Dorys Hansen: figurinos globais eco-friendly

sexta-feira, 24 de abril de 2009 17:25 by Fernanda Vasconcelos Torres 0 comentários

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Dorys Hansen é figurinista, stylist e produtora de arte e moda há mais de dez anos. Atualmente é responsável por vestir os apresentadores e celebridades da Rede Globo, Globo Ciência e Canal Futura. Em entrevista ao Eco Trends & Tips, ela conta um pouco da profissão e da busca por looks eco-friendly para a telinha.

Eco Trends & Tips - Como funciona o processo de escolha das marcas que irão vestir os apresentadores e atores?

Dorys Hansen - Aescolha das marcas tem muito mais haver com o estilo e perfil físico de cada ator/ atriz / artista / jornalista ou personagem tratando-se de ficção. Passa também pelo perfil do programa e seu público alvo. Há ainda questões técnicas que dizem respeito a cores e tipos de estampas que ficam bem ou não no vídeo. Ou seja, às vezes o produto pode ser ótimo em todos os sentidos mas não funciona no vídeo. São diversos fatores que passam primeiro pela triagem do figurinista, que apresenta sua proposta para por fim passar pela aprovação do diretor geral do programa ou do núcleo responsável no canal. O Globo Ciência é um caso muito especial. É um dos programas mais antigos da Globo e surgiu pelas mãos de pessoas realmente engajadas com as questões ambientais. A nova proposta é que o figurino também tenha esta filosofia.

ET&T- O vestir consciente está na moda. De que forma isso influencia o trabalho do figurinista?

DH - A questão do vestir consciente estar na moda é algo que só soma para todos nós. Neste momento esta é a questão fundamental do programa e não só influencia meu trabalho como o está direcionando.

ET&T- Como figurinista, trabalhar com marcas eco-friendly e sustentáveis é uma opção interessante ou já é uma exigência de mercado?

DH - No figurino a questão estética e a modelagem das roupas ainda fala muito mais alto do que a preservação do meio ambiente ou as questões sociais. Claro que se pudéssemos ter só marcas eco e social friendly  teríamos um mundo melhor, mas elas terão que ser também competitivas nestes quesitos. Queremos que estas  marcas cresçam e incentivem outras até que este não seja mais um fator  diferencial e sim comum à indústria da moda.  Temos um canal muito interessante para fazer isso e espero poder contribuir para  esta mudança de pensamento.

Dorys Hansen: www.doryshansen.com

Floresta Móbile no 48º Salão do Móvel de Milão

16:27 by Fernanda Vasconcelos Torres 0 comentários
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Iniciou dia 22 de abril (e segue até dia 26) o 48º Salão do Móvel de Milão. Participando de uma mostra paralela ao salão está o Floresta Móbile, programa do Conselho Euro-Brasileiro de Desenvolvimento Sustentável (Eubra) - com o apoio da Escola Italiana de Design, Senai, Consulado e Embaixada Brasileiros na Itália -  que une a criatividade, técnica e emoção de brasileiros e italianos para transformar restos de florestas e sobras de madeira de cidades do Norte e Nordeste brasileiro em uma concepção de design inovador e sustentável. Este ano serão apresentadas as coleções Clima, Caipirinha com Pizza e Paisagem Brasileira.

As peças que compõem as três coleções são produzidas por artesãos e comunidades de baixa renda, reaproveitando madeiras nativas variadas e seu design tem inspiração em grandes nomes das artes e da cultura popular italiana e brasileira. “Estamos criando uma arte renovada, que sintetiza um novo design contemporâneo voltado para as contradições do século 21” , diz Robson Oliveira, presidente do Eubra e um dos principais criadores do Floresta Móbile.

jumDestaque para a luminária eco-fashion Cocar da coleção Clima, que foi criada pelo estilista e designer Jum Nakao (foto ao lado), intercalando madeira com retalhos de vidro e utilizando LEDs de baixo consumo energético e energia solar e/ou corrente alternada, produzida por pequenos artesões e marceneiros do Nordeste do Brasil.

De acordo com o presidente do Eubra, os móveis e peças artesanais são fabricados com o que normalmente seria transformado em carvão (utilizado para cozinhar alimento nas comunidades carentes.

Nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, 3 milhões de metros cúbicos de restos de floresta e sobras de madeira resultam do desmatamento promovido por madeireiras e são queimados anualmente para produzir carvão, informa ele. “É uma alternativa mais barata para cozinhar alimento nas comunidades de baixa renda”.

Se transformados em móveis e objetos de arte e decoração, e comercializados nacional e internacionalmente, esses restos poderiam render perto de 1 bilhão de Euros/ano, triplicando a renda per capita das comunidades vizinhas à Amazônia, nos estados do Ceará, Maranhão e Piauí.

A proposta de design do Eubra busca a substituição dos plásticos poluentes e, em certos casos, do alumínio da era pós-industrial, pela madeira, fibras naturais e couro e outros produtos renováveis na a fabricação de objetos de decoração e mobiliário, na arquitetura e indústria.

O projeto prevê, também, o reinvestimento de 3% do total obtido com as vendas dos produtos na produção de mudas de reflorestamento nativo e incentiva a produção de mobiliário como um subproduto de sistemas agroflorestais. Estes sistemas garantem segurança alimentar, alimentos orgânicos e fitoterápicos

Floresta Móbile: www.eubra.org

Mostra em Milão
Dia 22 a 26 de abril, That’s Design/ Ex Industria – Via Forcella, 13 – Zona Tortona – Milão (IT)

Alexander McQueen recicla lixo em luxo

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Paris é glamour. Mas será que a Cidade Luz sobreviverá ao consumismo esquizofrênico e as montanhas de resíduos que "sobram" desse processo todo?

O estilista inglês Alexander McQueen resolveu provocar os fashionistas acostumados ao sofisticado universo da moda parisiense com uma desfile que reciclou materiais inusitados como calotas e guarda-chuvas em exóticos chapéus.

Para quem esperava algo mais próximo ao cítrico humor britânico, encontrou peças que poderiam tranquilamente fazer parte de uma coleção conceitual à la Comme des Garçons. Decorando a passarela, uma pilha de lixo complementava os looks que traziam maquiagem borrada e cabelos enfeitados com latas de refrigerante.

A tríade preto-branco-e-vermelho dominava o olhar, com toques de classe e tradição,  como o pied-de-poule e o tweed.

Nesse esforço de dramaticidade, McQueen provoca um delírio reflexivo - que esteticamente lembra o encontro de Alice com a Rainha de Copas, no País das Maravilhas.

Muito mais que reciclar materiais, reciclar idéias. O mundo fashion está atento às mudanças e envia mensagens fabulosas - como a de Vivienne Westwood, em seu manifesto: consumir menos, mas melhor. Antes que a Rainha Natureza decrete: cortem as cabeças! 

Fotos: Reprodução

Curso Design Socioambiental no The Hub

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O The Hub (espaço supercool  "para conectar pessoas, alavancar projetos inovadores e inspirar transformações nas pessoas, organizações e na sociedade") está promovendo um curso de Design Socioambiental.

A idéia é trabalhar conceitos,  laboratório  de  criação e orientação  de  projetos  com  responsabilidade  sócio-ambiental - atuais ferramentas para novos cenários, novos valores e novos produtos.

Um dos objetivos é analisar os aspectos ambientais, sociais e econômicos que envolvem um produto, seu sistema produtivo e comercial como características do design com responsabilidade socioambiental. "Ao projetar um produto, o designer pode prever o impacto de sua atuação ao meio ambiente, criar alternativas racionais de uso dos recursos naturais e colaborar com a inclusão social utilizando mão de obra de comunidades carentes", explicam.

O laboratório abordará o design artesanal, propondo discutir e incorporar o saber tradicional ao projeto de produtos contemporâneos utilizando técnicas, materiais, mão de obra e repertório iconográfico artesanal direcionado para uma produção  artesanal e semi-industrial para o publico contemporâneo.

Quem coordena a função é Christian Ullmann, um gabaritado Especialista em Design Sustentável - membro do quadro de conselheiros do idds - Instituto de Design para Desenvolvimento Sustentável que desde 2001 desenvolve produtos e projetos com foco em responsabilidade sócio-ambiental.

O investimento é R$400,00 por participante. As aulas acontecerão nos dias 17, 18 e 19 de março, 19h às 23h, no The Hub (ver endereço abaixo).

