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Galeria Mundo Mix abre espaço para moda sustentável com palestra de Chiara Gadaleta

sábado, 25 de setembro de 2010 00:20 by Fernanda Vasconcelos Torres 0 comentários

A partir deste sábado dia 25/09 na Galeria Mundo Mix (Rua Augusta, 2559 | Jardins | esquina Al. Lorena) você poderá visitar um espaço especialmente destinado a moda sustentável (clique na imagem acima para ampliar o convite).


Batizado de coletivo “Ser sustentável com Estilo” o espaço tem a curadoria de Chiara Gadaleta que selecionou criteriosamente produtos que representam a moda sustentável e ética.
Entre eles estão:
  • A Lillot, marca de acessórios que utiliza sementes e materiais reaproveitados;
  • Flavia Aranha estilista que trabalha com tecidos orgânicos e tingimento natural;
  • Recyclé, marca da reutiliza bolsas encontradas em brechós;
  • Iça, projeto da ONG “Grupo de Mães Amigas da Casa do Zezinho” com as estilistas Cristiane Rosenbaum e Roberta Crelier;
  • Camisetas do Coletivo Verde e do Verdinho Básico, sites de conteudo verde;
  • O Eduardo Miguel Pardo, designer de acessórios de madeira certificada;
  • Patrícia Moura com suas bijus artesanais produzidas com materiais renováveis;
  • Gustavo Silvestre com malas e mochilas feitas com manta de jeans reciclado;
  • As bolsas em crochê da Catarina Mina ;
  • A PlantYourTree com bolsas e carteiras feitas artesanalmente com jornal .
Informações pelo telefone (11) 3063 1892 ou vendas@mercadomundomix.com.br.

Fonte: Coletivo Verde

Moda ecologicamente chique destaca sustentabilidade e estilo

   

Modelos em roupas de fibra de alpaca, bambu e algodão e seda orgânicos desfilaram por uma passarela "eco-chique" para apoiar um chamado da ONU pelo uso sustentável dos recursos naturais. 

Quase 50 estilistas de alta-costura e prêt-à-porter de 40 países expuseram suas criações no desfile da noite de quinta-feira que inaugurou o Ano Internacional da Biodiversidade, no meio da temporada de moda outono/inverno que está em curso em Milão, Paris, Londres e Nova York.

"Escolhemos entre os melhores do mundo, o melhor do design de moda, o melhor da ética e o melhor das práticas sustentáveis", disse ao público em Genebra a organizadora Christina Dean, da entidade beneficente Green2greener, de Hong Kong.

O estilista dinamarquês Peter Ingwersen, cuja grife "Noir" usa tecidos de algodão orgânico de Uganda, disse que os consumidores se preocupam cada vez mais com o impacto ambiental e social de suas compras no varejo.

"Dez anos atrás, bastava comprar a bolsa da moda mais recente. Hoje em dia, não basta isso - você também quer saber como a bolsa foi produzida", disse. "Essa é a maior mudança vista em nosso setor desde que as bainhas desceram para baixo dos joelhos."

Seu vestido preto 100 por cento orgânico, feito de algodão cultivado sem pesticidas, disputou espaço com itens doados por estilistas famosos como o tailandês Thakoon Panichgul, a nova-iorquina Diane Von Furstenberg e o indiano Manish Arora.

O desfile também teve um vestido curto preto e branco de seda da Edun, a nova empresa de moda ecológica e ética fundada pelo cantor e militante irlandês Bono, e um longo de seda e cânhamo com flores cor-de-rosa do brasileiro Alexandre Herchcovitch.

O QUE VESTIR?

Os consumidores vêm se conscientizando cada vez mais com relação às mudanças climáticas, a perda de biodiversidade e as más condições de trabalho no setor têxtil, especialmente na Ásia.

Alguns processos convencionais como a limpeza de lã, o curtimento e descoramento de couros e o tingimento e estampamento de tecidos consomem grandes quantidades de água, energia ou substâncias químicas tóxicas, além de emitir efluentes.

Lucas Assunção, da Conferência das Nações Unidas sobre o Comércio e o Desenvolvimento (UNCTAD), disse que a indústria da moda vem respondendo à demanda por moda ecologicamente sustentável e fibras naturais que sejam belas.

