisadores e profissionais da área. Acesse o site especial para conhecer detalhes e inscrever-se.

Os trabalhos serão julgados por uma comissão de especialistas do setor. O 1º colocado receberá R$ 10 mil e o segundo, R$ 5 mil.

Os ganhadores serão anunciados durante o Congresso de Inovação Tecnológica, de 4 a 5 de fevereiro de 2010.

Nas imagens (ao lado), ganhadores da 2ª edição, e corte de material colado usando nanocompósitos em microscópio.



 



Fonte: UseFashion

Exposição exibe ideias de design ecológico de jovens brasileiros

domingo, 15 de novembro de 2009 21:48 by Fernanda Vasconcelos Torres 1 comentários
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As ideias de design ecológico de jovens braileiros são parte da exposição "Talentos Design" (clique na foto acima para assistir o vídeo). A mostra, exibida na Casa de América, em Madri (Espanha), apresenta os 42 projetos finalistas da 1ª edição do concurso Talentos Design. O objetivo do concurso, destinado a universitários ibero-americanos, é promover a união entre criatividade, sustentabilidade e tecnologia.


Fonte: Yahoo! Notícias 

Unisinos obtém patente de gesso mais resistente feito de resíduos da indústria calçadista

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Intrigados com a falta de um destino adequado para as aparas de contraforte resultantes da produção calçadista do Vale do Sinos, pesquisadores do Centro Tecnológico do Couro, Calçados e Afins da Unisinos decidiram procurar ajuda. E a encontraram na área de Engenharia Civil da própria universidade. Após anos de pesquisa, o gesso foi apontado como uma possível solução.

Cerca de 10 anos depois da descoberta, o pedido de patente pelo material e pelo processo de fabricação foi finalmente aprovado, e os pesquisadores comemoram uma conquista que permitirá levar ao mercado o novo material, mais amigável ao ambiente.

Utilizado como reforço no cabedal do calçado, onde geralmente se coloca a calçadeira, o contraforte é um resíduo bastante poluente da indústria calçadista. Sem destino apropriado, esse material atualmente acaba sendo despejado em aterros industriais.

Aprovado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o estudo investigou diversos usos para o contraforte moído. Até chegar ao gesso. As dificuldades, no entanto, não superaram o empenho no estudo, garante Claudio Kazmierczak, coordenador do Programa de Pós-Graduação da Unisinos e do projeto. O trabalho de três anos de pesquisa resultou na criação de um gesso mais resistente a impactos, com características semelhantes às do gesso acartonado, porém com preço mais baixo.

– Estamos colocando no mercado componentes de gesso reforçados com contraforte que têm desempenho superior ao do gesso convencional. Fizemos testes de caracterização do material e os resultados são excelentes. As partículas apresentam comportamento semelhante ao de uma fibra – diz o professor.

Além disso, ele destaca o caráter social, já que o novo gesso é opção para pequenas e médias empresas, que poderão fabricá-lo de modo artesanal.

– O pequeno fabricante terá um material de melhor qualidade e mais resistente a impactos – explica.

Segundo Kazmierczak, esses pequenos fabricantes perdem pelo menos 5% de suas placas durante o transporte, devido à fragilidade do produto.

 

















As vantagens do novo material
Acartonado
- Revestido por duas lâminas de papelão, o gesso acartonado é produzido por grandes empresas. O papel kraft, aderido às duas faces do gesso, serve de reforço e impede que o material se quebre com facilidade. É usado em grandes construções, como shoppings e edifícios.
Reforçado com contraforte
- É apresentado pelos cientistas da Unisinos como um material que, de certo modo, substitui o acartonado. Fibras do contraforte moído são misturadas no interior do gesso, impedindo que pequenas rachaduras aumentem de tamanho. É indicado para produção artesanal e como forma de melhorar a qualidade do trabalho das pequenas e médias empresas.

 

Confira aqui o Passo-a-passo para produzir.

 

Fonte: Zero Hora

Ambitetura: arquitetura ambiental

sexta-feira, 24 de julho de 2009 22:06 by Fernanda Vasconcelos Torres 0 comentários

ambitetura



Já ouviu falar em Ambitetura? Pois a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da PUCRS irá promover no mês de outubro um curso de extensão sobre o assunto.