INSCREVA-SE AQUI



Mais informações:
info@idds.com.br
Fone: 0xx(11) 35861828

The Hub
Rua Bela Cintra 409
01415-000 consolação são paulo sp
fonefax [11] 3539 8574
cel [11] 9857 8988
www.the-hub.net
hubsp.wordpress.com

Imagens: Reprodução

Consciência verde na Pure London

17:30 by Fernanda Vasconcelos Torres 1 comentários















A terceira temporada da Pure London de inverno 2010 que aconteceu entre os dias 8 e 10 de fevereiro mostrou a preocupação com a ética ambiental na construção de peças de vestuário. Foram apresentadas opções interessantes e de qualidade na malha retilínea com materiais orgânicos em cashmere, lã e algodão.

Uma das grandes preocupações neste setor da feira foi procurar entender e identificar o quanto os compradores das grandes redes de lojas estão preparados para absorver estes produtos e colocar no mercado.

A indústria ainda não tem condições de disponibilizar para o mercado peças com preços que venham de encontro com a realidade do consumidor. Por isso junto com o produto deve ser feito um trabalho com via de mão dupla.

Primeiro de conscientização e valorização do público destes produtos e segundo dos designers e da indústria em procurar disponibilizar produtos que sejam comerciais e de máxima qualidade. Neste caso falamos de prazos maiores de duração das peças de vestuário, que possam preencher todos os requisitos de satisfação do consumidor, fazendo assim valer à pena o investimento.

A feira procurou controlar de forma equilibrada a prática dos preços nos produtos, por que a pratica normal é dos custos neste tipo de material chegar a aumentar em quatro vezes mais em relação aos produtos normais. Mas os resultados finais dos seminários e das vendas na feira provaram que mesmo assim os compradores demonstram interesse por este tipo de produto, apesar da recessão.

Selecionamos bons exemplares de malha retilínea produzidos com lãs e algodões orgânicos que apresentaram um design focado no público jovem com estilo urbano street. As peças de malha acompanharam esta evolução e apresentam muito dinamismo e jovialidade apesar da simplicidade das peças e do foco comercial, que neste caso é fundamental.

Fonte: Núcleo de Pesquisa e Comunicação/UseFashion
Consultoria: Angela Aronne
Fotos: Agência Fotosite e UseFashion.

Madonna é a celebridade mais mal vestida em lista da Peta

17:07 by Fernanda Vasconcelos Torres 1 comentários
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 A cantora americana Madonna lidera a lista de celebridades mais mal vestidas do ano publicada dia 06 de março pela organização Pessoas pela Ética no Tratamento dos Animais (Peta).

"Quando você vê Madonna vestindo peles, entende por que ninguém copiou seu estilo desde 1984", afirmou este coletivo em sua página de internet. "Sabemos que ela agora está com um jovem (o modelo brasileiro Jesus Luz), mas alguém tem que dizer a 'Madge', seu apelido, que usar peles não a transforma em um puma", acrescentou.

 A Peta também critica as irmãs Olsen, que ocupam o segundo lugar da lista.

 "Já que a pele acrescenta 20 anos e 10 quilos, talvez Mary-Kate e Ashley pensem que seu guarda-roupa de matrona desviará a atenção dos rumores sobre sua bulimia", explicou a organização.

 A atriz Maggie Gyllenhaal (a Rachel de "Batman - O Cavaleiro das Trevas") também não escapou de levar alfinetadas. Segundo a Peta, ela não possui qualquer sentido de moda.

 "Talvez Christian Bale (que faz o Batman no mesmo filme) tenha caído em sua cabeça durante as gravações", ironiza o coletivo.

 A organização questionou também por que o rapper Kanye West se autoproclama a "voz" de sua geração enquanto usa peles, algo que a entidade considerou "cruel e ultrapassado".

 O quinto lugar ficou com a atriz e modelo britânica Elizabeth Hurley.

"Em vez de alardear os restos de animais, esta sereia murcha poderia se concentrar nos restos de sua carreira", afirmou a ONG.

 A Peta explicou em seu site que espera que estes "prêmios" sirvam para chamar a atenção às celebridades na hora de usar peles.