Hoje a moda ecológica atrai entre 150 milhões e 200 milhões de dólares em vendas por ano, "uma parcela cada vez mais importante do mercado", disse ele em briefing à imprensa.

A estilista britânica Sarah Ratty, da Ciel, usa tecidos feitos de fibras naturais ou produzidos de maneira ambientalmente correta, muitos dos quais ainda não chegaram ao conhecimento da maioria dos consumidores.

"Quando pensam em moda verde, muitas pessoas pensam apenas em algodão orgânico. Mas há muitas outras fibras que podemos usar, como sedas de cânhamo, um tecido muito verde que devolve nitrogênio ao solo", disse Sarah.

O estilista cameronês de alta-costura ecológica Anggy Haif trabalha há dez anos com fibras naturais que incluem ráfia, casca de árvores e sementes colhidas na floresta.

"Comecei porque vi que, em meu país, os têxteis modernos tinham tomado o lugar dos tradicionais, que estavam desaparecendo. A ideia foi revigorar o artesanato tradicional local", contou. "Hoje o mercado está ótimo em meu país e está se espalhando na África."

Mas o estilista dinamarquês Ingwersen disse que a moda verde pode perder força se os consumidores não encontrarem roupas que tiverem vontade de vestir.

"Se não inspirarmos outros estilistas, o usuário final e a mídia da moda, esta tendência vai morrer dentro de dois ou três anos e não terá passado de um modismo passageiro", disse.

Fonte: Yahoo!/Reuters

Copenhagem: estilistas e empresários reunidos por uma moda mais verde


Não só os políticos do mundo se reunirão em Copenhagem para discutir questões climáticas e rever acordos sobre emissões de carbono e medidas para prevenir consequências mais graves ao nosso planeta. A indústria da moda, que desempenha um grande papel na conscientização das pessoas sobre os problemas do planeta, através da mídia que gira ao seu redor, também esteve reunida na cidade, para um evento paralelo também importante.

A Fashion Summit uniu estilistas, grandes empresários, executivos e jornalistas em debates sobre o papel da moda nesse novo contexto de preservação. Entre os nomes presentes constavam Julie Gilhart, da Barneys, Ingrid Schullström, da rede H&M, Vanessa Friedman, editora de moda do Financial Times, Christian Kemp-Griffin, da engajada Edun e executivos do grupo Gucci.

Além de palestras e debates, rolou um desfile com novos estilistas nórdicos, usando apenas materiais ecológicos. Uma exposição de tecidos, materiais e técnicas relacionadas a eles também foi montada, mostrando como o orgânico, reciclado, renovável e processos sustentáveis tomarão parte nessa indústria. Super legal, agora é aguardar para ver os efeitos disso no posicionamento futuro das marcas e lojas!

Fonte: Mauren Motta | Imagem: Tree Hugger

E-fabrics: fashion e ecológico

domingo, 29 de abril de 2007 19:53 by Fernanda Vasconcelos Torres 0 comentários








roupa_ecologica_gal07_230×330.jpg 

A foto acima faz parte de um ensaio fotografado por Bob Wolfenson no Teatro Amazonas para a revista ffwMAG!. O vestido-obra-de-arte foi criação de Lino Villaventura.

A convite de Oskar Metsavaht (Osklen), nomes badalados como Fause Haten, André LimaPatrícia Viera, Tereza SantosSamuel Cirnansck, Clô Orozco (Huis Clos), Gloria Coelho e Alê Ribeiro produziram peças dramáticas utilizando materiais elaborados pela E-fabrics.

O projeto iniciou em 2000 na própria Osklen, ganhando autonomia somente em 2006. Atualmente a iniciativa é só um braço da organização E-brigade, movimento de informação e sensibilização ambiental.

A idéia é mostrar que matérias-primas ecológicas como seda, lã e algodão orgânicos, malha PET, sementes e couro de tilápia podem ser transmutadas em belas criações. Ser ecológico sem abrir mão de ser fashion.

Oskar Metsavaht prefere definir como "o novo luxo". Ele explica que o "E" traduz a reunião de "earth, enviroment, education & energy". A etiqueta E-fabrics não é uma certificação, mas uma iniciativa com pretensão de ganhar vida e propagar-se culturalmente como vanguarda de sustentabilidade e tecnologia de moda.

www.e-brigade.org

www.e-fabrics.com.br