Dividido em quatro módulos, abordará a inserção dos conceitos de sustentabilidade e ecologia nos projetos arquitetônicos contemporâneos. A atividade tem por objetivo compartilhar um enfoque inovador, a partir da mudança de atitude, aptidão e destreza para o planejamento do ambiente.

As aulas são presenciais, de 19 a 23/10, no Prédio 9 do Campus da Universidade, em Porto Alegre-RS. As inscrições podem ser feitas na Pró-Reitoria de Extensão. O investimento total é R$ 535,00.

 

Ambitetura: http://www.pucrs.br/adm/proex/cursoseeventos/unidades/fau/ambi.htm

Fibras naturais e ecológicas estão sendo mais procuradas por consumidores

sexta-feira, 26 de junho de 2009 14:26 by Fernanda Vasconcelos Torres 1 comentários
algodao

Em uma campanha instituída pela ONU, 2009 é o ano das fibras naturais. De acordo com as fabricantes de malhas em algodão, a iniciativa reflete a preferência atual dos consumidores. Para a diretora de desenvolvimento da Sultextil, de Caxias do Sul (RS), Paola Reginatto Vist, há um desejo mundial por esse tipo de tecido.

“Essa informação tem base em duas fontes principais: a manifestação dos nossos clientes confeccionistas ao relatar o mercado varejista atual, e às pesquisas de mercado, especialmente nos países europeus”, garante.

Para o grupo Rosset Têxtil, outro fator muito importante para explicar a grande procura é a preocupação do consumidor final em utilizar tecidos ecológicos. “Há um comprometimento do comprador, que olha com atenção os fios que têm origem natural”, explica Ângelo Frigério, coordenador de produto da empresa.

Esse também é um dos argumentos da própria ONU, quando afirma que, por serem biodegradáveis, as fibras naturais estão em alta com o aumento da consciência do consumidor.

A busca é refletida na produção: a Sultextil projeta um crescimento de 35% nas vendas dessa linha de produtos, em comparação com outras linhas próprias no mercado. Já a Rosset percebe uma maior procura pelos algodões finos, que imitam os tecidos de fios tintos das camisarias masculinas, e investe nesse segmento, além de outros com fios também naturais.

Fonte: UseFashion

Walter Rodrigues desenvolve ecoshoes

terça-feira, 26 de maio de 2009 17:57 by Fernanda Vasconcelos Torres 0 comentários

conteudo_20010_foto_1_ecoshoes_logoÉ possível estar na moda e, ao mesmo tempo, preservar o meio ambiente? Uma amostra de que é viável pôde ser vista nos pés da modelo e atriz Grazi Massafera, na 14ª edição do Fashion Rio, realizado em janeiro. Três modelos dos chamados ecoshoes (sapatos ecológicos), criados pelo estilista Walter Rodrigues, foram feitos de materiais recicláveis selecionados por pesquisadores do Laboratório de Química Industrial de Faculdade de Química da PUCRS.


Retalhos de madeira, casca de coco, chifres e ossos de animais, poliuretano, pintura com metalização a vácuo, retalhos de palmilhas e polímeros ABS foram algumas das matérias-primas utilizadas na confecção dos calçados sociais femininos que roubaram as atenções no evento carioca de moda.


14MATERIElas foram escolhidas por serem de fontes renováveis e por terem a capacidade de ser recicladas sem perder suas propriedades originais. "O verdadeiro sentido de inovação é pensar no futuro, construindo projetos que viabilizem e que concretizem um caminho de mudanças na criação de novos produtos. Sustentabilidade deve ser compreendida não mais como um plus na linha de produção, mas sim como uma regra a ser seguida daqui pra frente", observa Walter Rodrigues, que além de estilista é coordenador do Núcleo de Design e Inovação da Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal).


O projeto "Calçado verde com componentes ecológicos", desenvolvido com recursos da Finep e Sebrae, é uma parceria entre a PUCRS, a Assintecal e empresas de componentes de calçados. O papel do grupo de pesquisa, na primeira fase do estudo, foi selecionar os materiais que atendessem aos requisitos, além de fazer uma avaliação do ciclo de vida dos sapatos, a energia envolvida na fabricação e transporte dos materiais, entre outras informações. "Infelizmente não podemos estudar até o fim do ciclo desses calçados. Geralmente, quando não utilizam mais, as pessoas doam os calçados, e os destinos são os mais variados", conta a mestranda em Engenharia de Tecnologia de Materiais, Fabiana de Araújo Ribeiro. Em breve está prevista a chegada de um software especial para fazer esse tipo de cálculo com mais precisão.