 

Fonte: Yahoo!Brasil pela agência EFE | Imagens: Reprodução

Trendwatching.com divulga 12 eco sub-tendências

16:28 by Fernanda Vasconcelos Torres 0 comentários

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A empresa trendwatching.com trabalha com pesquisa de tendências de consumo em 120 países. Anualmente eles divulgam um relatório que traz uma prévia do que acontecerá no decorrer do ano.

"Embora a crise financeira possa reter algumas iniciativas verdes, o futuro nunca pareceu tão ecológico. Principalmente porque a criação de uma economia mais sustentável não é uma opção, mas uma necessidade. E todos sabemos que a necessidade é a mãe da invenção. Essa é a razão pela qual este mês, em meio ao desmoronamento de bancos, encontro do G20 e planos de estímulo, destacamos 12 eco sub-tendências que qualquer comerciante ou empresário pode praticar hoje mesmo", explicam.

Confira o relatório completo aqui (em inglês).

Verde para vencer a crise

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Estamos numa era de crise(s). E toda crise vem acompanhada de mudanças. O que torna esse momento especialmente delicado são suas proporções. A população mundial ultrapassa a casa dos bilhões de habitantes.

Nesse oceano de gente, que parece ter espaço para todos, a impressão é que o "nós" perdeu completamente o espaço para o "eu". Devemos decretar o fim do ego, esquecer da vaidade, dos desejos? Jamais! A solução mais consciente (e talvez a mais sábia) é olhar para trás e aprender a lição.

A história mostra que a moda, a arquitetura, os hábitos de consumo refletem o zeitgeist, o espírito do tempo. Quando optamos por um estilo de vida ecológico estamos comunicando nossa identidade, a preocupação com o outro, a necessidade do engajamento coletivo. Ser "eco" é ser amigo, é trocar, é dividir para multiplicar.

Se a crise ambiental e financeira pede um freio no consumismo, a palavra de ordem é uma só: criatividade. É hora de uma "DR" com o guarda-roupa e com a casa. A fila anda também para peças que não nos servem mais (não importa se foi o corpo ou o estilo que mudou). Como diz o ditado brasileiríssimo, sempre há um chinelo velho para um pé torto.

Em tempos hipermodernos, brechó não significa mais coisas pra lá de usadas e cheirando a mofo. Brechó (com "B" maiúsculo) é para estilosos, fashionistas e nostálgicos. Mas é também para antenados no que acontece no planeta - o aquecimento global está aí! - e adoram uma pechincha.

 A lista de endereços é grande (SP concentra a maioria), mas só para ter uma ideia, cresce a cada dia o número de lojinhas virtuais, entre elas as mais conhecidas Filet pra quem é Mignon, Lavou tá Novo e a versão online 'páginas amarelas' de brechós Vitrine  (com dicas ótimas).

O detalhe das roupas que mais tem importado ultimamente tem sido o bolso. A crise financeira internacional (aquela marolinha, sabe?) lavou como tsunami as bolsas (não só de valores) internacionais. Enganam-se, porém, aqueles que apostavam na queda das vendas de artigos de moda e decoração. O estímulo às compras está por todos os lados, com promoções e descontos que fazem o racional ficar descansando no ar condicionado enquanto os consumidores enlouquecidos disputam as ofertas.

Antes de cair em tentação,  siga um conselho básico da minha mãe. Basta responder perguntinhas simples como "eu realmente preciso disso", "vou usar onde, quando, por quê", "vale a pena investir nessa peça". Reflita um pouco antes de se atirar nas araras. Tudo ficar mais verde - o meio ambiente e seu cartão de crédito também. Traduzindo: isso é sustentabilidade.

Para saber como escolher bem, é preciso estar atento ao que rola nas passarelas e mostras de design, decoração e afins. Vale ler sempre o Eco Trends & Tips (mega jabá) e blogs do assunto.

2602719Se quiser aproveitar o tempo livre no final de semana na praia (sem desculpas!), uma boa pedida é ler o guia Eco Chic - Salvando o Planeta com Estilo, da jornalista norte-americana Christie Matheson. "Adotar um estilo de vida eco chic significa - ser dona de um guarda-roupa matador; sentir-se maravilhosa; comer e beber do bom e do melhor; e sentir-se mais conectada aos seus amigos, familiares e à natureza". Nessa crise, o verde virou o novo pretinho básico.