Na segunda fase o grupo pretende desenvolver e melhorar materiais para a fabricação dos ecoshoes, principalmente por meio do reaproveitamento de resíduos. Dentre as ideias está a injeção de polímero com fibras naturais num salto, desenvolver uma cola mais ecológica e tentar reaproveitar o couro do tipo cromo, que atualmente tem seus restos colocados em valas especiais.


No dia 8 de junho, no Fashion Rio Primavera Verão 2009, serão apresentados outros modelos desenvolvidos no desfile de Walter Rodrigues (confira entrevista completa no site da PUCRS).


 


Fonte: PUCRS | Imagens: Assintecal e Correio do Povo

Trendwatching.com divulga 12 eco sub-tendências

eco-collage



A empresa trendwatching.com trabalha com pesquisa de tendências de consumo em 120 países. Anualmente eles divulgam um relatório que traz uma prévia do que acontecerá no decorrer do ano.

"Embora a crise financeira possa reter algumas iniciativas verdes, o futuro nunca pareceu tão ecológico. Principalmente porque a criação de uma economia mais sustentável não é uma opção, mas uma necessidade. E todos sabemos que a necessidade é a mãe da invenção. Essa é a razão pela qual este mês, em meio ao desmoronamento de bancos, encontro do G20 e planos de estímulo, destacamos 12 eco sub-tendências que qualquer comerciante ou empresário pode praticar hoje mesmo", explicam.

Confira o relatório completo aqui (em inglês).

Aquecimento global afeta comportamento do consumo

terça-feira, 1 de julho de 2008 17:11 by Fernanda Vasconcelos Torres 1 comentários
O aquecimento global e as mudanças climáticas preocupam todo o mundo e tornaram-se alguns dos temas mais importantes da atualidade e das pautas corporativas. Para entender como essa nova realidade está afetando diretamente o comportamento do consumidor, a Havas Digital realizou um profundo estudo a fim de entender os impactos, atuais e futuros, no mundo dos negócios, causados por essa nova percepção.

A pesquisa, realizada em nove diferentes mercados - EUA, Inglaterra, Espanha, Brasil, Alemanha, China, Índia, França e México - e divulgada pela Media Contacts, explora a percepção do consumidor em três níveis: o fenômeno por si só, sua influência em setores-chave e em empresas dominantes desses setores.

Para tal, foram realizados 18 grupos de discussão dirigida e mais de 11 mil entrevistas individuais on-line nesses nove mercados, sobre 200 marcas distintas. Esses mercados representam 53% dos usuários mundiais de Internet. A pesquisa mostrou que os consumidores estão extremamente engajados com o tema das mudanças climáticas e esperam que as empresas sejam condutoras nesse caminho pela busca de uma solução. Isso representa uma grande oportunidade.

O estudo revela que 80% dos consumidores participantes preferem adquirir produtos de empresas que tentam diminuir seu impacto ambiental; que 90% estão inclinados a comprar mais produtos ecologicamente corretos nos próximos 12 meses e que 35% dessas pessoas estão dispostas a pagar mais por esses produtos. Esses dados comprovam a vital necessidade das empresas de investirem em ações e planos de comunicação ambiental se pretendem manter sua participação no mercado.

O objetivo principal da pesquisa, que era entender a visão dos consumidores sobre o impacto das mudanças climáticas, foi atingido. Mais do que isso, o estudo possibilitou um mapeamento detalhado e significativo do comportamento do consumidor nas diferentes localidades, pois, apesar das mudanças climáticas serem um problema global, o tema é percebido pelos consumidores de uma forma local, peculiar.

Fonte: Consumidor Moderno

Beleza e saúde direto da natureza


Procter & Gamble
Uma das maiores companhias mundiais, a Procter & Gamble (P&G) afinou sua preocupação com o impacto ambiental. Uma de suas marca, The Gillette Company, é a fundadora da Corporate Wetlands Restoration Partnership (Organização de Parceiros para Restabelecimento de Ambientes Aquáticos e Pantanosos), para a qual doou milhões de dólares para restabelecer e preservar locais ecologicamente críticos.

Da mesma forma através da iniciativa Children's Safe Drinking Water (Salve a água potável para as crianças) a P&G tem purificado mais de 500 milhões de litros de água ao redor do mundo. A companhia Herbal Essences - outra marca da empresa - utiliza plásticos reciclados e recicláveis em suas embalagens e cria fórmulas com elementos renováveis, como palma e óleo de coco.  “Os consumidores irão recompensar as empresas e marcas que lhes derem algo em troca", declarou Susan Arnold, vice-presidente do P&G Beleza, Saúde e Suntentabilidade Corporativa.
Herbal Essences Body Envy Volumizing Shampoo
Preço: $3
Yves Rocher
Com a empresa enraizada em maquiagem e produtos para pele a base de plantas, Yves Rocher tem uma longa estrada de interesse em impacto ambiental. Foi a primeira companhia de cosméticos a receber três certificados ISO por segurança, qualidade e proteção ambiental.  

Seus belos catálogos são impressos em papel produzido a partir da polpa de árvores retiradas de áreas controladas de reflorestamento e as encomendas são enviadas em caixas recicláveis de papel cartão recliclado. 
Seus produtos são biodegradáveis e vendidos em embalagens recicláveis ou com opção de troca de refil.  A Yves Rocher Foundation também coordena o Women of the Earth Awards (Prêmio Mulher da Terra), que reconhece e recompensa financeiramente mulheres de todo o mundo por seus esforços para melhorar a humanidade e o meio ambiente.
Yves Rocher Inositol Végétal Optimizing Moisturizer Day 1st Lines - Preço: $25 -|| Yves Rocher Inositol Végétal Eco-Refill - Preço: $21 || Disponível: www.yvesrocher.ca


L'Oréal
A L'Oréal Paris desenvolveu um produto contendo Pro-Xylane, um ingrediente processado por 'química verde'. Pro-Xylane é encontrada principalmente em produtos anti-envelhecimento e totalmente biodegradável - é feita com Xylose, uma molécula de açúcar produzida pela madeira (ou beech wood). A Pro-Xylane imita o processo natural da Xylose, que absorve e retem água na pele.

Uma das marcas da companhia, a Lancôme, está trabalhando com a Carbonfund.org para eliminar o impacto ambiental das viagens de suas garotas-propaganda para divulgar a marca. No setor industrial, a L'Oréal está desenvolvendo uma tintura para cabelos a partir de plantas que recupera água de certos processos e reutiliza para outros. O calor desprendido pelos compressores da planta também é recirculado, mantendo a ação e minimizando o uso da energia.
Vichy Laboratoires Neovadiol Intensive Densifying Care with Pro-Xylane
Preço: $46

Fonte: http://www.ellecanada.com/ellecanada/client/en/Beauty/DetailNews.asp?idNews=237623&idsm=0

Cientistas australianos desenvolvem tecido de vinho

domingo, 29 de abril de 2007 17:35 by Fernanda Vasconcelos Torres 0 comentários
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Pesquisadores da University of Western Australia desenvolveram o projeto Micro-Be. Buscando alternativas para o convencional algodão, eles criaram um tecido à base de bactérias do vinho e da cerveja.

Uma película elástica de celulose formada a partir de resíduos de produto aproveitado quando o vinho é transformado em vinagre foi utilizada para criar este tecido fermentado.

"Nós estamos buscando com nisso provocar alguma discussão sobre os tecidos dofuturo, sobre a possibilidade de outros materiais que podemos usar além dos nossos habituais algodão e seda", declarou Gary Cass da University of Western California.

A inspiração para o projeto, segundo ele, veio do tempo em que trabalhou em um vinhedo. A camada de celulose que forma-se na superfície do vinho após prolongada exposição ao oxigênio é retirada dos recipientes e aplicada em manequins infláveis para tomar formato de roupa.

Quando a bactéria desenvolve-se formando uma superfície única, a manequim é esvaziada e removida, ficando somente a peça pronta para vestir.

Porém ainda falta muito para essa descoberta chegar às lojas. O tecido ainda precisa ser mantido úmido pois as fibras de celulose são como papel de seda e quando seca são facilmente rasgadas. "É a bactéria que mantém as fibras unidas. Não estamos usando nenhuma máquina de costura ou algo do tipo", explcia Cass.

Os pesquisadores também estão realizando experiências com painéis de tecido limpo produzidos a partir de cerveja. De acordo com os cientistas, o próximo passo é requisitar ajuda de um químico orgânico para criar fibras mais longas e mais utilizáveis para produzir um tecido sem costura.

Micro-Be Project: http://www.bioalloy.org/projects/micro-be.html